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“José Eduardo tinha que estar aqui connosco, para ver e ajudar a resolver os problemas do povo”, afirmou Rafael Marques

“José Eduardo tinha que estar aqui connosco, para ver e ajudar a resolver os problemas do povo”, afirmou Rafael Marques
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Andrade Lino

O jornalista Rafael Marques afirmou que o antigo presidente angolano, José Eduardo dos Santos, “tinha que estar aqui connosco, para ver e ajudar a resolver os problemas do povo, porque é triste que um homem que fica 38 anos no poder fuja e não consiga estar no país, tranquilo, com os seus filhos”.

O também activista social, que falava por ocasião do Goza TV do mês de Setembro último, programa promovido pela plataforma de humor Goz´Aqui, onde foi convidado, reparou, por outro lado, que as pessoas esquecem-se de que o poder continua a ser detido pelo MPLA.

Sobre o Governo de João Lourenço, observou que este é um assunto para o qual se deve olhar com algum cuidado, porque “o facto de haver um homem que está a querer fazer reformas, tem boa vontade”, e isso reconhece, “não quer dizer que tenha que tirar a equipa económica ou tirar o Governador, porque se assim for, tem que tirar o MPLA”.

“Se olharmos para o Bureau Político do MPLA, detinha 95% dos intelectuais do país, mas esse número parece não estar bem representado na estrutura do comando daquele partido, porque senão seria fácil acabarmos com essa dança de cadeiras e tudo mais, enquanto os ministros são tirados dum lugar e colocados noutro, ficam em casa a receber salários, mas não fazem nada”, disse.

Entretanto, o ainda fundador do portal Maka Angola afirmou que já não investiga o ex vice-presidente de Angola, Manuel Vicente. “Nós temos que ter algum cuidado em perceber as coisas, porque agora, de repente, no país, os “revus” são os que estão a perder as chupetas do regime anterior. Não é só a questão de termos os áudios nas redes sociais, embora haja todos os dias questões que de facto precisem ser tratadas”, referiu, tendo realçado que a precipitação que às vezes muitos dos nossos jovens têm em fazer as coisas de forma catalogada é errada.

“Têm que ser mais responsáveis, porque recorrem a mim quando têm problemas, sou acusado por um e por outros, dizendo que eu ando a fomentar manifestações”, exortou.

Questionado, de forma jocosa, se hoje a vida está melhor, o jornalista replicou que não está, porque todos os dias o telemóvel toca, e nesse caso a concentração seria emagrecer o Governo.

Enquanto cidadãos, disse, é bom cultivarmos essa capacidade crítica de intervenção no sentido de aconselharmos, até de apoiarmos o Presidente, de dizer que “precisamos de um Governo funcional, e há pessoas fora do MPLA que têm ideias, cidadãos angolanos que podem ser inovadores para que possam também fazer parte do país e possam ser ouvidos, colocar o parlamento no leito das empresas privatizadas”.

Convidado a pronunciar-se, como jornalista, sobre como resume o papel do actual Ministro da Comunicação, afirmou não ter comentários sobre isso, porque não sabe o que ele tem estado realmente a fazer.

“O Ministro não presta atenção, por isso é que teve polêmicas e teve que se desmentir a si próprio”, lamentou.

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Andrade Lino

Jornalista

Estudante de Língua Portuguesa e Comunicação, amante de artes visuais, música e poesia.

O jornalista Rafael Marques afirmou que o antigo presidente angolano, José Eduardo dos Santos, “tinha que estar aqui connosco, para ver e ajudar a resolver os problemas do povo, porque é triste que um homem que fica 38 anos no poder fuja e não consiga estar no país, tranquilo, com os seus filhos”.

O também activista social, que falava por ocasião do Goza TV do mês de Setembro último, programa promovido pela plataforma de humor Goz´Aqui, onde foi convidado, reparou, por outro lado, que as pessoas esquecem-se de que o poder continua a ser detido pelo MPLA.

Sobre o Governo de João Lourenço, observou que este é um assunto para o qual se deve olhar com algum cuidado, porque “o facto de haver um homem que está a querer fazer reformas, tem boa vontade”, e isso reconhece, “não quer dizer que tenha que tirar a equipa económica ou tirar o Governador, porque se assim for, tem que tirar o MPLA”.

“Se olharmos para o Bureau Político do MPLA, detinha 95% dos intelectuais do país, mas esse número parece não estar bem representado na estrutura do comando daquele partido, porque senão seria fácil acabarmos com essa dança de cadeiras e tudo mais, enquanto os ministros são tirados dum lugar e colocados noutro, ficam em casa a receber salários, mas não fazem nada”, disse.

Entretanto, o ainda fundador do portal Maka Angola afirmou que já não investiga o ex vice-presidente de Angola, Manuel Vicente. “Nós temos que ter algum cuidado em perceber as coisas, porque agora, de repente, no país, os “revus” são os que estão a perder as chupetas do regime anterior. Não é só a questão de termos os áudios nas redes sociais, embora haja todos os dias questões que de facto precisem ser tratadas”, referiu, tendo realçado que a precipitação que às vezes muitos dos nossos jovens têm em fazer as coisas de forma catalogada é errada.

“Têm que ser mais responsáveis, porque recorrem a mim quando têm problemas, sou acusado por um e por outros, dizendo que eu ando a fomentar manifestações”, exortou.

Questionado, de forma jocosa, se hoje a vida está melhor, o jornalista replicou que não está, porque todos os dias o telemóvel toca, e nesse caso a concentração seria emagrecer o Governo.

Enquanto cidadãos, disse, é bom cultivarmos essa capacidade crítica de intervenção no sentido de aconselharmos, até de apoiarmos o Presidente, de dizer que “precisamos de um Governo funcional, e há pessoas fora do MPLA que têm ideias, cidadãos angolanos que podem ser inovadores para que possam também fazer parte do país e possam ser ouvidos, colocar o parlamento no leito das empresas privatizadas”.

Convidado a pronunciar-se, como jornalista, sobre como resume o papel do actual Ministro da Comunicação, afirmou não ter comentários sobre isso, porque não sabe o que ele tem estado realmente a fazer.

“O Ministro não presta atenção, por isso é que teve polêmicas e teve que se desmentir a si próprio”, lamentou.

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