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UNITA diz ter os nomes das figuras que possuem dinheiro ilícito no estrangeiro

UNITA diz ter os nomes das figuras que possuem dinheiro ilícito no estrangeiro
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O maior partido da oposição angolana não quer adiantar nomes de figuras que diz constarem de um dossier que diz possuir sobre o processo de transferência ilícita de capitais para o estrangeiro.

Depois de na semana passada ter garantido, através do seu presidente da bancada parlamentar, Adalberto da Costa Júnior, estar em posse de um dossier com nomes de figuras que teriam participado do desvio de verbas do erário público, o Novo Jornal procurou junto daquele partido apurar alguns desses nomes, pretensão frustrada pelo facto de o «Galo Negro» entender que a lista deverá antes chegar à Procuradoria Geral da República (PGR) e só depois aos meios de comunicação social.

A UNITA não explica, entretanto, quando o fará nem tampouco deixou pista sobre as alegadas figuras, cujos nomes deverão nos próximos tempos constar do referido dossier que será levado à Procuradoria Geral da República.

A revelação – feita durante a declaração de voto a favor da Lei sobre o Repatriamento Coercivo e Perda Alargada de Bens, aprovada na Assembleia Nacional com 171 votos a favor, cinco abstenções, da CASA-CE, e nenhuma contra – ocorre numa altura em que falta pouco menos de um mês para o termo do tempo de graça para que os valores transferidos ilicitamente para o exterior sejam repatriados voluntariamente.

Segundo declarações do grupo parlamentar do «Galo Negro», durante a fase de aprovação global do referido pacote legislativo, o Estado angolano tem tudo para ter êxito no processo de repatriamento de capitais.

“A memória que permanece nas várias instituições”, sublinhou o líder parlamentar Adalberto da Costa Júnior, “é vastíssima para que os investidores, a Procuradoria-Geral da República, os Serviços de Inteligência, etc, apresentem saldos positivos. Nós também podemos ajudar, porque produzimos vasta documentação, com nomes, com actos e com factos, que só não servirão se o governo quiser encobrir os dilapidadores dos bens públicos”.

Na entrevista que concedeu ao jornal Expresso, o Presidente João Lourenço assegurou que a cruzada contra a corrupção seria uma acção conduzida pelos órgãos de justiça e não por políticos.

“Vai ser um processo longo. Isto vai acontecer em maior ou menor medida, e as pessoas que não pensem que em Janeiro de 2019 vamos anunciar: olhem, recuperamos todo dinheiro que saiu de Angola ao longo destes anos”, disse o chefe de Estado angolano.  







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Redacção

O maior partido da oposição angolana não quer adiantar nomes de figuras que diz constarem de um dossier que diz possuir sobre o processo de transferência ilícita de capitais para o estrangeiro.

Depois de na semana passada ter garantido, através do seu presidente da bancada parlamentar, Adalberto da Costa Júnior, estar em posse de um dossier com nomes de figuras que teriam participado do desvio de verbas do erário público, o Novo Jornal procurou junto daquele partido apurar alguns desses nomes, pretensão frustrada pelo facto de o «Galo Negro» entender que a lista deverá antes chegar à Procuradoria Geral da República (PGR) e só depois aos meios de comunicação social.

A UNITA não explica, entretanto, quando o fará nem tampouco deixou pista sobre as alegadas figuras, cujos nomes deverão nos próximos tempos constar do referido dossier que será levado à Procuradoria Geral da República.

A revelação – feita durante a declaração de voto a favor da Lei sobre o Repatriamento Coercivo e Perda Alargada de Bens, aprovada na Assembleia Nacional com 171 votos a favor, cinco abstenções, da CASA-CE, e nenhuma contra – ocorre numa altura em que falta pouco menos de um mês para o termo do tempo de graça para que os valores transferidos ilicitamente para o exterior sejam repatriados voluntariamente.

Segundo declarações do grupo parlamentar do «Galo Negro», durante a fase de aprovação global do referido pacote legislativo, o Estado angolano tem tudo para ter êxito no processo de repatriamento de capitais.

“A memória que permanece nas várias instituições”, sublinhou o líder parlamentar Adalberto da Costa Júnior, “é vastíssima para que os investidores, a Procuradoria-Geral da República, os Serviços de Inteligência, etc, apresentem saldos positivos. Nós também podemos ajudar, porque produzimos vasta documentação, com nomes, com actos e com factos, que só não servirão se o governo quiser encobrir os dilapidadores dos bens públicos”.

Na entrevista que concedeu ao jornal Expresso, o Presidente João Lourenço assegurou que a cruzada contra a corrupção seria uma acção conduzida pelos órgãos de justiça e não por políticos.

“Vai ser um processo longo. Isto vai acontecer em maior ou menor medida, e as pessoas que não pensem que em Janeiro de 2019 vamos anunciar: olhem, recuperamos todo dinheiro que saiu de Angola ao longo destes anos”, disse o chefe de Estado angolano.  







Redacção

Licenciado em Gestão e Administração pela Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Agostinho Neto, Félix Abias é um jornalista angolano que explora temas ligados à política e economia local. Actualmente trabalha para o Grupo Média Rumo

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