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ONU elogia “reformas ambiciosas” de Angola e espera que permitam crescimento económico

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A secretária-executiva da Comissão Económica das Nações Unidas para a África (UNECA, em inglês), Vera Songwe, elogiou as “reformas ambiciosas” do Presidente angolano, João Lourenço, para diversificar uma “economia monolítica”, suportada pelo sector do petróleo.

Falando à margem dos encontros anuais do banco pan-africano Afreximbank, que decorreram em Moscovo, Vera Songwe, que esteve recentemente em Angola, elogiou as “reformas muito ambiciosas e corajosas” do Governo, esperando que os seus resultados “permitam um crescimento económico muito em breve”.

A lei do investimento, que liberaliza o acesso ao mercado, e a facilitação de vistos são dois exemplos de medidas que poderão contrariar a actual dependência do sector petrolífero. “A economia de Angola é monolítica” e são necessárias “reformas difíceis” para “diversificar a economia”, afirmou a responsável.

Adiante, considerou, em entrevista à Lusa, que “muitas das reformas serão complexas” porque envolvem o combate à inflação, reforço dos sistemas de monitorização e da justiça, o que irá encontrar resistências no tecido económico e político angolano.

“A minha sensação é que quando se está a fazer este tipo de reformas o difícil é manter o curso”, disse a dirigente das Nações Unidas.

Moscovo acolheu na semana passada os encontros anuais do Afreximbank depois de a Rússia ter entrado no lote de accionistas do banco, em 2017, e num momento em que o Kremlin quer reforçar o comércio externo com África, um continente que tem assistido a uma presença crescente da China.

Três semanas depois de ter entrado em vigor o acordo de livre-comércio continental, que inclui 24 países, o Afreximbank discute a diminuição das barreiras alfandegárias no contexto global e apela à abertura para combater o crescente nacionalismo.

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Redacção

A secretária-executiva da Comissão Económica das Nações Unidas para a África (UNECA, em inglês), Vera Songwe, elogiou as “reformas ambiciosas” do Presidente angolano, João Lourenço, para diversificar uma “economia monolítica”, suportada pelo sector do petróleo.

Falando à margem dos encontros anuais do banco pan-africano Afreximbank, que decorreram em Moscovo, Vera Songwe, que esteve recentemente em Angola, elogiou as “reformas muito ambiciosas e corajosas” do Governo, esperando que os seus resultados “permitam um crescimento económico muito em breve”.

A lei do investimento, que liberaliza o acesso ao mercado, e a facilitação de vistos são dois exemplos de medidas que poderão contrariar a actual dependência do sector petrolífero. “A economia de Angola é monolítica” e são necessárias “reformas difíceis” para “diversificar a economia”, afirmou a responsável.

Adiante, considerou, em entrevista à Lusa, que “muitas das reformas serão complexas” porque envolvem o combate à inflação, reforço dos sistemas de monitorização e da justiça, o que irá encontrar resistências no tecido económico e político angolano.

“A minha sensação é que quando se está a fazer este tipo de reformas o difícil é manter o curso”, disse a dirigente das Nações Unidas.

Moscovo acolheu na semana passada os encontros anuais do Afreximbank depois de a Rússia ter entrado no lote de accionistas do banco, em 2017, e num momento em que o Kremlin quer reforçar o comércio externo com África, um continente que tem assistido a uma presença crescente da China.

Três semanas depois de ter entrado em vigor o acordo de livre-comércio continental, que inclui 24 países, o Afreximbank discute a diminuição das barreiras alfandegárias no contexto global e apela à abertura para combater o crescente nacionalismo.

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