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Rose Palhares revela estar muito inclinada para a área do turismo

Rose Palhares revela estar muito inclinada para a área do turismo
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A estilista angolana Rose Palhares revelou estar muito inclinada para a área do turismo, algo que desperta muito a sua atenção, para além da moda, pois acredita que Angola tem "um clima maravilhoso, o sol o ano todo e costas ricas e maravilhosas”.

Numa conversa descontraída com o jornalista Sebastião Vemba, por ocasião do programa Taça Cheia, que é transmitido na 96.1 FM, aos sábados, a convidada afirmou que há muito que deve fazer pelo turismo em Angola.

“Digo sempre que onde há problemas, há sempre oportunidades. Gostaria de ajudar na criação de novos empregos”, afirmou, tendo acrescentado que, embora esteja a conquistar o mundo lá fora, sente-se obrigada a agradecer a Angola. Ou seja, esclareceu, o país pede por ela, então as suas raízes trouxeram-na de volta, sentindo que tem de dar o seu contributo e está com projectos de empreendedorismo para ajudar os jovens angolanos.

Entretanto, antes de inserir os jovens no mercado de trabalho, Rose Palhares tenciona trabalhar na formação dos mesmos. “A formação é primordial. Temos de formar os trabalhadores para que haja civismo, para que aprendam principalmente a ética de venda, pois é notável a decadência do atendimento em Angola”, justificou.

Com uma carreira de sucesso, um dos eventos marcantes da sua trajectória foi a participação no Festival de Cannes, disse, onde vestiu duzentas personalidades, nomeadamente mulheres importantes nos seus países, como a actriz Ester, da série espanhola “La Casa de Papel”, e muitas outras, segundo disse.

Paralelamente aos marcos,  a designer de moda revelou que já várias vezes foi questionada por ser filha de quem é, que as pessoas comentam e dizem que está onde está por causa de quem é o seu pai, comentando que “o real é que as pessoas vão sempre duvidar, vão sempre questionar”.

“Lembro que no meu primeiro prémio compartilhei a alegria com o meu pai, as pessoas sentiram-se orgulhosas, mas algumas continuavam questionando. No meu primeiro ano como estilista profissional, o meu pai arranjou a minha primeira loja e depois disso só tenho recebido o apoio emocional dele, que é fundamental para mim. Ser filha de quem sou abria portas no início. Mas, e o conteúdo?”, questionou-se, recordando que o esforço também conta, e que hoje ninguém associa o esforço dos outros.

A artista começou a fazer roupas com panos africanos, isso para a sua primeira colecção. “O pano africano acabou por ser tendência e começou a ser valorizado lá fora, tal como a música e as artes africanas foram divulgadas paulatinamente”, referiu.

Em termos de parcerias, a entrevistada contou que as suas actividades sempre decorreram por conta própria, bastando apenas saber com quem trabalhar, para não precisar de ter milhões para concretizar o seu sonho.

Rose Palhares contou ainda que tem contacto com a vida suburbana. Gosta de andar em bairros, ir às praças comprar tecidos e gosta de se sentar e conversar com as vendedoras na rua.

*Com Francisca Morais Parente‍

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Andrade Lino

Jornalista

Estudante de Língua Portuguesa e Comunicação, amante de artes visuais, música e poesia.

A estilista angolana Rose Palhares revelou estar muito inclinada para a área do turismo, algo que desperta muito a sua atenção, para além da moda, pois acredita que Angola tem "um clima maravilhoso, o sol o ano todo e costas ricas e maravilhosas”.

Numa conversa descontraída com o jornalista Sebastião Vemba, por ocasião do programa Taça Cheia, que é transmitido na 96.1 FM, aos sábados, a convidada afirmou que há muito que deve fazer pelo turismo em Angola.

“Digo sempre que onde há problemas, há sempre oportunidades. Gostaria de ajudar na criação de novos empregos”, afirmou, tendo acrescentado que, embora esteja a conquistar o mundo lá fora, sente-se obrigada a agradecer a Angola. Ou seja, esclareceu, o país pede por ela, então as suas raízes trouxeram-na de volta, sentindo que tem de dar o seu contributo e está com projectos de empreendedorismo para ajudar os jovens angolanos.

Entretanto, antes de inserir os jovens no mercado de trabalho, Rose Palhares tenciona trabalhar na formação dos mesmos. “A formação é primordial. Temos de formar os trabalhadores para que haja civismo, para que aprendam principalmente a ética de venda, pois é notável a decadência do atendimento em Angola”, justificou.

Com uma carreira de sucesso, um dos eventos marcantes da sua trajectória foi a participação no Festival de Cannes, disse, onde vestiu duzentas personalidades, nomeadamente mulheres importantes nos seus países, como a actriz Ester, da série espanhola “La Casa de Papel”, e muitas outras, segundo disse.

Paralelamente aos marcos,  a designer de moda revelou que já várias vezes foi questionada por ser filha de quem é, que as pessoas comentam e dizem que está onde está por causa de quem é o seu pai, comentando que “o real é que as pessoas vão sempre duvidar, vão sempre questionar”.

“Lembro que no meu primeiro prémio compartilhei a alegria com o meu pai, as pessoas sentiram-se orgulhosas, mas algumas continuavam questionando. No meu primeiro ano como estilista profissional, o meu pai arranjou a minha primeira loja e depois disso só tenho recebido o apoio emocional dele, que é fundamental para mim. Ser filha de quem sou abria portas no início. Mas, e o conteúdo?”, questionou-se, recordando que o esforço também conta, e que hoje ninguém associa o esforço dos outros.

A artista começou a fazer roupas com panos africanos, isso para a sua primeira colecção. “O pano africano acabou por ser tendência e começou a ser valorizado lá fora, tal como a música e as artes africanas foram divulgadas paulatinamente”, referiu.

Em termos de parcerias, a entrevistada contou que as suas actividades sempre decorreram por conta própria, bastando apenas saber com quem trabalhar, para não precisar de ter milhões para concretizar o seu sonho.

Rose Palhares contou ainda que tem contacto com a vida suburbana. Gosta de andar em bairros, ir às praças comprar tecidos e gosta de se sentar e conversar com as vendedoras na rua.

*Com Francisca Morais Parente‍

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