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Lamá despede-se sábado dos relvados

Lamá despede-se sábado dos relvados
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Duas décadas depois de se tornar profissional no Petro de Luanda, o guarda-redes Lamá vai regressar aos escalões de formação do clube tricolor, como treinador de guarda-redes.

O longevo atleta de 37 anos de idade, despede-se sábado dos relvados, durante o jogo oficial de apresentação do plantel do Petro para a temporada 2018/2019, para abraçar um novo desafio na vida, preparar o futuro das balizas tricolores. Até prova em contrário, Lamá é o primeiro jogador do futebol angolano a permanecer tantos anos no mesmo clube. As vinte e uma temporadas seguidas de tricolor ao peito, fazem do ainda atleta um caso raro no desporto rei nacional, pois não existe um outro exemplo de fidelidade ao mesmo emblema.

De acordo com o Jornal dos Desportos, a ascensão de Lamá aos seniores, 1998, coincidiu com uma série de adversidades que assolaram o plantel tricolor, mas uma delas, a lesão do titular guarda-redes Marito, à época dono até das balizas da selecção nacional, tornou-se no mal que veio para bem porque começou a mudar a sorte de Lama, saltou de terceiro para segundo na hierarquia, Mbala pegou de estaca nas balizas.

O Petro de Luanda fracassou nas Afrotaças, no anterior tinha sido finalista vencido da extinta Taça CAF, e teve dificuldades de defender com êxito a coroa de campeão nacional, ainda assim, a longa espera do jovem talento foi recompensada quase no final da temporada quando o técnico Jorge Ferreira poupou os titulares para tentar salvar a época na final da Taça de Angola com o quase campeão 1º de Agosto.

A estreia de Lama com a camisola tricolor aconteceu em Novembro de 1998 no jogo caseiro com o Chicoil do Cuando Cubango, foi na 25ª. jornada do campeonato nacional. Mesmo com uma linha de segunda, os tricolores estiveram em alta combustão e com Chinho em grande estilo, 3 golos, chegaram com facilidade aos 7-0, mas Lama não ficou até ao fim para comemorar a vitória, lesionou-se numa dividida com um adversário e saiu em maca, como não havia mais substituições, o médio Roberto terminou na baliza.

Curiosamente, o começo e o fim de Lamá tem uma equipa do Cuando Cubango, realmente na época 2018, a última que disputou, ele realizou um único jogo, 1ª. jornada do Girabola Zap, contra o Cuando Cubango FC, os tricolores venceram por 4-0, uma vez mais ele saiu do jogo sem sofrer um golo.

Último sobrevivente duma das melhores gerações da formação tricolor, os outros eram o lateral direito Renato, o central Toyzinho, os médios Gilberto e Roberto e o avançado Chinho, Lamá como que foi lançado às feras logo na primeira convocatória, primeira mão da Supertaça de 1998 com o 1º de Agosto.

Suplente não utilizado no empate, 1-1, Lamá começou a coleccionar nesse jogo algumas marcas importantes com a camisola tricolor, foi orientado por 13 treinadores diferentes, nas nossas contas não entraram os interinos, conquistou 12 troféus, 4 edições do Girabola (2000, 2001, 2008 e 2009), 6 Taças de Angola (1998, 2000, 2002, 2012, 2013 e 2017) e 2 Supertaças (2002 e 2013), sendo por isso um dos que mais titulados da história do Petro de Luanda.

Com a camisola tricolor, só faltou ao atleta de 37 anos de idade um título africano, em várias ocasiões ele participou das Afrotaças com grandes actuações, mas o máximo que conseguiu foi ver a equipa a cair nas meias-finais da Champions 2001, prova em que os tricolores aceleraram para a história a partir da segunda jornada quando Djalma Cavalcanti deu a titularidade a Lama

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Redacção

Duas décadas depois de se tornar profissional no Petro de Luanda, o guarda-redes Lamá vai regressar aos escalões de formação do clube tricolor, como treinador de guarda-redes.

O longevo atleta de 37 anos de idade, despede-se sábado dos relvados, durante o jogo oficial de apresentação do plantel do Petro para a temporada 2018/2019, para abraçar um novo desafio na vida, preparar o futuro das balizas tricolores. Até prova em contrário, Lamá é o primeiro jogador do futebol angolano a permanecer tantos anos no mesmo clube. As vinte e uma temporadas seguidas de tricolor ao peito, fazem do ainda atleta um caso raro no desporto rei nacional, pois não existe um outro exemplo de fidelidade ao mesmo emblema.

De acordo com o Jornal dos Desportos, a ascensão de Lamá aos seniores, 1998, coincidiu com uma série de adversidades que assolaram o plantel tricolor, mas uma delas, a lesão do titular guarda-redes Marito, à época dono até das balizas da selecção nacional, tornou-se no mal que veio para bem porque começou a mudar a sorte de Lama, saltou de terceiro para segundo na hierarquia, Mbala pegou de estaca nas balizas.

O Petro de Luanda fracassou nas Afrotaças, no anterior tinha sido finalista vencido da extinta Taça CAF, e teve dificuldades de defender com êxito a coroa de campeão nacional, ainda assim, a longa espera do jovem talento foi recompensada quase no final da temporada quando o técnico Jorge Ferreira poupou os titulares para tentar salvar a época na final da Taça de Angola com o quase campeão 1º de Agosto.

A estreia de Lama com a camisola tricolor aconteceu em Novembro de 1998 no jogo caseiro com o Chicoil do Cuando Cubango, foi na 25ª. jornada do campeonato nacional. Mesmo com uma linha de segunda, os tricolores estiveram em alta combustão e com Chinho em grande estilo, 3 golos, chegaram com facilidade aos 7-0, mas Lama não ficou até ao fim para comemorar a vitória, lesionou-se numa dividida com um adversário e saiu em maca, como não havia mais substituições, o médio Roberto terminou na baliza.

Curiosamente, o começo e o fim de Lamá tem uma equipa do Cuando Cubango, realmente na época 2018, a última que disputou, ele realizou um único jogo, 1ª. jornada do Girabola Zap, contra o Cuando Cubango FC, os tricolores venceram por 4-0, uma vez mais ele saiu do jogo sem sofrer um golo.

Último sobrevivente duma das melhores gerações da formação tricolor, os outros eram o lateral direito Renato, o central Toyzinho, os médios Gilberto e Roberto e o avançado Chinho, Lamá como que foi lançado às feras logo na primeira convocatória, primeira mão da Supertaça de 1998 com o 1º de Agosto.

Suplente não utilizado no empate, 1-1, Lamá começou a coleccionar nesse jogo algumas marcas importantes com a camisola tricolor, foi orientado por 13 treinadores diferentes, nas nossas contas não entraram os interinos, conquistou 12 troféus, 4 edições do Girabola (2000, 2001, 2008 e 2009), 6 Taças de Angola (1998, 2000, 2002, 2012, 2013 e 2017) e 2 Supertaças (2002 e 2013), sendo por isso um dos que mais titulados da história do Petro de Luanda.

Com a camisola tricolor, só faltou ao atleta de 37 anos de idade um título africano, em várias ocasiões ele participou das Afrotaças com grandes actuações, mas o máximo que conseguiu foi ver a equipa a cair nas meias-finais da Champions 2001, prova em que os tricolores aceleraram para a história a partir da segunda jornada quando Djalma Cavalcanti deu a titularidade a Lama

Redacção

Licenciado em Gestão e Administração pela Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Agostinho Neto, Félix Abias é um jornalista angolano que explora temas ligados à política e economia local. Actualmente trabalha para o Grupo Média Rumo

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