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Plataforma reconhece pintores emergentes em África

Plataforma reconhece pintores emergentes em África
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Com lançamento no ano passado, a Emerging Painting Invitational Prize (EPI) é uma plataforma internacional de arte, desenvolvida pela Emerging African Art Galleries Association (EAAGA), uma plataforma de galerias do continente africano, da qual as angolanas Espaço Luanda Arte (ELA), MOVART e This Is Not A White Cube (TINAWC) fazem parte.

Ela surge para apoiar e reconhecer a excelência de pintores emergentes que vivem e trabalham no continente, e para criar novas oportunidades de envolvimento com os centros de arte e arte em África, para colecionadores locais e internacionais, profissionais de arte e público em geral.

A cada ano, um Comité de Indicação, formado por membros da EAAGA, especialistas regionais convidados e finalistas do EPI do ano anterior, seleciona de 15 a 20 dos pintores mais promissores com menos de 30 anos de toda a África.

Assim, os finalistas são convidados a apresentar 3 trabalhos para uma exposição e prémio jurado, bem como a oportunidade de assistir ao lançamento da exposição finalista, interagir com outros artistas e profissionais de arte internacionais numa cidade anfitriã africana, de acordo com o comunicado enviado ao ONgoma News, que avança já que este ano o EPI conta com 19 finalistas de 9 países africanos, cuja ediçãoa acontece online, devida à crise global da Covid-19, após o lançamento bem-sucedido do EPI 2019 em Harare (Zimbábue).

Devido às restrições de viagens pela África, reforça a nota, a edição de 2020 acontecerá como um projeto de exposição online, apoiado por um programa de palestras, visitas a estúdios e interacções.

A presente edição traz como juradas Dorothy Amenuke, escultora e professora do Departamento de Pintura e Escultura da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Ciência e Tecnologia Kwame Nkrumah (KNUST) (Kumasi, Gana); Amel Bennys, pintora e escultora, residente em Túnis e Paris; e Florine Demosthene pintora radicada entre Accra, Haiti e Nova Iorque.

Entretanto, os vencedores do EPI serão anunciados no próximo dia 19 deste mês, com prémios que incluem dinheiro, residências e exposições. Três dos finalistas receberão US $ 6.000, com o vencedor do prémio também recebendo US $ 3.000, patrocinado pela proeminente casa de leilões Strauss & Co.

Citada no documento, Amel Bennys observa que o valor do EPI como projecto é permitir aos artistas “não cair na armadilha de um estereótipo que críticos, curadores e outros no mundo da arte, não africanos, até mesmo africanos, esperam de artistas africanos ou de origem africana”.

Dorothy Amenuke, por sua vez, acrescenta que “a natureza pan-africana do EPI é uma forma de nutrir o que é seu, e implica, inadvertidamente, construir o Eu em prol do Todo”.

“Embora a arte africana contemporânea esteja em ascensão internacionalmente, desenvolver habilidades e envolver o mundo da arte internacional ainda é um desafio para muitos jovens pintores no continente”, disse Valerie Kabov, presidente da EAAGA, tendo esclarecido que “o EPI pretende ajudar a motivar, apoiar e desenvolver as práticas e carreiras de jovens artistas visuais africanos”.

A responsável concluiu que apoiar pintores emergentes não é apenas culturalmente significativo, mas também garantir a sustentabilidade económica dos sectores de arte locais, e o EPI foi desenvolvido com uma visão holística da arte no continente.

6galeria

Andrade Lino

Jornalista

Estudante de Língua Portuguesa e Comunicação, amante de artes visuais, música e poesia.

Com lançamento no ano passado, a Emerging Painting Invitational Prize (EPI) é uma plataforma internacional de arte, desenvolvida pela Emerging African Art Galleries Association (EAAGA), uma plataforma de galerias do continente africano, da qual as angolanas Espaço Luanda Arte (ELA), MOVART e This Is Not A White Cube (TINAWC) fazem parte.

Ela surge para apoiar e reconhecer a excelência de pintores emergentes que vivem e trabalham no continente, e para criar novas oportunidades de envolvimento com os centros de arte e arte em África, para colecionadores locais e internacionais, profissionais de arte e público em geral.

A cada ano, um Comité de Indicação, formado por membros da EAAGA, especialistas regionais convidados e finalistas do EPI do ano anterior, seleciona de 15 a 20 dos pintores mais promissores com menos de 30 anos de toda a África.

Assim, os finalistas são convidados a apresentar 3 trabalhos para uma exposição e prémio jurado, bem como a oportunidade de assistir ao lançamento da exposição finalista, interagir com outros artistas e profissionais de arte internacionais numa cidade anfitriã africana, de acordo com o comunicado enviado ao ONgoma News, que avança já que este ano o EPI conta com 19 finalistas de 9 países africanos, cuja ediçãoa acontece online, devida à crise global da Covid-19, após o lançamento bem-sucedido do EPI 2019 em Harare (Zimbábue).

Devido às restrições de viagens pela África, reforça a nota, a edição de 2020 acontecerá como um projeto de exposição online, apoiado por um programa de palestras, visitas a estúdios e interacções.

A presente edição traz como juradas Dorothy Amenuke, escultora e professora do Departamento de Pintura e Escultura da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Ciência e Tecnologia Kwame Nkrumah (KNUST) (Kumasi, Gana); Amel Bennys, pintora e escultora, residente em Túnis e Paris; e Florine Demosthene pintora radicada entre Accra, Haiti e Nova Iorque.

Entretanto, os vencedores do EPI serão anunciados no próximo dia 19 deste mês, com prémios que incluem dinheiro, residências e exposições. Três dos finalistas receberão US $ 6.000, com o vencedor do prémio também recebendo US $ 3.000, patrocinado pela proeminente casa de leilões Strauss & Co.

Citada no documento, Amel Bennys observa que o valor do EPI como projecto é permitir aos artistas “não cair na armadilha de um estereótipo que críticos, curadores e outros no mundo da arte, não africanos, até mesmo africanos, esperam de artistas africanos ou de origem africana”.

Dorothy Amenuke, por sua vez, acrescenta que “a natureza pan-africana do EPI é uma forma de nutrir o que é seu, e implica, inadvertidamente, construir o Eu em prol do Todo”.

“Embora a arte africana contemporânea esteja em ascensão internacionalmente, desenvolver habilidades e envolver o mundo da arte internacional ainda é um desafio para muitos jovens pintores no continente”, disse Valerie Kabov, presidente da EAAGA, tendo esclarecido que “o EPI pretende ajudar a motivar, apoiar e desenvolver as práticas e carreiras de jovens artistas visuais africanos”.

A responsável concluiu que apoiar pintores emergentes não é apenas culturalmente significativo, mas também garantir a sustentabilidade económica dos sectores de arte locais, e o EPI foi desenvolvido com uma visão holística da arte no continente.

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