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Pesquisa aponta os desafios mais críticos enfrentados pelo sector da comunicação em África

Pesquisa aponta os desafios mais críticos enfrentados pelo sector da comunicação em África
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Luzes sobre os desafios mais críticos enfrentados pelos sectores da comunicação e relações públicas em África serão trazidas nos próximos tempos numa pesquisa, com intervenção de mais de 10 mil profissionais, a ser lançada pela BHM (Research and Intelligence), entidade responsável por este primeiro relatório, em parceria com os principais órgãos globais, como o Chartered Institute of Public Relations (Reino Unido), Public Relations and Communications Association (PRCA), Association of Advertising Agências da Nigéria) e de mais 18 outros países.

A pesquisa, que foi iniciada em Abril deste ano, ainda em fase de inquéritos, abrange oito países em cinco zonas geográficas e incorpora pesquisas, discussões de grupos focais (FGDs), análises qualitativas e contribuições de ensaios de profissionais de todo o continente.

De acordo com o comunicado da organização, somente em 2021, a capitalização de mercado das principais empresas africanas aumentou 69%, para quase USD 710 bilhões. Com uma população estimada de 1,3 biliões de pessoas – mais de 60% com menos de 25 anos – tornou-se fundamental entender o papel que a indústria de comunicação desempenha dentro desses números, o impacto da indústria ao longo dos anos e o que esperar, como a percepção do mundo e o relacionamento com África continua a evoluir.

A fundadora da BHM e presidente do comitê de pesquisa, Ayeni Adekunle, afirma entretanto que pesquisa e feedback insuficientes são uma grande preocupação para a maioria das indústrias africanas, senão de todas. “Entendemos esse desafio e o comitê APCR, em parceria com consultores de todo o continente, tem o ônus de preencher essa lacuna”, disse.

A companhia de consultoria, uma das principais de comunicação de África, lidera esta pesquisa com o apoio dos membros do comité, nomeadamente, Stephen Waddington, Eniola Harrison, Moliehi Molekoa e Femi Falodun.

Inclui seis grupos de 31 perguntas colhidas a partir de percepções de FGDs e entrevistas aprofundadas em quatro países africanos, especificamente projectadas para identificar e abordar algumas das questões globais e continentais mais importantes que afectam a prática de Relações Públicas e Comunicação no continente.

Com respostas esperadas de todos os 54 países africanos, o relatório servirá como um guia para o cenário africano de relações públicas e comunicações, ainda de acordo com a nota, que realça no entanto que o estudo destacará oportunidades e desafios no mercado, avaliará o impacto dos canais de mídia social e digital e preverá o futuro do sector, além de fornecer informações para empresas que desejam expandir ou entrar no mercado africano.

É ainda objectivo desta pesquisa fornecer informações valiosas sobre como a migração em massa afectará o crescimento da indústria de comunicações e o cenário geral de negócios em África nos próximos anos, bem como fornecer informações significativas sobre outras questões relacionadas ao talento em relações públicas e comunicação no continente africano.

O ecossistema de tecnologia de África está actualmente passando por uma fuga de cérebros. De acordo com o relatório 2021 Africa Developer Ecosystem do Google, cerca de 38% dos desenvolvedores africanos trabalham em África para uma empresa com sede fora do continente. Engenheiros de software também estão a migrar devido a baixos salários e oportunidades limitadas, sublinha o comunicado.

Ademais, dados do Centro de Estudos Estratégicos de África mostram que, desde 2010, quase 20 milhões de africanos migraram para fora do continente, com 11 milhões de africanos migrando para a Europa, cinco milhões para o Oriente Médio e três milhões para a América do Norte.

Como esperado, remata a nota que recebemos, a emigração de mais jovens do continente vai impactar diversas indústrias, incluindo marketing e comunicação. Com o aumento da emigração, a indústria de relações públicas e comunicação provavelmente perderá mais talentos que poderiam revolucionar o sector.

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Redacção

Luzes sobre os desafios mais críticos enfrentados pelos sectores da comunicação e relações públicas em África serão trazidas nos próximos tempos numa pesquisa, com intervenção de mais de 10 mil profissionais, a ser lançada pela BHM (Research and Intelligence), entidade responsável por este primeiro relatório, em parceria com os principais órgãos globais, como o Chartered Institute of Public Relations (Reino Unido), Public Relations and Communications Association (PRCA), Association of Advertising Agências da Nigéria) e de mais 18 outros países.

A pesquisa, que foi iniciada em Abril deste ano, ainda em fase de inquéritos, abrange oito países em cinco zonas geográficas e incorpora pesquisas, discussões de grupos focais (FGDs), análises qualitativas e contribuições de ensaios de profissionais de todo o continente.

De acordo com o comunicado da organização, somente em 2021, a capitalização de mercado das principais empresas africanas aumentou 69%, para quase USD 710 bilhões. Com uma população estimada de 1,3 biliões de pessoas – mais de 60% com menos de 25 anos – tornou-se fundamental entender o papel que a indústria de comunicação desempenha dentro desses números, o impacto da indústria ao longo dos anos e o que esperar, como a percepção do mundo e o relacionamento com África continua a evoluir.

A fundadora da BHM e presidente do comitê de pesquisa, Ayeni Adekunle, afirma entretanto que pesquisa e feedback insuficientes são uma grande preocupação para a maioria das indústrias africanas, senão de todas. “Entendemos esse desafio e o comitê APCR, em parceria com consultores de todo o continente, tem o ônus de preencher essa lacuna”, disse.

A companhia de consultoria, uma das principais de comunicação de África, lidera esta pesquisa com o apoio dos membros do comité, nomeadamente, Stephen Waddington, Eniola Harrison, Moliehi Molekoa e Femi Falodun.

Inclui seis grupos de 31 perguntas colhidas a partir de percepções de FGDs e entrevistas aprofundadas em quatro países africanos, especificamente projectadas para identificar e abordar algumas das questões globais e continentais mais importantes que afectam a prática de Relações Públicas e Comunicação no continente.

Com respostas esperadas de todos os 54 países africanos, o relatório servirá como um guia para o cenário africano de relações públicas e comunicações, ainda de acordo com a nota, que realça no entanto que o estudo destacará oportunidades e desafios no mercado, avaliará o impacto dos canais de mídia social e digital e preverá o futuro do sector, além de fornecer informações para empresas que desejam expandir ou entrar no mercado africano.

É ainda objectivo desta pesquisa fornecer informações valiosas sobre como a migração em massa afectará o crescimento da indústria de comunicações e o cenário geral de negócios em África nos próximos anos, bem como fornecer informações significativas sobre outras questões relacionadas ao talento em relações públicas e comunicação no continente africano.

O ecossistema de tecnologia de África está actualmente passando por uma fuga de cérebros. De acordo com o relatório 2021 Africa Developer Ecosystem do Google, cerca de 38% dos desenvolvedores africanos trabalham em África para uma empresa com sede fora do continente. Engenheiros de software também estão a migrar devido a baixos salários e oportunidades limitadas, sublinha o comunicado.

Ademais, dados do Centro de Estudos Estratégicos de África mostram que, desde 2010, quase 20 milhões de africanos migraram para fora do continente, com 11 milhões de africanos migrando para a Europa, cinco milhões para o Oriente Médio e três milhões para a América do Norte.

Como esperado, remata a nota que recebemos, a emigração de mais jovens do continente vai impactar diversas indústrias, incluindo marketing e comunicação. Com o aumento da emigração, a indústria de relações públicas e comunicação provavelmente perderá mais talentos que poderiam revolucionar o sector.

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