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Sistema de distribuição de água beneficia refugiados na Lunda Norte

Sistema de distribuição de água beneficia refugiados na Lunda Norte
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Mais de 6 mil refugiados da República Democrática do Congo, situados no Lóvua, província da Lunda Norte, beneficiam agora de  água de boa qualidade, através de um sistema de captação e abastecimento completamente auto-suficiente e de fácil manutenção.

Trata-se de uma obra executada pela GEOÁGUAS entre 2018 e 2020, no âmbito dos programas de acesso à água potável, promovidos pelas autoridades locais, com o apoio de organizações humanitárias e parceiros nacionais e internacionais.

Os conflitos étnicos, políticos e militares no Kasai e Kasai Central, na República Democrática do Congo (RDC), já provocaram, desde meados de 2016, cerca de um milhão de deslocados, dos quais cerca de 35 mil fugiram para Angola, através da província da Lunda Norte, em condições muito precárias, sem acesso à água limpa ou comida, naquele que foi considerado o maior movimento migratório de cidadãos da RDC em direcção a Angola.

Através de esforços das autoridades locais, com o apoio de parceiros estratégicos, o reassentamento do Lóvua acolheu cerca de 24 mil pessoas oriundas da RDC, de acordo com o comunicado que recebemos, e  com o objectivo de criar as condições adequadas para tão alto número de refugiados, as entidades intervenientes, em diferentes momentos, delinearam e solicitaram a execução de um sistema de abastecimento de água que pudesse responder às necessidades de um campo de refugiados com uma população superior à de algumas cidades.

Neste âmbito, a GEOÁGUAS, empresa angolana especializada em serviços de Pesquisa, Captação e Distribuição de Água em todo o país, foi contratada para concretizar este projecto, onde, em fases distintas, executou 5 captações até 135 metros de profundidade, reabilitação de captações, instalação de 4 reservatórios aéreos metálicos de 20m2 e 30m3 assentes em estruturas metálicas, com 4 e 10 metros de altura, instalação de 11 fontanários de 6 torneiras, instalação de 10km de tubagem condutora entre os reservatórios e fontanários, e recolha de amostras de água e execução de análises físico-químicas e bacteriológicas que comprovaram a boa qualidade da água, dando-a como própria para consumo humano, refere o documento.

Desde 2018, foram sendo registados repatriamentos voluntários espontâneos, sendo que, no início de 2020, grande parte dos refugiados tinham já regressado à sua terra natal. No entanto, cerca de 6 mil refugiados optaram por permanecer no assentamento, beneficiando, neste momento, de um sistema de distribuição de água de boa qualidade, completamente auto-suficiente e de fácil manutenção, sendo inclusivamente utilizado para potenciar actividades agrícolas dentro do campo.

“De facto, dada à elevada produtividade das captações e a qualidade e capacidade do sistema de bombagem, o campo estará sempre bem preparado para abastecer um número de pessoas bastante superior ao que alberga actualmente, caso haja necessidade”, indica Pedro Oliveira, Geólogo e Director de Obra da GEOÁGUAS e responsável pela realização do projecto.

Este projecto teve um impacto muito positivo tanto para a comunidade do Lóvua como para a equipa da GEOÁGUAS, uma empresa socialmente responsável que, em cada projecto executado, proporciona sempre a melhoria da qualidade de vida da comunidade em que opera, diz também o comunicado.

Ademais, de acordo com a fonte, o projecto contribuiu também para o desenvolvimento da economia local, através da criação de mais de 100 postos de trabalho, durante um ano e meio.

A obra ficou concluída a 13 de Março do corrente ano, num orçamento total de cerca de 1 milhão de dólares e está preparado para abastecer cerca de 30 mil pessoas.

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Redacção

Mais de 6 mil refugiados da República Democrática do Congo, situados no Lóvua, província da Lunda Norte, beneficiam agora de  água de boa qualidade, através de um sistema de captação e abastecimento completamente auto-suficiente e de fácil manutenção.

Trata-se de uma obra executada pela GEOÁGUAS entre 2018 e 2020, no âmbito dos programas de acesso à água potável, promovidos pelas autoridades locais, com o apoio de organizações humanitárias e parceiros nacionais e internacionais.

Os conflitos étnicos, políticos e militares no Kasai e Kasai Central, na República Democrática do Congo (RDC), já provocaram, desde meados de 2016, cerca de um milhão de deslocados, dos quais cerca de 35 mil fugiram para Angola, através da província da Lunda Norte, em condições muito precárias, sem acesso à água limpa ou comida, naquele que foi considerado o maior movimento migratório de cidadãos da RDC em direcção a Angola.

Através de esforços das autoridades locais, com o apoio de parceiros estratégicos, o reassentamento do Lóvua acolheu cerca de 24 mil pessoas oriundas da RDC, de acordo com o comunicado que recebemos, e  com o objectivo de criar as condições adequadas para tão alto número de refugiados, as entidades intervenientes, em diferentes momentos, delinearam e solicitaram a execução de um sistema de abastecimento de água que pudesse responder às necessidades de um campo de refugiados com uma população superior à de algumas cidades.

Neste âmbito, a GEOÁGUAS, empresa angolana especializada em serviços de Pesquisa, Captação e Distribuição de Água em todo o país, foi contratada para concretizar este projecto, onde, em fases distintas, executou 5 captações até 135 metros de profundidade, reabilitação de captações, instalação de 4 reservatórios aéreos metálicos de 20m2 e 30m3 assentes em estruturas metálicas, com 4 e 10 metros de altura, instalação de 11 fontanários de 6 torneiras, instalação de 10km de tubagem condutora entre os reservatórios e fontanários, e recolha de amostras de água e execução de análises físico-químicas e bacteriológicas que comprovaram a boa qualidade da água, dando-a como própria para consumo humano, refere o documento.

Desde 2018, foram sendo registados repatriamentos voluntários espontâneos, sendo que, no início de 2020, grande parte dos refugiados tinham já regressado à sua terra natal. No entanto, cerca de 6 mil refugiados optaram por permanecer no assentamento, beneficiando, neste momento, de um sistema de distribuição de água de boa qualidade, completamente auto-suficiente e de fácil manutenção, sendo inclusivamente utilizado para potenciar actividades agrícolas dentro do campo.

“De facto, dada à elevada produtividade das captações e a qualidade e capacidade do sistema de bombagem, o campo estará sempre bem preparado para abastecer um número de pessoas bastante superior ao que alberga actualmente, caso haja necessidade”, indica Pedro Oliveira, Geólogo e Director de Obra da GEOÁGUAS e responsável pela realização do projecto.

Este projecto teve um impacto muito positivo tanto para a comunidade do Lóvua como para a equipa da GEOÁGUAS, uma empresa socialmente responsável que, em cada projecto executado, proporciona sempre a melhoria da qualidade de vida da comunidade em que opera, diz também o comunicado.

Ademais, de acordo com a fonte, o projecto contribuiu também para o desenvolvimento da economia local, através da criação de mais de 100 postos de trabalho, durante um ano e meio.

A obra ficou concluída a 13 de Março do corrente ano, num orçamento total de cerca de 1 milhão de dólares e está preparado para abastecer cerca de 30 mil pessoas.

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