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“A Batalha do Cuito Cuanavale é uma ficção”, afirmou Abílio Kamalata

“A Batalha do Cuito Cuanavale é uma ficção”, afirmou Abílio Kamalata
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O general Abílio Kamalata Numa afirmou, em Luanda, que a Batalha do Cuito Cuanavale “é uma ficção, porque a verdadeira batalha de 1987/88 foi a Batalha Saudemos o Segundo Congresso da parte do Governo de Angola e Lomba 87 da parte da UNITA”, tendo sido esta “uma entre as várias batalhas que se produziram naquele teatro de guerra”.

O secretário nacional dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria da UNITA, maior partido da oposição angolana, que falava, na semana passada, a propósito do Dia da Libertação da África Austral, assinalado ontem, 23 de Março, numa conferência que visou “continuar a repor verdades sobre a dita Batalha do Cuito Cuanavale”, que ocorreu em Angola entre 15 de Novembro de 1987 e 23 de Março de 1988, opondo os exércitos das Forças Armadas Populares de Libertação de Angola (FAPLA), do Governo angolano, apoiado por Cuba, e das Forças Armadas de Libertação de Angola (FAPLA), da UNITA, com apoio da África do Sul, onde afirmou que a libertação da África Austral “foi obra dos seus filhos e não dos russos e cubanos”, referiu que “a grandeza dessa batalha residiu nas consequências políticas que produziu ao ter permitido desbloquear a aplicação da resolução 435 de 1978, com o Acordo de Nova Iorque assinado a 22 de Dezembro de 1988 na sede da ONU pelos Governos de Angola, Cuba e África do Sul”.

De acordo com o dirigente da UNITA, “foi a Batalha Lomba 87 que desencorajou a aventura da Rússia e Cuba de expandir o comunismo na África Austral e não a dita Batalha do Cuito Cuanavale, que serve para mascarar a vergonha da derrota infringida pelas FALA ao imperialismo russo-cubano”.

Explicou que a Batalha Lomba 87 iniciou a 12 de Julho de 1987 e culminou com a destruição da 47ª brigada no dia 11 de Outubro de 1987 e, “com profundo desgaste de outras brigadas”, tendo no dia a seguir as FALA iniciado “uma perseguição feroz às brigadas e forças cubanas moralmente abatidas, empurrando-as até às proximidades do Cuito Cuanavale”.

Abílio Kamalata frisou, citado pela Angop, que foi com a derrota das FAPLA, dos cubanos e dos russos em Mavinga, em 1987/88, que se acelerou a assinatura dos Acordos de Nova Iorque e que “se quebrou a vontade de se impor regimes comunistas na África Austral”, levando “os russos a impor ao MPLA a estratégia de saída airosa deste teatro de guerra em África, com a arquitetura da dita Batalha do Cuito Cuanavale”.

Para o responsável, se não fosse a invasão de Angola pelos russos e cubanos em 1975, e se os acordos de Alvor tivessem sido implementados como previsto, “a independência da Namíbia teria acontecido muito mais cedo”.

“Este foi também outro logro da intervenção russo-cubana, com ajuda de Portugal a Angola, com consequência de os angolanos estarem a pagar dívidas da guerra que não encomendaram aos russos, cubanos e portugueses, acrescendo a transformação de Portugal como domicílio da maior parte dos dinheiros roubados ao erário público de Angola”, disse.

O dia 23 de Março foi institucionalizado feriado em Angola em 2018 pelo Governo de Angola, que propôs também no mesmo ano, na qualidade de presidente da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), que a data fosse feriado regional, para comemoração do Dia da Libertação da África Austral. O Governo angolano justifica que o fim da Batalha do Cuito Cuanavale levou à paz do país e abriu portas ao fim do regime segregacionista racial (‘apartheid’) que vigorava na África do Sul.

Em Março de 1988, o dia marca o fim da Batalha do Cuito Cuanavale, no sudeste de Angola, onde as FAPLA (Forças Armadas Populares de Libertação de Angola), e as FAR (Forças Armadas Revolucionárias, de Cuba), defrontaram o exército da maior potência militar regional, a África do Sul, e as forças da UNITA. A vitória das forças revolucionárias nesta batalha representou uma viragem decisiva na África Austral, no sentido do progresso, da paz e da libertação dos povos africanos oprimidos pelo regime do apartheid.

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Francisca Morais Parente

Produtora de Conteúdos

Apaixonada por Jornalismo, Música e Fotografia, Francisca Parente é estagiária no ONgoma News, onde, além de fazer notícias, gere as redes sociais.

O general Abílio Kamalata Numa afirmou, em Luanda, que a Batalha do Cuito Cuanavale “é uma ficção, porque a verdadeira batalha de 1987/88 foi a Batalha Saudemos o Segundo Congresso da parte do Governo de Angola e Lomba 87 da parte da UNITA”, tendo sido esta “uma entre as várias batalhas que se produziram naquele teatro de guerra”.

O secretário nacional dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria da UNITA, maior partido da oposição angolana, que falava, na semana passada, a propósito do Dia da Libertação da África Austral, assinalado ontem, 23 de Março, numa conferência que visou “continuar a repor verdades sobre a dita Batalha do Cuito Cuanavale”, que ocorreu em Angola entre 15 de Novembro de 1987 e 23 de Março de 1988, opondo os exércitos das Forças Armadas Populares de Libertação de Angola (FAPLA), do Governo angolano, apoiado por Cuba, e das Forças Armadas de Libertação de Angola (FAPLA), da UNITA, com apoio da África do Sul, onde afirmou que a libertação da África Austral “foi obra dos seus filhos e não dos russos e cubanos”, referiu que “a grandeza dessa batalha residiu nas consequências políticas que produziu ao ter permitido desbloquear a aplicação da resolução 435 de 1978, com o Acordo de Nova Iorque assinado a 22 de Dezembro de 1988 na sede da ONU pelos Governos de Angola, Cuba e África do Sul”.

De acordo com o dirigente da UNITA, “foi a Batalha Lomba 87 que desencorajou a aventura da Rússia e Cuba de expandir o comunismo na África Austral e não a dita Batalha do Cuito Cuanavale, que serve para mascarar a vergonha da derrota infringida pelas FALA ao imperialismo russo-cubano”.

Explicou que a Batalha Lomba 87 iniciou a 12 de Julho de 1987 e culminou com a destruição da 47ª brigada no dia 11 de Outubro de 1987 e, “com profundo desgaste de outras brigadas”, tendo no dia a seguir as FALA iniciado “uma perseguição feroz às brigadas e forças cubanas moralmente abatidas, empurrando-as até às proximidades do Cuito Cuanavale”.

Abílio Kamalata frisou, citado pela Angop, que foi com a derrota das FAPLA, dos cubanos e dos russos em Mavinga, em 1987/88, que se acelerou a assinatura dos Acordos de Nova Iorque e que “se quebrou a vontade de se impor regimes comunistas na África Austral”, levando “os russos a impor ao MPLA a estratégia de saída airosa deste teatro de guerra em África, com a arquitetura da dita Batalha do Cuito Cuanavale”.

Para o responsável, se não fosse a invasão de Angola pelos russos e cubanos em 1975, e se os acordos de Alvor tivessem sido implementados como previsto, “a independência da Namíbia teria acontecido muito mais cedo”.

“Este foi também outro logro da intervenção russo-cubana, com ajuda de Portugal a Angola, com consequência de os angolanos estarem a pagar dívidas da guerra que não encomendaram aos russos, cubanos e portugueses, acrescendo a transformação de Portugal como domicílio da maior parte dos dinheiros roubados ao erário público de Angola”, disse.

O dia 23 de Março foi institucionalizado feriado em Angola em 2018 pelo Governo de Angola, que propôs também no mesmo ano, na qualidade de presidente da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), que a data fosse feriado regional, para comemoração do Dia da Libertação da África Austral. O Governo angolano justifica que o fim da Batalha do Cuito Cuanavale levou à paz do país e abriu portas ao fim do regime segregacionista racial (‘apartheid’) que vigorava na África do Sul.

Em Março de 1988, o dia marca o fim da Batalha do Cuito Cuanavale, no sudeste de Angola, onde as FAPLA (Forças Armadas Populares de Libertação de Angola), e as FAR (Forças Armadas Revolucionárias, de Cuba), defrontaram o exército da maior potência militar regional, a África do Sul, e as forças da UNITA. A vitória das forças revolucionárias nesta batalha representou uma viragem decisiva na África Austral, no sentido do progresso, da paz e da libertação dos povos africanos oprimidos pelo regime do apartheid.

Francisca Morais Parente

Produtora de Conteúdos

Apaixonada por Jornalismo, Música e Fotografia, Francisca Parente é estagiária no ONgoma News, onde, além de fazer notícias, gere as redes sociais.

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