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Perímetro Irrigado de Caxito subaproveitado... é a culpa não é apenas dos produtores

Perímetro Irrigado de Caxito subaproveitado... é a culpa não é apenas dos produtores
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O presidente do Conselho de Administração da Caxito Rega, João Mpilamosi Domingos, revelou, há dias, que pelo menos 120 milhões de kwanzas são desperdiçados, anualmente, por falta de aproveitamento das terras aráveis do Perímetro Irrigado de Caxito, na província do Bengo, porque os agricultores que receberam os espaços não têm “vontade de produzir”.

Se João Mpilamosi Domingos fizesse esta afirmação há cinco anos, ou pelo menos há três, poderia estar coberto de razão, considerando que, na altura, o país dispunha, no âmbito do programa Angola Investe – que também teve várias falhas de gestão -, e outras iniciativas governamentais e do sector financeiro, de linhas de crédito para a agricultura, e a importação de insumos para a produção era regular. Entretanto, desde 2015, temos vindo a assistir a uma onda de encerramento de projectos, ou o abrandamento da produção, no sector primário e secundário, por falta de matérias-primas ou peças de reposição para que as máquinas se mantenham a funcionar.

Assim sendo, é claro que a situação actual do Perímetro Irrigado de Caxito tem um impacto negativo na economia do país, e em particular na das comunidades adjacentes, “quer em rendimento de produção, quer no desemprego que tem proporcionado, assim como têm facilitado com que a estabilidade dos preços não se concretize, uma vez que os níveis de produção têm baixado a cada dia que passa”, como disse João Mpilamosi Domingos, mas é importante que se reconheça que os produtores poderão ter apenas meia culpa. A outra parte desta, obviamente, deve ser assumida pelo Governo, na medida em que a ele cabe a responsabilidade de conceber e executar políticas que resultem na criação de condições para que os empresários actuem. Mas, para que a culpa não morra solteira, no caso de as autoridades não a assumirem, podemos atribuí-la à crise, esta que nos mostrou que andávamos a tentar construir um gigante de pés de barros.

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Redacção

O presidente do Conselho de Administração da Caxito Rega, João Mpilamosi Domingos, revelou, há dias, que pelo menos 120 milhões de kwanzas são desperdiçados, anualmente, por falta de aproveitamento das terras aráveis do Perímetro Irrigado de Caxito, na província do Bengo, porque os agricultores que receberam os espaços não têm “vontade de produzir”.

Se João Mpilamosi Domingos fizesse esta afirmação há cinco anos, ou pelo menos há três, poderia estar coberto de razão, considerando que, na altura, o país dispunha, no âmbito do programa Angola Investe – que também teve várias falhas de gestão -, e outras iniciativas governamentais e do sector financeiro, de linhas de crédito para a agricultura, e a importação de insumos para a produção era regular. Entretanto, desde 2015, temos vindo a assistir a uma onda de encerramento de projectos, ou o abrandamento da produção, no sector primário e secundário, por falta de matérias-primas ou peças de reposição para que as máquinas se mantenham a funcionar.

Assim sendo, é claro que a situação actual do Perímetro Irrigado de Caxito tem um impacto negativo na economia do país, e em particular na das comunidades adjacentes, “quer em rendimento de produção, quer no desemprego que tem proporcionado, assim como têm facilitado com que a estabilidade dos preços não se concretize, uma vez que os níveis de produção têm baixado a cada dia que passa”, como disse João Mpilamosi Domingos, mas é importante que se reconheça que os produtores poderão ter apenas meia culpa. A outra parte desta, obviamente, deve ser assumida pelo Governo, na medida em que a ele cabe a responsabilidade de conceber e executar políticas que resultem na criação de condições para que os empresários actuem. Mas, para que a culpa não morra solteira, no caso de as autoridades não a assumirem, podemos atribuí-la à crise, esta que nos mostrou que andávamos a tentar construir um gigante de pés de barros.

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