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“É dada pouca atenção às artes plásticas em Angola”, afirma Danilo Fortunato

“É dada pouca atenção às artes plásticas em Angola”, afirma Danilo Fortunato
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Andrade Lino

O produtor de arte angolano Danilo Fortunato afirmou que é dada pouca atenção às artes plásticas em Angola e que é preciso se investir em projectos artísticos que cá são criados.

O galerista, que fundou em 2017 a D A N I L O  F O R T U N A T O Art Gallery, embora sendo apenas virtual, ainda, com o intuito de dar continuidade aos trabalhos de exposição, disse, em entrevista ao ONgoma News, que precisamos de uma plataforma ou instituições que invistam em projectos de custos elevados.

“As galerias Mov´art, This Is Not A White Cube e outras, por exemplo, que à dada altura têm artistas seleccionados para feiras no estrangeiro, acabam por tirar muito do seu próprio bolso, porque existe pouco incentivo de entidades que acreditem nessas iniciativas”, lamentou.

Entretanto, a fonte realçou que existe uma vontade muito grande dos produtores para levar a arte angolana para fora e que obviamente são feitos muitos sacrifícios. Assim sendo, é preciso criar uma estrutura que facilite a realização desse tipo eventos que acontecem lá fora. “Mas já começamos a dar passos significativos”, disse.

Por outro lado, questionado sobre a qualidade disciplinar dos mais jovens artistas angolanos, entende que “temos muitos artistas cá, principalmente da nova geração, mas ainda precisamos de uma intervenção mais profunda e com mais conteúdo do que é produzido como arte”.

“Temos que desassociar as obras que são meramente bonitas e associá-las a obras coleccionáveis. É necessário haver uma mensagem por detrás de tudo aquilo que é produzido como arte, que se produza arte com conteúdo, e este reverte-se na pesquisa, para que a nossa arte tenha sustentabilidade e valor fora”, afirmou.

Uma reeducação em termos artísticos, principalmente para a nova geração, para que percebam como é que realmente funciona o mercado é deveras indispensável, concluiu.

Refira-se que Danilo Fortunato foi recentemente seleccionado, como primeiro angolano, pela galeria portuguesa EMERGE, para o membro do jurado do livro Portuguese Emerging Art (PEA) 2019, uma publicação anual que tem como objectivo principal a promoção dos trabalhos produzidos por artistas emergentes portugueses, residentes em Portugal ou no estrangeiro.

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Andrade Lino

Jornalista

Estudante de Língua Portuguesa e Comunicação, amante de artes visuais, música e poesia.

O produtor de arte angolano Danilo Fortunato afirmou que é dada pouca atenção às artes plásticas em Angola e que é preciso se investir em projectos artísticos que cá são criados.

O galerista, que fundou em 2017 a D A N I L O  F O R T U N A T O Art Gallery, embora sendo apenas virtual, ainda, com o intuito de dar continuidade aos trabalhos de exposição, disse, em entrevista ao ONgoma News, que precisamos de uma plataforma ou instituições que invistam em projectos de custos elevados.

“As galerias Mov´art, This Is Not A White Cube e outras, por exemplo, que à dada altura têm artistas seleccionados para feiras no estrangeiro, acabam por tirar muito do seu próprio bolso, porque existe pouco incentivo de entidades que acreditem nessas iniciativas”, lamentou.

Entretanto, a fonte realçou que existe uma vontade muito grande dos produtores para levar a arte angolana para fora e que obviamente são feitos muitos sacrifícios. Assim sendo, é preciso criar uma estrutura que facilite a realização desse tipo eventos que acontecem lá fora. “Mas já começamos a dar passos significativos”, disse.

Por outro lado, questionado sobre a qualidade disciplinar dos mais jovens artistas angolanos, entende que “temos muitos artistas cá, principalmente da nova geração, mas ainda precisamos de uma intervenção mais profunda e com mais conteúdo do que é produzido como arte”.

“Temos que desassociar as obras que são meramente bonitas e associá-las a obras coleccionáveis. É necessário haver uma mensagem por detrás de tudo aquilo que é produzido como arte, que se produza arte com conteúdo, e este reverte-se na pesquisa, para que a nossa arte tenha sustentabilidade e valor fora”, afirmou.

Uma reeducação em termos artísticos, principalmente para a nova geração, para que percebam como é que realmente funciona o mercado é deveras indispensável, concluiu.

Refira-se que Danilo Fortunato foi recentemente seleccionado, como primeiro angolano, pela galeria portuguesa EMERGE, para o membro do jurado do livro Portuguese Emerging Art (PEA) 2019, uma publicação anual que tem como objectivo principal a promoção dos trabalhos produzidos por artistas emergentes portugueses, residentes em Portugal ou no estrangeiro.

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