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República Centro-Africana vive “uma crise drámitica, mas esquecida”, segundo Secretário-geral da ONU

República Centro-Africana vive “uma crise drámitica, mas esquecida”, segundo Secretário-geral da ONU
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O Secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, mostrou-se preocupado, ontem, em entrevista à Agência France Press (AFP), com a situação da República Centro-Africana, tendo afirmado que os conflitos que se vivem nesse país são “uma crise dramática, mas esquecida”.

Para o homem forte da ONU, “a República Centro-Africana está muito longe das atenções da comunidade internacional. O nível de sofrimento do povo, mas também os dramas sofridos pelos trabalhadores humanitários e as forças de manutenção da paz merecem uma solidariedade e uma atenção acrescidas", considerou António Guterres, que visitará o país africano de 24 a 27 de Outubro, sendo que o início da visita coincide com o Dia das Nações Unidas, proclamado em 1947, que marca a entrada em vigor da Carta das Nações Unidas.

A República Centro-Africana conhece desde há vários meses um aumento dos confrontos entre grupos armados, que disputam recursos naturais e zonas de influência.

"Desde o início do ano, tivemos 12 trabalhadores humanitários e 12 soldados de paz mortos na República Centro-Africana. Isto demonstra a que ponto a situação se degradou", salientou Guterres, que, além da capital, Bangui, também tenciona deslocar-se a Bangassou, no sul.

Recorde-se que a República Centro-Africana passou a viver uma situação de caos em 2013, com o derrube do antigo presidente François Bozizé por uma rebelião de maioria muçulmana, designada Séléka. Este golpe suscitou uma contra-ofensiva dos designados anti-Balakas, uma milícia maioritariamente cristã, e conduziu a massacres que provocaram a intervenção militar da França e, depois, a deslocação da MINUSCA (Missão Multi-dimensional Integrada das Nações Unidas para a Estabilização da República Centro-Africana).

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Redacção

O Secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, mostrou-se preocupado, ontem, em entrevista à Agência France Press (AFP), com a situação da República Centro-Africana, tendo afirmado que os conflitos que se vivem nesse país são “uma crise dramática, mas esquecida”.

Para o homem forte da ONU, “a República Centro-Africana está muito longe das atenções da comunidade internacional. O nível de sofrimento do povo, mas também os dramas sofridos pelos trabalhadores humanitários e as forças de manutenção da paz merecem uma solidariedade e uma atenção acrescidas", considerou António Guterres, que visitará o país africano de 24 a 27 de Outubro, sendo que o início da visita coincide com o Dia das Nações Unidas, proclamado em 1947, que marca a entrada em vigor da Carta das Nações Unidas.

A República Centro-Africana conhece desde há vários meses um aumento dos confrontos entre grupos armados, que disputam recursos naturais e zonas de influência.

"Desde o início do ano, tivemos 12 trabalhadores humanitários e 12 soldados de paz mortos na República Centro-Africana. Isto demonstra a que ponto a situação se degradou", salientou Guterres, que, além da capital, Bangui, também tenciona deslocar-se a Bangassou, no sul.

Recorde-se que a República Centro-Africana passou a viver uma situação de caos em 2013, com o derrube do antigo presidente François Bozizé por uma rebelião de maioria muçulmana, designada Séléka. Este golpe suscitou uma contra-ofensiva dos designados anti-Balakas, uma milícia maioritariamente cristã, e conduziu a massacres que provocaram a intervenção militar da França e, depois, a deslocação da MINUSCA (Missão Multi-dimensional Integrada das Nações Unidas para a Estabilização da República Centro-Africana).

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