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Piaget colabora na luta contra a Covid-19 em Cabo Verde

Piaget colabora na luta contra a Covid-19 em Cabo Verde
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A UniPiaget de Cabo Verde, uma das universidades do universo Piaget no continente africano, onde se inclui também a presença em Angola, está a trabalhar com as autoridades sanitárias locais na resposta aos efeitos da pandemia da Covid-19.

Com a Covid-19 em fase de expansão naquele país lusófono, o instituto está a colaborar activamente na luta contra a pandemia e as suas consequências na população cabo-verdiana, estando assim envolvida em três estudos na área da saúde pública, mobilizando os seus recursos e a experiência dos seus investigadores e docentes nos domínios da saúde, biologia molecular e ambiente.

“A pandemia está ainda em ascensão, embora controlada pelas autoridades sanitárias, que estão a fazer um seguimento estreito através do diagnóstico e do rastreamento de contactos. Os principais factores negativos são a falta de rigor da população no cumprimento das medidas de prevenção e as dificuldades colocadas pela mobilidade das pessoas, principalmente nos transportes públicos e em locais com grandes aglomerações”, alerta Lara Ferrero Gómez, coordenadora do Grupo de Investigação em Doenças Tropicais da UniPiaget desde 2012.

A investigadora integra igualmente a equipa técnica do estudo sobre a Covid-19 promovido pelo Ministério da Saúde e pelo Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP), que inquiriu, em tempo recorde, mais de 5.300 pessoas para avaliar a prevalência do novo coronavírus na população, através da detecção da presença de anticorpos em amostras de sangue na ponta do dedo de cada pessoa.

De acordo com o comunicado que recebemos, o inquérito sero-epidemiológico da infeção por SARS-CoV-2 concluiu que existe ainda uma grande suscetibilidade ao vírus, com uma taxa de prevalência muito reduzida (0,4%), a exemplo de estudos realizados noutros países.

“A mortalidade em Cabo Verde é baixa, comparativamente com outros países, em parte por ter uma população muito jovem. Mas o aumento continuado do número de casos poderá afectar a camada mais idosa da população”, adverte ainda a docente da UniPiaget, acrescentando que o país já ultrapassou a barreira dos 2.700 casos positivos desde 19 de Março, com 2.010 recuperados, 27 mortes e dois cidadãos estrangeiros transferidos para os países de origem, onde as ilhas de Santiago e do Sal são as mais atingidas pela pandemia.

Além do apoio concedido na área logística, a participação do Piaget no estudo promovido pelas autoridades cabo-verdianas estendeu-se a todos os passos do inquérito sero-epidemiológico, desde a planificação, organização, formação dos inquiridores, supervisão do inquérito no terreno, análise e discussão dos dados, e redacção dos documentos que fazem parte do projecto, ainda em andamento.

A decorrer está já outro estudo, denominado “Saúde mental da população cabo-verdiana durante e após a Covid-19”. Neste caso, o envolvimento da universidade é coordenado pela docente daquela universidade Ana Suzete Moniz, directora da Unidade de Ciências e da Natureza, da Vida e do Ambiente.

Finalmente, a instituição do universo Piaget está também a participar num projecto internacional sobre a mortalidade por Covid-19, cuja proposta de colaboração foi já aceite pelo INSP de Cabo Verde.

Releve-se que a Universidade Jean Piaget de Cabo Verde integra o universo mais vasto e dinâmico do Instituto Piaget, com presença nos vários países de expressão lusófona, designadamente Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Brasil e Portugal.

Em Angola, a UniPiaget existe desde 1999, dispondo de uma oferta formativa de 17 cursos de licenciatura e 6 cursos de mestrado. No primeiro caso, a graduação abrange áreas tão diversas como a Medicina, Enfermagem, Ciências Farmacêuticas, Psicologia, Direito, Economia e Gestão, várias Engenharias, Sociologia e Ciências da Comunicação, entre outras.

Sendo uma universidade de referência, é a única instituição de ensino superior não pública que tem um protocolo especial com o Governo de Angola.

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Redacção

A UniPiaget de Cabo Verde, uma das universidades do universo Piaget no continente africano, onde se inclui também a presença em Angola, está a trabalhar com as autoridades sanitárias locais na resposta aos efeitos da pandemia da Covid-19.

Com a Covid-19 em fase de expansão naquele país lusófono, o instituto está a colaborar activamente na luta contra a pandemia e as suas consequências na população cabo-verdiana, estando assim envolvida em três estudos na área da saúde pública, mobilizando os seus recursos e a experiência dos seus investigadores e docentes nos domínios da saúde, biologia molecular e ambiente.

“A pandemia está ainda em ascensão, embora controlada pelas autoridades sanitárias, que estão a fazer um seguimento estreito através do diagnóstico e do rastreamento de contactos. Os principais factores negativos são a falta de rigor da população no cumprimento das medidas de prevenção e as dificuldades colocadas pela mobilidade das pessoas, principalmente nos transportes públicos e em locais com grandes aglomerações”, alerta Lara Ferrero Gómez, coordenadora do Grupo de Investigação em Doenças Tropicais da UniPiaget desde 2012.

A investigadora integra igualmente a equipa técnica do estudo sobre a Covid-19 promovido pelo Ministério da Saúde e pelo Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP), que inquiriu, em tempo recorde, mais de 5.300 pessoas para avaliar a prevalência do novo coronavírus na população, através da detecção da presença de anticorpos em amostras de sangue na ponta do dedo de cada pessoa.

De acordo com o comunicado que recebemos, o inquérito sero-epidemiológico da infeção por SARS-CoV-2 concluiu que existe ainda uma grande suscetibilidade ao vírus, com uma taxa de prevalência muito reduzida (0,4%), a exemplo de estudos realizados noutros países.

“A mortalidade em Cabo Verde é baixa, comparativamente com outros países, em parte por ter uma população muito jovem. Mas o aumento continuado do número de casos poderá afectar a camada mais idosa da população”, adverte ainda a docente da UniPiaget, acrescentando que o país já ultrapassou a barreira dos 2.700 casos positivos desde 19 de Março, com 2.010 recuperados, 27 mortes e dois cidadãos estrangeiros transferidos para os países de origem, onde as ilhas de Santiago e do Sal são as mais atingidas pela pandemia.

Além do apoio concedido na área logística, a participação do Piaget no estudo promovido pelas autoridades cabo-verdianas estendeu-se a todos os passos do inquérito sero-epidemiológico, desde a planificação, organização, formação dos inquiridores, supervisão do inquérito no terreno, análise e discussão dos dados, e redacção dos documentos que fazem parte do projecto, ainda em andamento.

A decorrer está já outro estudo, denominado “Saúde mental da população cabo-verdiana durante e após a Covid-19”. Neste caso, o envolvimento da universidade é coordenado pela docente daquela universidade Ana Suzete Moniz, directora da Unidade de Ciências e da Natureza, da Vida e do Ambiente.

Finalmente, a instituição do universo Piaget está também a participar num projecto internacional sobre a mortalidade por Covid-19, cuja proposta de colaboração foi já aceite pelo INSP de Cabo Verde.

Releve-se que a Universidade Jean Piaget de Cabo Verde integra o universo mais vasto e dinâmico do Instituto Piaget, com presença nos vários países de expressão lusófona, designadamente Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Brasil e Portugal.

Em Angola, a UniPiaget existe desde 1999, dispondo de uma oferta formativa de 17 cursos de licenciatura e 6 cursos de mestrado. No primeiro caso, a graduação abrange áreas tão diversas como a Medicina, Enfermagem, Ciências Farmacêuticas, Psicologia, Direito, Economia e Gestão, várias Engenharias, Sociologia e Ciências da Comunicação, entre outras.

Sendo uma universidade de referência, é a única instituição de ensino superior não pública que tem um protocolo especial com o Governo de Angola.

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