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Pedro N´zagi afirma não haver nessa altura estratégias para a Comunicação Social manter-se activa

Pedro N´zagi afirma não haver nessa altura estratégias para a Comunicação Social manter-se activa
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Andrade Lino

O apresentador angolano Pedro N´zagi afirmou não haver estratégias, em termos económicos, para a Comunicação Social manter-se nessa altura, “porque a maior parte da estratégia está ligada ao alívio da produção agrícola”.

Segundo o também comediante, que falou ao Taça Cheia, programa da Rádio Essencial dirigido pelo jornalista Sebastião Vemba, nessa fase, muitas empresas esgotaram devido a isso, e “vê-se que o Estado não quer criar receitas para ajudar as micro e macro-empresas”, tendo declarado que a tragédia económica está por vir e muitas empresas irão fechar e, nesta senda, muitas pessoas irão ficar desempregadas, famílias entrarão em colapso porque a maior percentagem da economia de Angola está nas pequenas empresas e na venda ambulante.

Para ele, o Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), exercendo o papel para qual foi criado, “devia suprir as necessidades pagando alguma coisa em função do que as pessoas trabalharam, nem que fosse 50%, porque é nesta altura que percebemos que as nossas instituições estão fragilizadas, pois há grande dificuldade de liquidez para fornecer pagamentos aos funcionários”.

Conhecido por apresentar o “Hora Quente”, Pedro N´zagi é uma das figuras angolanas mais respeitadas, devido ao conteúdo incisivo daquele programa.

Disse que o “Hora Quente” teve muita importância na Comunicação Social, no que diz respeito ao entretenimento, sabe do marco que foi o programa, tratando-se duma altura em que o entretenimento era muito formal e era de facto um programa com assinatura própria.

Mas gosta de desafios e o “Hora Quente” estava estagnado, sem inovação. “Então falei com a direcção para investirem no programa, na questão do cenário, rubricas e com novos elementos. Mas infelizmente a direcção não achou prioritário por ser na altura o programa líder de audiência. Portanto, decidi deixar de trabalhar com eles. Foquei-me em música e na família. Foram aparecendo várias propostas, mas no final recebi uma proposta da ZAP para apresentar um programa nunca antes emitido nas televisões angolanas. Trabalhei com a Lesliana Pereira, entretendo o pessoal de casa e essencialmente os jovens que participavam”, contou o entrevistado, que avançou que em breve poderá apresentar um novo projecto.

Questionado sobre como está a ser o trabalho em tempos de isolamento e até que ponto está a ser afectado, uma vez que é um profissional multifacetado, o ainda músico disse que mesmo tendo trabalhos obrigatórios antes da Covid-19, o teletrabalho sempre foi a ferramenta natural de trabalho.

“Temos parceiros e colaboradores no estrangeiro, é como o nosso prato do dia, se assim posso dizer. Aqui, em Angola, o teletrabalho está a ser valorizado agora por motivo de força maior, que todos nós já conhecemos, e que é de facto muito bom, porque nós, enquanto funcionários e empresários, somos enquadrados ou associados por micro e macro-empresas. Nesta senda, nós trabalhamos para facturar e facturamos para pagar as nossas despesas. Hoje por hoje, nós somos afectados pelas metodologias comunicacionais das outras empresas”, abordou.

Considera-se um artista na verdadeira amplitude da palavra. É cristão e foi criado assim, ama música e de facto sabe tocar instrumentos musicais, gosta de teatro e cinema, e para chegar a ribalta, aconteceu tudo no seu percurso normal, porque atingir a fama nunca foi o que pediu, as coisas foram acontecendo, precisou Pedro N´zagi.

Finalmente, reveleu que nessa altura está muito mais dedicado aos filhos, mas em parte tem trabalhado apenas 20%, sendo que todo o resto do tempo é mesmo para a família.

*Com Francisca Morais Parente

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Andrade Lino

Jornalista

Estudante de Língua Portuguesa e Comunicação, amante de artes visuais, música e poesia.

O apresentador angolano Pedro N´zagi afirmou não haver estratégias, em termos económicos, para a Comunicação Social manter-se nessa altura, “porque a maior parte da estratégia está ligada ao alívio da produção agrícola”.

Segundo o também comediante, que falou ao Taça Cheia, programa da Rádio Essencial dirigido pelo jornalista Sebastião Vemba, nessa fase, muitas empresas esgotaram devido a isso, e “vê-se que o Estado não quer criar receitas para ajudar as micro e macro-empresas”, tendo declarado que a tragédia económica está por vir e muitas empresas irão fechar e, nesta senda, muitas pessoas irão ficar desempregadas, famílias entrarão em colapso porque a maior percentagem da economia de Angola está nas pequenas empresas e na venda ambulante.

Para ele, o Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), exercendo o papel para qual foi criado, “devia suprir as necessidades pagando alguma coisa em função do que as pessoas trabalharam, nem que fosse 50%, porque é nesta altura que percebemos que as nossas instituições estão fragilizadas, pois há grande dificuldade de liquidez para fornecer pagamentos aos funcionários”.

Conhecido por apresentar o “Hora Quente”, Pedro N´zagi é uma das figuras angolanas mais respeitadas, devido ao conteúdo incisivo daquele programa.

Disse que o “Hora Quente” teve muita importância na Comunicação Social, no que diz respeito ao entretenimento, sabe do marco que foi o programa, tratando-se duma altura em que o entretenimento era muito formal e era de facto um programa com assinatura própria.

Mas gosta de desafios e o “Hora Quente” estava estagnado, sem inovação. “Então falei com a direcção para investirem no programa, na questão do cenário, rubricas e com novos elementos. Mas infelizmente a direcção não achou prioritário por ser na altura o programa líder de audiência. Portanto, decidi deixar de trabalhar com eles. Foquei-me em música e na família. Foram aparecendo várias propostas, mas no final recebi uma proposta da ZAP para apresentar um programa nunca antes emitido nas televisões angolanas. Trabalhei com a Lesliana Pereira, entretendo o pessoal de casa e essencialmente os jovens que participavam”, contou o entrevistado, que avançou que em breve poderá apresentar um novo projecto.

Questionado sobre como está a ser o trabalho em tempos de isolamento e até que ponto está a ser afectado, uma vez que é um profissional multifacetado, o ainda músico disse que mesmo tendo trabalhos obrigatórios antes da Covid-19, o teletrabalho sempre foi a ferramenta natural de trabalho.

“Temos parceiros e colaboradores no estrangeiro, é como o nosso prato do dia, se assim posso dizer. Aqui, em Angola, o teletrabalho está a ser valorizado agora por motivo de força maior, que todos nós já conhecemos, e que é de facto muito bom, porque nós, enquanto funcionários e empresários, somos enquadrados ou associados por micro e macro-empresas. Nesta senda, nós trabalhamos para facturar e facturamos para pagar as nossas despesas. Hoje por hoje, nós somos afectados pelas metodologias comunicacionais das outras empresas”, abordou.

Considera-se um artista na verdadeira amplitude da palavra. É cristão e foi criado assim, ama música e de facto sabe tocar instrumentos musicais, gosta de teatro e cinema, e para chegar a ribalta, aconteceu tudo no seu percurso normal, porque atingir a fama nunca foi o que pediu, as coisas foram acontecendo, precisou Pedro N´zagi.

Finalmente, reveleu que nessa altura está muito mais dedicado aos filhos, mas em parte tem trabalhado apenas 20%, sendo que todo o resto do tempo é mesmo para a família.

*Com Francisca Morais Parente

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