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Ciberataques podem ser feitos por IA e “a capacidade de defesa é desconhecida”

Ciberataques podem ser feitos por IA e “a capacidade de defesa é desconhecida”
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O especialista em cibersegurança finlandês Mikko Hyppönen advertiu que “muito em breve” os ciberataques podem vir a ser realizados através de Inteligência Artificial (IA), considerando entretanto que a capacidade de defesa contra os ataques é desconhecida.

Segundo o responsável da investigação da WithSecure, que falava à imprensa estrangeira em Helsínquia, à margem do Nordic Business Fórum, que decorreu na semana passada, na capital finlandesa, “o que estamos à espera agora é que todos estes ataques cibernéticos se automatizem”.

“Mas eles serão automatizados com a ajuda da inteligência artificial. Deixarão de ser feitos por humanos. Os humanos concebem-nos, orquestram-nos, lançam-nos e depois funcionam automaticamente”, afirmou Hyppönen, considerado um dos maiores especialistas mundiais em cibersegurança, defendendo por outro lado que empresas de cibersegurança como a sua têm a defesa contra ataques totalmente automatizada.

“Por isso, somos muito rápidos a encontrar novos ataques, a analisar os ataques, a criar detecção para novos ataques, a testar a nova detecção, a implementar a nova detecção em minutos. Os atacantes estão a trabalhar bastante devagar porque são humanos, mas os defensores são muito rápidos porque automatizámos tudo”, explicou, mas alertou que “o que vai acontecer a seguir é que eles vão automatizar o seu trabalho. E quando isso acontecer - e isso vai acontecer no próximo mês, daqui a dois meses, três meses, muito em breve - veremos quem é que vai ganhar”. “A boa ou a má inteligência artificial?”, questionou-se.

Sobre o futuro da IA, o especialista, citado pelo portal Notícias ao Minuto, contrariou visões mais pessimistas de que poderá significar a extinção humana. “Ainda haverá vida inteligente na Terra, mas não será humana. Esse é um cenário. Mas eu sou muito mais optimista. Penso que estamos a caminhar para um futuro em que veremos inteligência sobre-humana, mas acho que seremos capazes de construir o sistema de modo a que, em vez de destruir a humanidade, a IA a ajude”, referiu.

Os seres humanos, adiantou Mikko Hyppönen, têm um quociente de inteligência (QI) “muito limitado comparado com a coisa que está a chegar - um QI médio de 100 de um humano contra um QI de um bilião da IA”.

“Não há maneira de podermos saber o que vai acontecer. É como as formigas a tentar perceber o que nós estamos a planear fazer. E isso é entusiasmante e um pouco assustador”, expressou.

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Redacção

O especialista em cibersegurança finlandês Mikko Hyppönen advertiu que “muito em breve” os ciberataques podem vir a ser realizados através de Inteligência Artificial (IA), considerando entretanto que a capacidade de defesa contra os ataques é desconhecida.

Segundo o responsável da investigação da WithSecure, que falava à imprensa estrangeira em Helsínquia, à margem do Nordic Business Fórum, que decorreu na semana passada, na capital finlandesa, “o que estamos à espera agora é que todos estes ataques cibernéticos se automatizem”.

“Mas eles serão automatizados com a ajuda da inteligência artificial. Deixarão de ser feitos por humanos. Os humanos concebem-nos, orquestram-nos, lançam-nos e depois funcionam automaticamente”, afirmou Hyppönen, considerado um dos maiores especialistas mundiais em cibersegurança, defendendo por outro lado que empresas de cibersegurança como a sua têm a defesa contra ataques totalmente automatizada.

“Por isso, somos muito rápidos a encontrar novos ataques, a analisar os ataques, a criar detecção para novos ataques, a testar a nova detecção, a implementar a nova detecção em minutos. Os atacantes estão a trabalhar bastante devagar porque são humanos, mas os defensores são muito rápidos porque automatizámos tudo”, explicou, mas alertou que “o que vai acontecer a seguir é que eles vão automatizar o seu trabalho. E quando isso acontecer - e isso vai acontecer no próximo mês, daqui a dois meses, três meses, muito em breve - veremos quem é que vai ganhar”. “A boa ou a má inteligência artificial?”, questionou-se.

Sobre o futuro da IA, o especialista, citado pelo portal Notícias ao Minuto, contrariou visões mais pessimistas de que poderá significar a extinção humana. “Ainda haverá vida inteligente na Terra, mas não será humana. Esse é um cenário. Mas eu sou muito mais optimista. Penso que estamos a caminhar para um futuro em que veremos inteligência sobre-humana, mas acho que seremos capazes de construir o sistema de modo a que, em vez de destruir a humanidade, a IA a ajude”, referiu.

Os seres humanos, adiantou Mikko Hyppönen, têm um quociente de inteligência (QI) “muito limitado comparado com a coisa que está a chegar - um QI médio de 100 de um humano contra um QI de um bilião da IA”.

“Não há maneira de podermos saber o que vai acontecer. É como as formigas a tentar perceber o que nós estamos a planear fazer. E isso é entusiasmante e um pouco assustador”, expressou.

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