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Rafael Marques é incentivado a denunciar casos de corrupção

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Rafael Marques, jornalista de investigação e defensor dos direitos humanos, afirmou ontem, em Luanda, que recebeu do Presidente da República, João Lourenço, “incentivos” para fazer chegar à Procuradoria-Geral da República (PGR) denúncias sobre casos de corrupção de gestores públicos.

Recebido ontem em audiência no quadro de uma série de encontros com organizações da sociedade civil para a melhoria do desempenho da acção governativa, Rafael Marques afirmou que “o Presidente da República disse claramente que os casos de corrupção devem ser remetidos à PGR, que é a instituição vocacionada para o efeito”.

“Tenho remetido processos/denúncias de casos de corrupção à PGR e espero que com este incentivo do Chefe de Estado possamos então, com as nossas investigações, contribuir para esta fase que a Justiça angolana atravessa”, disse Rafael Marques à imprensa no final da audiência.

De acordo com o Jornal de Angola, em relação aos casos de gestores públicos envolvidos em casos de corrupção, Rafael Marques considerou importante o contributo da sociedade para a moralização das instituições públicas e dos cidadãos de modo a que se encontrem soluções para que a corrupção deixe de ser o cancro que corrói o país e delapide os recursos que deveriam ser investidos em prol do bem comum. Modesto, Rafael Marques rejeitou o epíteto de “ícone” da luta contra a corrupção no país em função das denúncias que faz frequentemente nas suas investigações. Rafael Marques esclareceu que não é um activista político.

“Sou um jornalista de investigação e defensor dos direitos humanos. Não faço política”, disse.

“O importante é que os cidadãos participem na construção de uma nova sociedade. Não é apenas tarefa do Presidente da República ou de alguns jornalistas ou investigadores, mas de toda a sociedade”, disse. O defensor dos direitos humanos considerou a fase que o país vive um processo em que todos os cidadãos devem estar envolvidos de modo que o exercício da cidadania seja constante. “O país é de todos, devemos, por isso, fazer a nossa parte e não esperar que as decisões sejam exclusivamente do Presidente da República ou do Executivo”, acrescentou.

Questionado se teve a garantia de criação de um canal para fazer chegar as suas preocupações  ao Presidente da República, Rafael Marques disse não ser necessário, porque o facto de ter estado ontem, pela primeira vez, no Palácio Presidencial da Cidade Alta enquanto cidadão, já significa que há abertura para que os cidadãos possam expor as suas preocupações.

O jornalista, que chegou a ser preso pelo anterior Governo pelas revelações que fazia sobre casos de corrupção e que foi há poucos meses absolvido num processo judicial que envolveu o ex-procurador-geral da República, João Maria de Sousa, disse que encara os novos tempos que o país vive “com bastante esperança”. Em relação aos direitos humanos, reconheceu que há uma grande mudança comparado com o Executivo anterior, mas, alerta, “todos sabemos que a condição económica da população não é boa e os cidadãos estão a sofrer com isso”.

Em relação a situação dos direitos humanos no país, o jornalista disse ter notado que “há bastante atenção do Presidente da República e do Executivo para que haja melhorias”.

“Mas é necessário, e mais uma vez, que não façamos depender as políticas de Estado apenas da vontade do Presidente. Cada um de nós tem de fazer a sua parte”, acrescentou.



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Redacção

Rafael Marques, jornalista de investigação e defensor dos direitos humanos, afirmou ontem, em Luanda, que recebeu do Presidente da República, João Lourenço, “incentivos” para fazer chegar à Procuradoria-Geral da República (PGR) denúncias sobre casos de corrupção de gestores públicos.

Recebido ontem em audiência no quadro de uma série de encontros com organizações da sociedade civil para a melhoria do desempenho da acção governativa, Rafael Marques afirmou que “o Presidente da República disse claramente que os casos de corrupção devem ser remetidos à PGR, que é a instituição vocacionada para o efeito”.

“Tenho remetido processos/denúncias de casos de corrupção à PGR e espero que com este incentivo do Chefe de Estado possamos então, com as nossas investigações, contribuir para esta fase que a Justiça angolana atravessa”, disse Rafael Marques à imprensa no final da audiência.

De acordo com o Jornal de Angola, em relação aos casos de gestores públicos envolvidos em casos de corrupção, Rafael Marques considerou importante o contributo da sociedade para a moralização das instituições públicas e dos cidadãos de modo a que se encontrem soluções para que a corrupção deixe de ser o cancro que corrói o país e delapide os recursos que deveriam ser investidos em prol do bem comum. Modesto, Rafael Marques rejeitou o epíteto de “ícone” da luta contra a corrupção no país em função das denúncias que faz frequentemente nas suas investigações. Rafael Marques esclareceu que não é um activista político.

“Sou um jornalista de investigação e defensor dos direitos humanos. Não faço política”, disse.

“O importante é que os cidadãos participem na construção de uma nova sociedade. Não é apenas tarefa do Presidente da República ou de alguns jornalistas ou investigadores, mas de toda a sociedade”, disse. O defensor dos direitos humanos considerou a fase que o país vive um processo em que todos os cidadãos devem estar envolvidos de modo que o exercício da cidadania seja constante. “O país é de todos, devemos, por isso, fazer a nossa parte e não esperar que as decisões sejam exclusivamente do Presidente da República ou do Executivo”, acrescentou.

Questionado se teve a garantia de criação de um canal para fazer chegar as suas preocupações  ao Presidente da República, Rafael Marques disse não ser necessário, porque o facto de ter estado ontem, pela primeira vez, no Palácio Presidencial da Cidade Alta enquanto cidadão, já significa que há abertura para que os cidadãos possam expor as suas preocupações.

O jornalista, que chegou a ser preso pelo anterior Governo pelas revelações que fazia sobre casos de corrupção e que foi há poucos meses absolvido num processo judicial que envolveu o ex-procurador-geral da República, João Maria de Sousa, disse que encara os novos tempos que o país vive “com bastante esperança”. Em relação aos direitos humanos, reconheceu que há uma grande mudança comparado com o Executivo anterior, mas, alerta, “todos sabemos que a condição económica da população não é boa e os cidadãos estão a sofrer com isso”.

Em relação a situação dos direitos humanos no país, o jornalista disse ter notado que “há bastante atenção do Presidente da República e do Executivo para que haja melhorias”.

“Mas é necessário, e mais uma vez, que não façamos depender as políticas de Estado apenas da vontade do Presidente. Cada um de nós tem de fazer a sua parte”, acrescentou.



Redacção

Licenciado em Gestão e Administração pela Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Agostinho Neto, Félix Abias é um jornalista angolano que explora temas ligados à política e economia local. Actualmente trabalha para o Grupo Média Rumo

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