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"Vivemos um momento peculiar nos sectores da restauração e da hotelaria e turismo", afirmou Cláudio Silva

"Vivemos um momento peculiar nos sectores da restauração e da hotelaria e turismo", afirmou Cláudio Silva
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Andrade Lino

O sócio-gerente do Luanda Nightlife, Cláudio Silva, afirmou que "vivemos um momento peculiar nos sectores da restauração e da hotelaria e turismo, um momento único".

"Passamos por uma crise severa, sendo que por um lado vemos restaurantes a fecharem e hotéis com fraquíssima taxa de ocupação, e por outro lado vemos novos conceitos a abrirem, completamente diferente do que se constatava antes, quando havia muito foco num luxo inexistente, se calhar, e numa clientela que não tem tanto poder de compra hoje em dia", disse.

O responsável, que falou por ocasião da conferência de imprensa de apresentação dos Prémios LNL by Standard Bank 2019, decorrido na semana passada, no Marina Baía Hotel (Yacht Club Luanda), continuou que assistimos hoje a aberturas de espaços mais terra-a-terra, mais dinâmicos, que conseguem fazer face às diferentes dificuldades do mercado, e para um público com menos poder de compra, mas cada vez mais assertivo com as escolhas que faz.

"É um público que antes comia fora três vezes por semana, hoje escolhe uma vez, mas se for comer fora escolhe um sítio que condiz com o seu poder financeiro ou com a ocasião especial que possa ser", referiu, tendo citado como exemplo o facto de que, no "final do ano passado, abriram hotéis fantásticos no Namibe, com conceitos ecológicos e sustentáveis, que infelizmente já não vão a tempo de serem nomeados,  porém denotam um novo pensamento sobre o sector: são pequenos e estão em praias praticamente desertas, não são de luxo, mas oferecem coisas que antes não existiam no mercado".

Por seu turno, o responsável pela área de comunicação do Standard Bank, Nuno Monteiro, abordou que apesar do contexto económico que estamos a viver, os produtos têm que obviamente contribuir de forma qualitativa.

O facto de haver uma crise não quer dizer que não haja novos projectos, relevou, realçando que os projectos têm que ser melhor equacionados, têm que ser melhor estruturados e olhar para a nossa diversidade cultural e gastronómica. "Temos que olhar para os projectos de uma forma mais abrangente e temos que fazer isso cada vez mais, pois temos uma população muito jovem e com vontade de fazer coisas diferentes", acreditou.

Por outro lado, disse que é muito importante para o Standard Bank, enquanto instituição financeira, participar e ajudar a promover esta iniciativa, por causa do  enorme interesse em fazer parte do sector da hotelaria e turismo, e é com iniciativas como estas que contribui "para a consolidação de sectores muito importantes para a nossa economia".

Entretanto, os Prémios LNL, cuja gala de premiação está marcada para o dia 27 deste mês, no Hotel Epic Sana, e que contam com um investimento de 10 milhões de kwanzas, visam seleccionar os melhores restaurantes, hotéis e similares no país, com auxílio de votação pública em 14 das 19 categorias, e 5 destas seleccionadas pelo júri LNL, havendo para tal uma plataforma de votação online, que torna o processo mais seguro e confíavel, sendo que a ferramenta só permite que a pessoa vote uma vez.

Segundo explicou Nair Sousa, gestora de eventos do Luanda Nightlife, cada categoria possui cinco nomeados, desde o Melhor sushi, Melhor churrasqueira, Melhor geladaria, Melhor quintal (para espaços onde servem comidas de quintal e se calhar não têm condições de operar como um restaurante propriamente dito), Melhor bar, Melhor pizza e Melhor hambúrguer, dentre outras, porém os vencedores só serão anunciados no evento.

Cada categoria tem a sua especificidade, sublinhou, mas de uma forma geral, quanto aos critérios de selecção dos nomeados, o grupo olhou para a qualidade, tanto do espaço físico como da comida que lá é servida, para a criatividade das pessoas desse espaço, dos chefes de cozinha aos empregados de mesa, e para a consistência, porque reconhece que "existem restaurantes que depois de dois ou três meses já não são a mesma coisa, comparado a quando abriram, neste mercado em que estamos, principalmente".

"Daí que damos os prémios de 2019 em 2020, porque analisamos o ano inteiro como é que os restaurantes em diferentes categorias se comportaram", acrescentou.

Huíla, Benguela, Malange e Bengo, para além de Luanda, são as províncias contempladas e com melhores ofertas hoteleiras, dizem os promotores do evento. No ano passado, houve vencedores de outras províncias, e com a abrangência nacional, a ideia é olhar para o que se passa noutros cantos de Angola.

A título de exemplo, para Melhor hotel, estão nomeados, em Luanda, o Epica Sana (5 estrelas), Hotel Trópico (4 estrelas) e Hotel Palmeiras (4 estrelas), e no Lobito, Benguela, o Casa Rosa Hotel Residence e o Terminus (4 estrelas).

Para a categoria de Melhor resort, todos fora do casco urbano, estão o Carpe Diem (Cabo Ledo), Kwanza lodge (Barra do Kwanza), Pululukua (Lubango), Mubanga Lodge (Funda) e Casper Lodge (Lubango).

"Houve mais variedade nessa secção porque felizmente houve empreendedores que foram atrás das excelentes condições que temos, e acredito que no próximo ano a lista terá ainda mais variedades porque continuam a abrir espaços", revelou Cláudio Silva.

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Andrade Lino

Jornalista

Estudante de Língua Portuguesa e Comunicação, amante de artes visuais, música e poesia.

O sócio-gerente do Luanda Nightlife, Cláudio Silva, afirmou que "vivemos um momento peculiar nos sectores da restauração e da hotelaria e turismo, um momento único".

"Passamos por uma crise severa, sendo que por um lado vemos restaurantes a fecharem e hotéis com fraquíssima taxa de ocupação, e por outro lado vemos novos conceitos a abrirem, completamente diferente do que se constatava antes, quando havia muito foco num luxo inexistente, se calhar, e numa clientela que não tem tanto poder de compra hoje em dia", disse.

O responsável, que falou por ocasião da conferência de imprensa de apresentação dos Prémios LNL by Standard Bank 2019, decorrido na semana passada, no Marina Baía Hotel (Yacht Club Luanda), continuou que assistimos hoje a aberturas de espaços mais terra-a-terra, mais dinâmicos, que conseguem fazer face às diferentes dificuldades do mercado, e para um público com menos poder de compra, mas cada vez mais assertivo com as escolhas que faz.

"É um público que antes comia fora três vezes por semana, hoje escolhe uma vez, mas se for comer fora escolhe um sítio que condiz com o seu poder financeiro ou com a ocasião especial que possa ser", referiu, tendo citado como exemplo o facto de que, no "final do ano passado, abriram hotéis fantásticos no Namibe, com conceitos ecológicos e sustentáveis, que infelizmente já não vão a tempo de serem nomeados,  porém denotam um novo pensamento sobre o sector: são pequenos e estão em praias praticamente desertas, não são de luxo, mas oferecem coisas que antes não existiam no mercado".

Por seu turno, o responsável pela área de comunicação do Standard Bank, Nuno Monteiro, abordou que apesar do contexto económico que estamos a viver, os produtos têm que obviamente contribuir de forma qualitativa.

O facto de haver uma crise não quer dizer que não haja novos projectos, relevou, realçando que os projectos têm que ser melhor equacionados, têm que ser melhor estruturados e olhar para a nossa diversidade cultural e gastronómica. "Temos que olhar para os projectos de uma forma mais abrangente e temos que fazer isso cada vez mais, pois temos uma população muito jovem e com vontade de fazer coisas diferentes", acreditou.

Por outro lado, disse que é muito importante para o Standard Bank, enquanto instituição financeira, participar e ajudar a promover esta iniciativa, por causa do  enorme interesse em fazer parte do sector da hotelaria e turismo, e é com iniciativas como estas que contribui "para a consolidação de sectores muito importantes para a nossa economia".

Entretanto, os Prémios LNL, cuja gala de premiação está marcada para o dia 27 deste mês, no Hotel Epic Sana, e que contam com um investimento de 10 milhões de kwanzas, visam seleccionar os melhores restaurantes, hotéis e similares no país, com auxílio de votação pública em 14 das 19 categorias, e 5 destas seleccionadas pelo júri LNL, havendo para tal uma plataforma de votação online, que torna o processo mais seguro e confíavel, sendo que a ferramenta só permite que a pessoa vote uma vez.

Segundo explicou Nair Sousa, gestora de eventos do Luanda Nightlife, cada categoria possui cinco nomeados, desde o Melhor sushi, Melhor churrasqueira, Melhor geladaria, Melhor quintal (para espaços onde servem comidas de quintal e se calhar não têm condições de operar como um restaurante propriamente dito), Melhor bar, Melhor pizza e Melhor hambúrguer, dentre outras, porém os vencedores só serão anunciados no evento.

Cada categoria tem a sua especificidade, sublinhou, mas de uma forma geral, quanto aos critérios de selecção dos nomeados, o grupo olhou para a qualidade, tanto do espaço físico como da comida que lá é servida, para a criatividade das pessoas desse espaço, dos chefes de cozinha aos empregados de mesa, e para a consistência, porque reconhece que "existem restaurantes que depois de dois ou três meses já não são a mesma coisa, comparado a quando abriram, neste mercado em que estamos, principalmente".

"Daí que damos os prémios de 2019 em 2020, porque analisamos o ano inteiro como é que os restaurantes em diferentes categorias se comportaram", acrescentou.

Huíla, Benguela, Malange e Bengo, para além de Luanda, são as províncias contempladas e com melhores ofertas hoteleiras, dizem os promotores do evento. No ano passado, houve vencedores de outras províncias, e com a abrangência nacional, a ideia é olhar para o que se passa noutros cantos de Angola.

A título de exemplo, para Melhor hotel, estão nomeados, em Luanda, o Epica Sana (5 estrelas), Hotel Trópico (4 estrelas) e Hotel Palmeiras (4 estrelas), e no Lobito, Benguela, o Casa Rosa Hotel Residence e o Terminus (4 estrelas).

Para a categoria de Melhor resort, todos fora do casco urbano, estão o Carpe Diem (Cabo Ledo), Kwanza lodge (Barra do Kwanza), Pululukua (Lubango), Mubanga Lodge (Funda) e Casper Lodge (Lubango).

"Houve mais variedade nessa secção porque felizmente houve empreendedores que foram atrás das excelentes condições que temos, e acredito que no próximo ano a lista terá ainda mais variedades porque continuam a abrir espaços", revelou Cláudio Silva.

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