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Parcerias tecnológicas oferecem soluções para o desenvolvimento de África

Parcerias tecnológicas oferecem soluções para o desenvolvimento de África
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A tecnologia oferece a melhor oportunidade para o avanço de África e os países africanos têm o direito de escolher com que países e empresas estabelecem parcerias para o desenvolvimento tecnológico, defendeu-se, recentemente, num webinar organizado pela Universidade de Joanesburgo, subordinado ao tema “Impulsionando África rumo à 4ª Revolução Industrial: Padrões, Perspectivas e Lições”.

O evento contou com a presença de personalidades ligadas aos negócios, academia, sociedade civil e comunicação social, que compartilharam ideias sobre o futuro do continente, bem como o papel da tecnologia na conquista de seus objetivos de desenvolvimento, avançou uma nota enviada ao ONgoma News.

De acordo com o documento, o início da 4ª Revolução Industrial (4IR, em inglês) apresenta enormes oportunidades para o desenvolvimento africano. No entanto, “tal acontece num cenário de uma guerra comercial entre a China e os Estados Unidos, em que especialmente os últimos visam influenciar as escolhas tecnológicas de seus parceiros comerciais”.

O palestrante e presidente do evento, David Monyae, afirmou que a infra-estrutura do continente africano limitava a sua capacidade de efectivar a Quarta Revolução Industrial. O também director-executivo do Centro de Estudos África-China realçou as vantagens que a 4IR oferece para o desenvolvimento de África, como agricultura de precisão e complementação da brecha digital, tendo ainda referido que “para superar essa escassez” de infra-estruturas, África “precisa aprender com as lições dos países mais avançados e identificar parcerias que lhe possam ser vantajosas”.

David Monyae disse que esta seria uma tarefa árdua. “O actual sistema internacional está repleto de discordâncias quanto às tecnologias, com países como os Estados Unidos, contra países mais ambiciosos no campo da tecnologia, como a China”.

Já o professor e vice-presidente da Comissão Presidencial da África do Sul na 4ª Revolução Industrial, Tshilidzi Marwala, observou o potencial da tecnologia para alavancar o desenvolvimento. O mesmo enumerou oito áreas nas quais a Comissão estava focada, em que a 4IR poderia reduzir a desigualdade na África do Sul, porém, enfatizou a urgência de agir.

“A Covid-19 mostrou-nos o quão vital é a tecnologia para o futuro”, assegurou. “Mas ainda existem lacunas na infraestrutura – assim como existiram nas três revoluções industriais anteriores. O momento de investir em tecnologia é agora, não podemos esperar para nos adaptarmos”, defendeu o professor Marwala.

Por sua vez, Edward Zhou, vice-presidente para os Assuntos Públicos Globais da Huawei, observou que, apesar de alguns progressos, ainda havia uma significativa clivagem digital, que impede o povo de África de tirar partido das vantagens da 4IR. O gestor na multinacional tecnológica afirmou que 28 milhões de estudantes da África Subsaariana não tinham conectividade com a Internet e mais de 110 milhões de pessoas não tinham acesso a serviços financeiros. “Levar estas pessoas para a economia digital depende da conectividade e, aqui, a arquitectura baseada na Cloud é importante, assim como mais conectividade de fibra a vilas e outros locais”, referiu.

Edward Zhou reforçou que a Huawei é um parceiro de tecnologia estabelecido em toda a África desde 1997 e espera continuar com esse relacionamento visando alcançar a 4IR em África. “Também estabelecemos parcerias com mais de 400 universidades em toda a África para dar treinamento a mais de 15.000 estudantes,” afirmou.

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Redacção

A tecnologia oferece a melhor oportunidade para o avanço de África e os países africanos têm o direito de escolher com que países e empresas estabelecem parcerias para o desenvolvimento tecnológico, defendeu-se, recentemente, num webinar organizado pela Universidade de Joanesburgo, subordinado ao tema “Impulsionando África rumo à 4ª Revolução Industrial: Padrões, Perspectivas e Lições”.

O evento contou com a presença de personalidades ligadas aos negócios, academia, sociedade civil e comunicação social, que compartilharam ideias sobre o futuro do continente, bem como o papel da tecnologia na conquista de seus objetivos de desenvolvimento, avançou uma nota enviada ao ONgoma News.

De acordo com o documento, o início da 4ª Revolução Industrial (4IR, em inglês) apresenta enormes oportunidades para o desenvolvimento africano. No entanto, “tal acontece num cenário de uma guerra comercial entre a China e os Estados Unidos, em que especialmente os últimos visam influenciar as escolhas tecnológicas de seus parceiros comerciais”.

O palestrante e presidente do evento, David Monyae, afirmou que a infra-estrutura do continente africano limitava a sua capacidade de efectivar a Quarta Revolução Industrial. O também director-executivo do Centro de Estudos África-China realçou as vantagens que a 4IR oferece para o desenvolvimento de África, como agricultura de precisão e complementação da brecha digital, tendo ainda referido que “para superar essa escassez” de infra-estruturas, África “precisa aprender com as lições dos países mais avançados e identificar parcerias que lhe possam ser vantajosas”.

David Monyae disse que esta seria uma tarefa árdua. “O actual sistema internacional está repleto de discordâncias quanto às tecnologias, com países como os Estados Unidos, contra países mais ambiciosos no campo da tecnologia, como a China”.

Já o professor e vice-presidente da Comissão Presidencial da África do Sul na 4ª Revolução Industrial, Tshilidzi Marwala, observou o potencial da tecnologia para alavancar o desenvolvimento. O mesmo enumerou oito áreas nas quais a Comissão estava focada, em que a 4IR poderia reduzir a desigualdade na África do Sul, porém, enfatizou a urgência de agir.

“A Covid-19 mostrou-nos o quão vital é a tecnologia para o futuro”, assegurou. “Mas ainda existem lacunas na infraestrutura – assim como existiram nas três revoluções industriais anteriores. O momento de investir em tecnologia é agora, não podemos esperar para nos adaptarmos”, defendeu o professor Marwala.

Por sua vez, Edward Zhou, vice-presidente para os Assuntos Públicos Globais da Huawei, observou que, apesar de alguns progressos, ainda havia uma significativa clivagem digital, que impede o povo de África de tirar partido das vantagens da 4IR. O gestor na multinacional tecnológica afirmou que 28 milhões de estudantes da África Subsaariana não tinham conectividade com a Internet e mais de 110 milhões de pessoas não tinham acesso a serviços financeiros. “Levar estas pessoas para a economia digital depende da conectividade e, aqui, a arquitectura baseada na Cloud é importante, assim como mais conectividade de fibra a vilas e outros locais”, referiu.

Edward Zhou reforçou que a Huawei é um parceiro de tecnologia estabelecido em toda a África desde 1997 e espera continuar com esse relacionamento visando alcançar a 4IR em África. “Também estabelecemos parcerias com mais de 400 universidades em toda a África para dar treinamento a mais de 15.000 estudantes,” afirmou.

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