Actualidade
Agronegócio

Startup Grind Luanda. Engenheira ambiental defende pesquisa e tratamento dos solos para relançar a agricultura nacional

Startup Grind Luanda. Engenheira ambiental defende pesquisa e tratamento dos solos para relançar a agricultura nacional
Foto por:
vídeo por:
Andrade Lino

A pesquisa e o tratamento dos solos são factores cruciais para o relançamento da agricultura angolana em larga escala, segundo defendeu a engenheira ambiental Márcia Gaspar, que trabalha no Laboratório Central Agro-Alimentar de Luanda e dedica-se a pesquisar as condições de cultivo em várias zonas agrícolas do país.

De acordo com a especialista, que falava na estreia do evento de empreendedorismo Startup Grind Luanda, decorrido na última quinta-feira, dia 06, no Vita Hub, em Talatona, a pesquisa dos solos permite, em primeira instância, apurar o tipo de tratamento que o terreno precisa, e, em segundo lugar, determinar a melhor cultura a ser plantada. “Deve-se analisar os solos para se conhecer a disponibilidade de nutrientes contidos nele e o tipo de cultura mais recomendada. É um processo demorado, mas vale a pena investir nele, para que se evite desperdício de recursos materiais e financeiros”, aconselhou Márcia Gaspar.

De acordo com Márcia Gaspar, a sua actividade enquanto pesquisadora começou em 2014, sendo que contou com o apoio de técnicos dos Ministério da Ciência e Tecnologia e outras individualidades do sector.

“Em Maio de 2014, comecei o meu estudo, com o apoio da doutora Ângela Prazeres, que trabalha comigo directamente no laboratório  e com dois doutores do Ministério da Ciência e Tecnologias. Fizemos o primeiro estudo em três áreas. Começámos a pesquisar a fertilidade dos solos de Cacuaco e vimos que estes estão numa área litoral e têm um índice elevado de salinidade. Então, em vez de estudarmos só os solos, aproveitamos estudar também a água. Daí puxámos para o grupo mais uma colega, a engenheira Albertina, para ajudar no estudo da salinidade da água. Mas no decorrer do percurso, achamos que deveríamos ter alguém a tratar especificamente da matéria orgânica daqueles solos e, assim, o estudos foram-se desenvolvendo até hoje, pois fomos interagindo com outros estudantes e eles foram mostrando interesse”, relatou.

“Deve-se analisar os solos para se conhecer a disponibilidade de nutrientes contidos nele e o tipo de cultura mais recomendada. É um processo demorado, mas vale a pena investir nele, para que se evite desperdício de recursos materiais e financeiros”, aconselhou Márcia Gaspar.

Márcia Gaspar falou para uma audiência de cerca de 50 pessoas, entre estudantes, empreendedores (incluindo do sector agrícola), e profissinais da área dos petróleos e agronomia.

Na sua apresentação, resumidamente, falou do percurso da investigação, desde a formação da equipa aos diferentes estágios pelos quais ela passou até hoje, tendo realçado o impacto que isso pode trazer a melhoria da prática da agricultura no país. Entretanto, a pesquisadora carece de mais apoios para que possa visitar novas zonas de cultivo no interior do país, assim como ajudar cooperativas agrícolas a melhorar os seus níveis produção através da pesquisa e estudo dos solos.

Márcia Gaspar revelou que, quando começou o estudo, não sabia que teria a abrangência que tem. “É um estudo pequeno, mas de repente surgiram-me muitos convites. Já tinha falado do mesmo tema na feira da Associação Angolana dos Químicos, também para a Universidade Agostinho Neto, propriamente na Faculdade de Ciências e isso foi bastante surpreendente”, declarou.

A pesquisadora partilhou com o público que se formiou em Química Ambiental e Controlo de Qualidade no ensino médio, daí ter dado apenas continuidade na formação superior em Engenharia dos Recursos Naturais e Ambiente na Universidade Independente de Angola.

“É um estudo pequeno, mas de repente surgiram-me muitos convites. Já tinha falado do mesmo tema na feira da Associação Angolana dos Químicos, também para a Universidade Agostinho Neto, propriamente na Faculdade de Ciências e isso foi bastante surpreendente”, declarou.

O Startup Grind é um evento que promove o empreendedorismo e a educação, inspirando cerca de 10.000.000 de empresários e empreendedores pelo mundo, em mais de 250 cidades e 100 países. Em Luanda, a iniciativa, apoiada globalmente pela Google para Empreendedores, é realizada pela Acelera Angola Eventos.

6galeria

Andrade Lino

Jornalista

Estudante de Língua Portuguesa e Comunicação, amante de artes visuais, música e poesia.

A pesquisa e o tratamento dos solos são factores cruciais para o relançamento da agricultura angolana em larga escala, segundo defendeu a engenheira ambiental Márcia Gaspar, que trabalha no Laboratório Central Agro-Alimentar de Luanda e dedica-se a pesquisar as condições de cultivo em várias zonas agrícolas do país.

De acordo com a especialista, que falava na estreia do evento de empreendedorismo Startup Grind Luanda, decorrido na última quinta-feira, dia 06, no Vita Hub, em Talatona, a pesquisa dos solos permite, em primeira instância, apurar o tipo de tratamento que o terreno precisa, e, em segundo lugar, determinar a melhor cultura a ser plantada. “Deve-se analisar os solos para se conhecer a disponibilidade de nutrientes contidos nele e o tipo de cultura mais recomendada. É um processo demorado, mas vale a pena investir nele, para que se evite desperdício de recursos materiais e financeiros”, aconselhou Márcia Gaspar.

De acordo com Márcia Gaspar, a sua actividade enquanto pesquisadora começou em 2014, sendo que contou com o apoio de técnicos dos Ministério da Ciência e Tecnologia e outras individualidades do sector.

“Em Maio de 2014, comecei o meu estudo, com o apoio da doutora Ângela Prazeres, que trabalha comigo directamente no laboratório  e com dois doutores do Ministério da Ciência e Tecnologias. Fizemos o primeiro estudo em três áreas. Começámos a pesquisar a fertilidade dos solos de Cacuaco e vimos que estes estão numa área litoral e têm um índice elevado de salinidade. Então, em vez de estudarmos só os solos, aproveitamos estudar também a água. Daí puxámos para o grupo mais uma colega, a engenheira Albertina, para ajudar no estudo da salinidade da água. Mas no decorrer do percurso, achamos que deveríamos ter alguém a tratar especificamente da matéria orgânica daqueles solos e, assim, o estudos foram-se desenvolvendo até hoje, pois fomos interagindo com outros estudantes e eles foram mostrando interesse”, relatou.

“Deve-se analisar os solos para se conhecer a disponibilidade de nutrientes contidos nele e o tipo de cultura mais recomendada. É um processo demorado, mas vale a pena investir nele, para que se evite desperdício de recursos materiais e financeiros”, aconselhou Márcia Gaspar.

Márcia Gaspar falou para uma audiência de cerca de 50 pessoas, entre estudantes, empreendedores (incluindo do sector agrícola), e profissinais da área dos petróleos e agronomia.

Na sua apresentação, resumidamente, falou do percurso da investigação, desde a formação da equipa aos diferentes estágios pelos quais ela passou até hoje, tendo realçado o impacto que isso pode trazer a melhoria da prática da agricultura no país. Entretanto, a pesquisadora carece de mais apoios para que possa visitar novas zonas de cultivo no interior do país, assim como ajudar cooperativas agrícolas a melhorar os seus níveis produção através da pesquisa e estudo dos solos.

Márcia Gaspar revelou que, quando começou o estudo, não sabia que teria a abrangência que tem. “É um estudo pequeno, mas de repente surgiram-me muitos convites. Já tinha falado do mesmo tema na feira da Associação Angolana dos Químicos, também para a Universidade Agostinho Neto, propriamente na Faculdade de Ciências e isso foi bastante surpreendente”, declarou.

A pesquisadora partilhou com o público que se formiou em Química Ambiental e Controlo de Qualidade no ensino médio, daí ter dado apenas continuidade na formação superior em Engenharia dos Recursos Naturais e Ambiente na Universidade Independente de Angola.

“É um estudo pequeno, mas de repente surgiram-me muitos convites. Já tinha falado do mesmo tema na feira da Associação Angolana dos Químicos, também para a Universidade Agostinho Neto, propriamente na Faculdade de Ciências e isso foi bastante surpreendente”, declarou.

O Startup Grind é um evento que promove o empreendedorismo e a educação, inspirando cerca de 10.000.000 de empresários e empreendedores pelo mundo, em mais de 250 cidades e 100 países. Em Luanda, a iniciativa, apoiada globalmente pela Google para Empreendedores, é realizada pela Acelera Angola Eventos.

6galeria

Artigos relacionados

Thank you! Your submission has been received!
Oops! Something went wrong while submitting the form