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Um virar de páginas para programadores depois do “Hackathon”

Um virar de páginas para programadores depois do “Hackathon”
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Andrade Lino

Os três vencedores da primeira maratona de programação “Hackathon”, decorrida nesse fim-de-semana, no LaunchPad, foram dados a conhecer na noite do domingo último.

Henrick Kakutalwa, desenvolvedor freelancer, geralmente para dekstop, começa agora um novo desafio, que é programar para mobile. Tendo conquistado o primeiro lugar, o concorrente declarou que a experiência foi “super gratificante”, porque além do prémio, participou para um outro objectivo, que é aprender a trabalhar em equipa, uma vez que nunca tinha passado por uma experiência similar na sua área.

O programador desenvolveu uma funcionalidade que permite aos empregadores conhecer os membros do Coding Dojo Angola, suas habilidades e disponibilidade de trabalho, para que dessa forma tenham a ideia geral de quem contratar.

“Sinto-me muito feliz, mas confesso que não estava à espera do prémio porque reconheço que aqui existem pessoas melhores do que eu e, além disso, praticamente formámos uma família, e no lado profissional, espero poder trabalhar com muitas programadores que aqui conheci e devemos estar preparados para trabalhar lá fora, onde um erro implica despedimento”, precisou.  

Bráulio Cassule, o segundo classificado, afirma que com tantos bons participantes à sua volta, foi uma surpresa para si estar em segundo lugar, pelo que “está muito agradecido pelo prémio”.

“A partir de agora, a ideia é melhorar cada vez mais, espero que nas próximas edições o grupo esteja mais integrado e que possamos fazer uma coisa ainda mais séria, porque pretendo conquistar o primeiro lugar”, decidiu-se.

Formado em Engenharia Informática, Bráulio fez a autenticação com o github (um site para desenvolvedores postarem projectos open-source), para desse modo haver mais informações sobre os usuários, em vez de ser apenas por meio de emails e passwords.

Já Edvaldo Martins, que ocupou o terceiro lugar, sente-se relativamente mais realizado por ser, num único ano, o segundo prémio, tendo recebido o primeiro no concurso Unitel Apps.

“Posso dizer que esse ano foi muito produtivo e espero poder participar de mais concursos. Além disso, conheci pessoas boas na matéria e aprendi novas formas de resolução de problemas em dois dias, que normalmente levariam uma ou duas semanas”, reconheceu.

O também estudante de Ciências da Computação desenvolveu a funcionalidade de edição de perfil, onde quem visita o cDa consegue ver todas as informações do desenvolvedor, a ver se tem o potencial para realizar uma determinada tarefa que alguém precise que seja executada.

Aprender a trabalhar em ambiente corporativo

Dos 11 participantes, constam ainda José Arlindo, que fez a parte do “about”, onde são exibidas as informações relacionadas ao cDa ou informar sobre os termos e condições para fazer parte da plataforma, Luís Joaquim, que desenvolveu uma cadeia de notícias ligadas ao mundo da programação, sendo exibida no aplicativo e, por fim, dentre outros, Leopoldino Simão, que trabalhou na inserção de projectos, ou seja, tornar possível ver em quantos projectos o desenvolvedor está a trabalhar e qual a qualidade dos mesmos.

Segundo Lucius Curado, promotor do evento, com o Hackathon, o cDa conseguiu atingir o seu maior desafio e interesse nesse ano, que era mostrar às pessoas o que é trabalhar num ambiente corporativo na área de desenvolvimento de software, e a diferença entre elas trabalharem sozinhas .

 “Entretanto, nós não queríamos ensinar ninguém a programar, mas permitir esse contacto, numa simulação de trabalho em um ambiente corporativo. E o bom é que eles perceberam que não há como trabalhar de uma forma optimizada com equipas grandes. Nós vamos passar, no entanto, para o próximo Hackathon, sem inscrições novamente, e as pessoas que quiserem participar terão que atender às regras postadas no grupo privado do cDa, no Facebook, criar conteúdos, publicar vídeos, fazer melhorias na aplicação open-source da plataforma, participar dos encontros que vão decorrer entre Fevereiro e Março, sendo também que o Dojo físico estará pausado para balanço”, explicou.

De acordo com o mentor, um dos maiores propósitos para com a próxima maratona de programação é finalizar uma versão do aplicativo cDa, para que possa ser publicada no Google Play, de modo que as pessoas possam, em fim, a partir da segunda quinzena de Abril, encontrar desenvolvedores freelancers ao mesmo tempo que os desenvolvedores possam pesquisar outros que tenham interesses próximos aos seus.

 

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Andrade Lino

Jornalista

Estudante de Língua Portuguesa e Comunicação, amante de artes visuais, música e poesia.

Os três vencedores da primeira maratona de programação “Hackathon”, decorrida nesse fim-de-semana, no LaunchPad, foram dados a conhecer na noite do domingo último.

Henrick Kakutalwa, desenvolvedor freelancer, geralmente para dekstop, começa agora um novo desafio, que é programar para mobile. Tendo conquistado o primeiro lugar, o concorrente declarou que a experiência foi “super gratificante”, porque além do prémio, participou para um outro objectivo, que é aprender a trabalhar em equipa, uma vez que nunca tinha passado por uma experiência similar na sua área.

O programador desenvolveu uma funcionalidade que permite aos empregadores conhecer os membros do Coding Dojo Angola, suas habilidades e disponibilidade de trabalho, para que dessa forma tenham a ideia geral de quem contratar.

“Sinto-me muito feliz, mas confesso que não estava à espera do prémio porque reconheço que aqui existem pessoas melhores do que eu e, além disso, praticamente formámos uma família, e no lado profissional, espero poder trabalhar com muitas programadores que aqui conheci e devemos estar preparados para trabalhar lá fora, onde um erro implica despedimento”, precisou.  

Bráulio Cassule, o segundo classificado, afirma que com tantos bons participantes à sua volta, foi uma surpresa para si estar em segundo lugar, pelo que “está muito agradecido pelo prémio”.

“A partir de agora, a ideia é melhorar cada vez mais, espero que nas próximas edições o grupo esteja mais integrado e que possamos fazer uma coisa ainda mais séria, porque pretendo conquistar o primeiro lugar”, decidiu-se.

Formado em Engenharia Informática, Bráulio fez a autenticação com o github (um site para desenvolvedores postarem projectos open-source), para desse modo haver mais informações sobre os usuários, em vez de ser apenas por meio de emails e passwords.

Já Edvaldo Martins, que ocupou o terceiro lugar, sente-se relativamente mais realizado por ser, num único ano, o segundo prémio, tendo recebido o primeiro no concurso Unitel Apps.

“Posso dizer que esse ano foi muito produtivo e espero poder participar de mais concursos. Além disso, conheci pessoas boas na matéria e aprendi novas formas de resolução de problemas em dois dias, que normalmente levariam uma ou duas semanas”, reconheceu.

O também estudante de Ciências da Computação desenvolveu a funcionalidade de edição de perfil, onde quem visita o cDa consegue ver todas as informações do desenvolvedor, a ver se tem o potencial para realizar uma determinada tarefa que alguém precise que seja executada.

Aprender a trabalhar em ambiente corporativo

Dos 11 participantes, constam ainda José Arlindo, que fez a parte do “about”, onde são exibidas as informações relacionadas ao cDa ou informar sobre os termos e condições para fazer parte da plataforma, Luís Joaquim, que desenvolveu uma cadeia de notícias ligadas ao mundo da programação, sendo exibida no aplicativo e, por fim, dentre outros, Leopoldino Simão, que trabalhou na inserção de projectos, ou seja, tornar possível ver em quantos projectos o desenvolvedor está a trabalhar e qual a qualidade dos mesmos.

Segundo Lucius Curado, promotor do evento, com o Hackathon, o cDa conseguiu atingir o seu maior desafio e interesse nesse ano, que era mostrar às pessoas o que é trabalhar num ambiente corporativo na área de desenvolvimento de software, e a diferença entre elas trabalharem sozinhas .

 “Entretanto, nós não queríamos ensinar ninguém a programar, mas permitir esse contacto, numa simulação de trabalho em um ambiente corporativo. E o bom é que eles perceberam que não há como trabalhar de uma forma optimizada com equipas grandes. Nós vamos passar, no entanto, para o próximo Hackathon, sem inscrições novamente, e as pessoas que quiserem participar terão que atender às regras postadas no grupo privado do cDa, no Facebook, criar conteúdos, publicar vídeos, fazer melhorias na aplicação open-source da plataforma, participar dos encontros que vão decorrer entre Fevereiro e Março, sendo também que o Dojo físico estará pausado para balanço”, explicou.

De acordo com o mentor, um dos maiores propósitos para com a próxima maratona de programação é finalizar uma versão do aplicativo cDa, para que possa ser publicada no Google Play, de modo que as pessoas possam, em fim, a partir da segunda quinzena de Abril, encontrar desenvolvedores freelancers ao mesmo tempo que os desenvolvedores possam pesquisar outros que tenham interesses próximos aos seus.

 

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