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“Não gosto da ideia de ser famoso”, afirmou Deedaldino

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Andrade Lino

O músico angolano Deedaldino, que prepara o sua primeira compilação musical, o EP “6 Tons de Harmonia”, e anuncia para breve o lançamento do seu mais novo single, afirmou em Luanda que não gosta da ideia de ser famoso, mas sim “da ideia de poder partilhar a arte, o conhecimento, esse sentimento bom” que carrega, com a sua música.

Depois de lançar, no ano passado, o tema “Matriz”, no dia 25 de Abril, o cantor prepara-se para oferecer ao público “Olhos Castanhos”, apresentado em Bossa Nova, que poderá estar disponível “em todas as plataformas digitais”.

Deedaldino, que se diz movido pela musicalidade e entrega de artistas como Toty Sa´Med e Sara Tavares, essa última que infelizmente faleceu no ano passado, e para ele, “uma artista realmente incrível”, entende que a nova geração está a ser muito superficial, mas não culpa de todo a nova geração como tal, observando que “esse é um movimento social”.

“Estamos a ser muito superficiais, muito frágeis, descartáveis. Hoje, as pessoas, por conta disso ou daquilo, são mais leves, mas comerciais, está todo mundo pensando em como vai vender mais rápido, e essa coisa da entrega artística, da originalidade, acaba ficando muito para lá, como se espera como valor musical”, criticou o também compositor.

Na visão do ainda guitarrista, a sociedade começou a fazer parecer que se trata de uma estratégia de marketing, “que é normal fazermos coisas tão supérfluas”. “Eu temo isso para a minha arte, pois não quero se comum, e isso não é eu me colocando num padrão diferente, é apenas o medo do fluxo social banal, dessa corrida louca de todo mundo para alcançar a fama”, esclareceu.

Dono de uma voz contagiante e um “fabricante” de ricas melodias, em entrevista exclusiva ao ONgoma News, Deedaldino afirmou que o que gostaria de alcançar com a sua arte é a sustentabilidade. “Não vou fingir que não preciso de dinheiro, mas também quero que as pessoas se revejam, que ouçam a minha música na hora de ir dormir, que te transmita alguma esperança, que acalme o teu coração para mais um dia. E quando digo isso, começo por Angola, porque vivemos num país muito difícil”, sublinhou o vocalista.

Nesta mesma ordem de ideias, a fonte lembrou as palavras de Fredy, capitão da Seleccção Nacional de Futebol, quando disse algo como “em Angola as pessoas vivem muito mal. É por isso que quando ganhamos, pelo menos as pessoas vão dormir felizes”.  

O artista precisou então que é essa sensação que quer transmitir com a música. “Não é muito, não posso contribuir com tudo, mas se você se sentir um pouco mais abraçado, mais assegurado, e você puder expressar isso, eu me sentiria muito agradecido. É isso que quero alcançar a curto e longo prazo. Que a minha música me sustente, mas que também te sustente, te dê algum consolo. E se puder te dar dinheiro, que te dê”, expressou.

O EP está por sair depois do single que se avizinha, ainda com a questão da data a ser resolvida. O projecto, de acordo com o autor, vem de um trabalho árduo, das terras do bago vermelho, onde se isolou em estúdio por dias, para trazer ao público “o melhor que os ouvidos vão contemplar”.

Produzido pela Turi Bayoz Label e gravado no Studios da Cultura, Uíge, “Olhos Castanhos”, que conta com influências de caneta da grande Mars Luise, é um tema cheio de paixão e ternura, onde Deedaldino se debate com a imensidão dos olhares especiais que o inspiram.

Segundo esclareceu, um album ainda é uma conversa muito prematura. “Embora seja um sonho, os desafios que se colocam para a concretização do mesmo são maiores que a possibilidade da sua equipa de realização.

Para poderem-se acompanhar mais de perto as novidades, o músico está no YouTube, Spotify e nas redes sociais Instagram (Deedaldino_official), Tiktok, Facebook e X (Deedaldino).

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Andrade Lino

Jornalista

Estudante de Língua Portuguesa e Comunicação, amante de artes visuais, música e poesia.

O músico angolano Deedaldino, que prepara o sua primeira compilação musical, o EP “6 Tons de Harmonia”, e anuncia para breve o lançamento do seu mais novo single, afirmou em Luanda que não gosta da ideia de ser famoso, mas sim “da ideia de poder partilhar a arte, o conhecimento, esse sentimento bom” que carrega, com a sua música.

Depois de lançar, no ano passado, o tema “Matriz”, no dia 25 de Abril, o cantor prepara-se para oferecer ao público “Olhos Castanhos”, apresentado em Bossa Nova, que poderá estar disponível “em todas as plataformas digitais”.

Deedaldino, que se diz movido pela musicalidade e entrega de artistas como Toty Sa´Med e Sara Tavares, essa última que infelizmente faleceu no ano passado, e para ele, “uma artista realmente incrível”, entende que a nova geração está a ser muito superficial, mas não culpa de todo a nova geração como tal, observando que “esse é um movimento social”.

“Estamos a ser muito superficiais, muito frágeis, descartáveis. Hoje, as pessoas, por conta disso ou daquilo, são mais leves, mas comerciais, está todo mundo pensando em como vai vender mais rápido, e essa coisa da entrega artística, da originalidade, acaba ficando muito para lá, como se espera como valor musical”, criticou o também compositor.

Na visão do ainda guitarrista, a sociedade começou a fazer parecer que se trata de uma estratégia de marketing, “que é normal fazermos coisas tão supérfluas”. “Eu temo isso para a minha arte, pois não quero se comum, e isso não é eu me colocando num padrão diferente, é apenas o medo do fluxo social banal, dessa corrida louca de todo mundo para alcançar a fama”, esclareceu.

Dono de uma voz contagiante e um “fabricante” de ricas melodias, em entrevista exclusiva ao ONgoma News, Deedaldino afirmou que o que gostaria de alcançar com a sua arte é a sustentabilidade. “Não vou fingir que não preciso de dinheiro, mas também quero que as pessoas se revejam, que ouçam a minha música na hora de ir dormir, que te transmita alguma esperança, que acalme o teu coração para mais um dia. E quando digo isso, começo por Angola, porque vivemos num país muito difícil”, sublinhou o vocalista.

Nesta mesma ordem de ideias, a fonte lembrou as palavras de Fredy, capitão da Seleccção Nacional de Futebol, quando disse algo como “em Angola as pessoas vivem muito mal. É por isso que quando ganhamos, pelo menos as pessoas vão dormir felizes”.  

O artista precisou então que é essa sensação que quer transmitir com a música. “Não é muito, não posso contribuir com tudo, mas se você se sentir um pouco mais abraçado, mais assegurado, e você puder expressar isso, eu me sentiria muito agradecido. É isso que quero alcançar a curto e longo prazo. Que a minha música me sustente, mas que também te sustente, te dê algum consolo. E se puder te dar dinheiro, que te dê”, expressou.

O EP está por sair depois do single que se avizinha, ainda com a questão da data a ser resolvida. O projecto, de acordo com o autor, vem de um trabalho árduo, das terras do bago vermelho, onde se isolou em estúdio por dias, para trazer ao público “o melhor que os ouvidos vão contemplar”.

Produzido pela Turi Bayoz Label e gravado no Studios da Cultura, Uíge, “Olhos Castanhos”, que conta com influências de caneta da grande Mars Luise, é um tema cheio de paixão e ternura, onde Deedaldino se debate com a imensidão dos olhares especiais que o inspiram.

Segundo esclareceu, um album ainda é uma conversa muito prematura. “Embora seja um sonho, os desafios que se colocam para a concretização do mesmo são maiores que a possibilidade da sua equipa de realização.

Para poderem-se acompanhar mais de perto as novidades, o músico está no YouTube, Spotify e nas redes sociais Instagram (Deedaldino_official), Tiktok, Facebook e X (Deedaldino).

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