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Sonangol e BP assinam acordo para extensão de exploração em novos campos

 Sonangol e BP assinam acordo para extensão de exploração em novos campos
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A petrolífera angolana Sonangol e a British Petroleum (BP) Angola assinaram hoje acordos para investimento do desenvolvimento do campo "Platina", em águas profundas do Bloco 18, onde partilham as operações, estendendo também a licença de produção no mesmo local.

Os acordos foram rubricados pelos presidentes dos conselhos de administração da Sonangol, Carlos Saturnino, e da petrolífera britânica, Bob Dudley, numa cerimónia que decorreu na sede da empresa angolana, em Luanda.

O projecto "Platina" será o primeiro novo desenvolvimento operado pela BP em Angola desde o início de produção no Bloco 31, em 2013, onde produz em águas mais profundas cerca de 110 mil barris de petróleo/dia.

Carlos Saturnino considerou que os acordos agora assinados se traduzem no reforço da cooperação entre ambas as petrolíferas, recordando que o projecto Platina, descoberto pela BP, "nunca chegou a ser desenvolvido".

"Mas, também, temos acções que vão propiciar trabalhos para o Bloco 31, o reforço da cooperação entre ambas as petrolíferas, perspectivando novos investimentos nas concessões denominadas 46 e Bloco 47", disse.

As instituições assinaram igualmente memorandos de entendimento sobre um possível acesso adicional e exploração no "offshore" de Angola, assim como uma possível colaboração na instalação de novos produtos e de um terminal de petróleo bruto e instalação de armazenamento em Angola, noticiou Notícias ao Minuto.

Num dos memorandos, as companhias concordam em iniciar discussões para actividades de exploração adicionais nos Blocos 18 e 31 e explorar opções nos Bloco 18 e 15.

O segundo memorando, também assinado hoje, permite o início de discussões sobre o financiamento e construção do terminal e instalação de armazenamento na zona da Barra do Dande, província angolana do Bengo.

Para Carlos Saturnino, o projecto de instalação de grande armazenagem para produtos refinados, "cuja conclusão foi condicionada pela crise financeira" que o país vive, será implementando por fases, no quadro desse memorando assinado com a BP.

"Estamos a falar de armazenagem de grande porte. A Sonangol tem um Plano Director para Armazenagem a nível nacional do qual faz parte, como projecto mais importante, a grande armazenagem da Barra do Dande, um projecto a ser implementado por fases", explicou.

Com a BP, adiantou, pretende-se "reanalisar a estratégia para grande armazenagem por fases, usar a experiência, qualidade e capacidade da BP para ajudar a Sonangol a ter um projecto de grande capacidade com custos controlados".

Bob Dudley, Presidente do Conselho de Administração da BP, classificou como um "momento especial" a assinatura dos acordos e memorandos, afirmando que tal só foi possível devido às reformas imprimidas pelo Presidente da República, João Lourenço.

"Tornar isso possível é parte do programa do Presidente João Lourenço de reformar o setor. Em apenas um ano, o Presidente e a sua equipa introduziram uma série de mudanças, muito importantes, para melhorar o ambiente de negócios e modernizar o setor de energia do país", apontou.

A BP opera em Angola, há mais de 25 anos, nos Blocos 18, em águas profundas, e 31, em águas ultraprofundas. É ainda parceira nos Blocos 17 e 18, bem como no projecto de gás Angola LNG, detendo uma quota de 10% do total da produção angolana do crude.















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Redacção

A petrolífera angolana Sonangol e a British Petroleum (BP) Angola assinaram hoje acordos para investimento do desenvolvimento do campo "Platina", em águas profundas do Bloco 18, onde partilham as operações, estendendo também a licença de produção no mesmo local.

Os acordos foram rubricados pelos presidentes dos conselhos de administração da Sonangol, Carlos Saturnino, e da petrolífera britânica, Bob Dudley, numa cerimónia que decorreu na sede da empresa angolana, em Luanda.

O projecto "Platina" será o primeiro novo desenvolvimento operado pela BP em Angola desde o início de produção no Bloco 31, em 2013, onde produz em águas mais profundas cerca de 110 mil barris de petróleo/dia.

Carlos Saturnino considerou que os acordos agora assinados se traduzem no reforço da cooperação entre ambas as petrolíferas, recordando que o projecto Platina, descoberto pela BP, "nunca chegou a ser desenvolvido".

"Mas, também, temos acções que vão propiciar trabalhos para o Bloco 31, o reforço da cooperação entre ambas as petrolíferas, perspectivando novos investimentos nas concessões denominadas 46 e Bloco 47", disse.

As instituições assinaram igualmente memorandos de entendimento sobre um possível acesso adicional e exploração no "offshore" de Angola, assim como uma possível colaboração na instalação de novos produtos e de um terminal de petróleo bruto e instalação de armazenamento em Angola, noticiou Notícias ao Minuto.

Num dos memorandos, as companhias concordam em iniciar discussões para actividades de exploração adicionais nos Blocos 18 e 31 e explorar opções nos Bloco 18 e 15.

O segundo memorando, também assinado hoje, permite o início de discussões sobre o financiamento e construção do terminal e instalação de armazenamento na zona da Barra do Dande, província angolana do Bengo.

Para Carlos Saturnino, o projecto de instalação de grande armazenagem para produtos refinados, "cuja conclusão foi condicionada pela crise financeira" que o país vive, será implementando por fases, no quadro desse memorando assinado com a BP.

"Estamos a falar de armazenagem de grande porte. A Sonangol tem um Plano Director para Armazenagem a nível nacional do qual faz parte, como projecto mais importante, a grande armazenagem da Barra do Dande, um projecto a ser implementado por fases", explicou.

Com a BP, adiantou, pretende-se "reanalisar a estratégia para grande armazenagem por fases, usar a experiência, qualidade e capacidade da BP para ajudar a Sonangol a ter um projecto de grande capacidade com custos controlados".

Bob Dudley, Presidente do Conselho de Administração da BP, classificou como um "momento especial" a assinatura dos acordos e memorandos, afirmando que tal só foi possível devido às reformas imprimidas pelo Presidente da República, João Lourenço.

"Tornar isso possível é parte do programa do Presidente João Lourenço de reformar o setor. Em apenas um ano, o Presidente e a sua equipa introduziram uma série de mudanças, muito importantes, para melhorar o ambiente de negócios e modernizar o setor de energia do país", apontou.

A BP opera em Angola, há mais de 25 anos, nos Blocos 18, em águas profundas, e 31, em águas ultraprofundas. É ainda parceira nos Blocos 17 e 18, bem como no projecto de gás Angola LNG, detendo uma quota de 10% do total da produção angolana do crude.















Redacção

Licenciado em Gestão e Administração pela Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Agostinho Neto, Félix Abias é um jornalista angolano que explora temas ligados à política e economia local. Actualmente trabalha para o Grupo Média Rumo

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