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“O Incesto Real”, novo romance de Júlio de Almeida, é lançado neste sábado

“O Incesto Real”, novo romance de Júlio de Almeida, é lançado neste sábado
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A editora Kacimbo apresenta no próximo sábado, dia 9, “O Incesto Real”, o novo livro de Júlio de Almeida (Comandante Jujú), num lançamento que acontecerá no quintal da LAC (Luanda Antena Comercial), durante o programa “Bom Dia Bom Dia”, a partir das 9h:30, com conversa com o autor e sessão de autógrafos.

Trata-se dum romance que traz histórias dentro de estórias e “apresenta um longo afluente do que também foi - ou teria sido - a História de alguns angolanos”.

Cruzando os séculos, narradores e uma vasta rede de possibilidades, o autor joga com os laços e armadilhas da vida para nos oferecer uma outra história de uma certa Angola, lê-se no comunicado que recebemos.

Por sua vez, citada no documento, a Kacimbo, nova editora angolana, apresenta-se como uma festa de palavras, uma editora que pretende trabalhar primeiro com autores africanos e, ainda, com (todas) as “geografias da língua portuguesa”.

“Daremos prioridade aos autores angolanos, а colaborarem com editoras a autores africanos, aos países que mais dialogam connosco culturalmente, mas em busca de novas pontes com a vizinhança do nosso país”, anuncia a empresa.

Entretanto, na obra, lê-se: “Eu não invento nada! Sou eu quem constrói a veracidade. Tu estavas presente quando D. Pedro se aconchegou à Maria da Graça? Alguém presenciou essa cena? E houve algum relato, para além das especulações na cozinha do convento? Só existe aquilo que vocês veem? Claro que não! Eles não tinham qualquer testemunha como companhia, a tal que, como tu, só relata os factos por si vividos, os episódios, como vós dizeis. Mas eu, o Tempo, estive antes, estava lá quando tudo aconteceu e estarei ainda quando tudo já estiver terminado para uns e continuar com outros.”

Júlio de Almeida (1940), mais conhecido por «Jujú», é natural do Namibe, Angola. Fez estudos liceais no Lubango (1953-1957) e estudou de 1957 a 1961 no Instituto Superior Técnico em Lisboa. Foi membro da Casa dos Estudantes do Império.

Em 1961 abandonou Portugal para estudar na Alemanha Federal com bolsa da UGEAN (União Geral dos Estudantes da África Negra sob dominação colonial portuguesa), onde se licenciou em Engenharia Mecânica (1962-1968). De 1968 a 1971 trabalhou como engenheiro em Argel, onde integrou a delegação local do MPLA e o Centro de Estudos Angolanos. Foi Comissário Político da Secção Auto (depois Esquadrão de Transportes) na Frente Leste entre 1971 e 1974.

No mesmo ano, escreve a sua primeira produção literária, a peça de teatro “Os Pioneiros do Futuro”, encenada por Elsa Sousa em 4 de Fevereiro de 1974, em Dar es Salaam, e cujos actores foram os pioneiros que então se encontravam na «Casa Grande».

É co-signatário da Proclamação das FAPLA, na qualidade de Comissário Político de Esquadrão (1-8-1974). Torna-se mais conhecido do público angolano quando, exercendo a função de Comissário político entre 1975 e 1976 no Comissariado Político do Estado-Maior General das FAPLA, ocupa-se do Departamento de Orientação Ideológica, responsável pelos contactos com a imprensa, de onde ressaltam os comunicados diários sobre a situação político-militar, transmitidos pela Rádio Nacional de Angola.

Foi vice-ministro dos Transportes (1976-1983) e trabalhou na qualidade de engenheiro entre 1983 e 1992 como diretor de Estudos e Projectos.

Entre os anos 1984 e 2014 foi professor na Faculdade de Engenharia da Universidade Agostinho Neto. Foi ainda deputado à Assembleia Nacional de Angola, pelo MPLA, de 1992 a 2003. É membro fundador da Associação Tchiweka de Documentação.

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Redacção

A editora Kacimbo apresenta no próximo sábado, dia 9, “O Incesto Real”, o novo livro de Júlio de Almeida (Comandante Jujú), num lançamento que acontecerá no quintal da LAC (Luanda Antena Comercial), durante o programa “Bom Dia Bom Dia”, a partir das 9h:30, com conversa com o autor e sessão de autógrafos.

Trata-se dum romance que traz histórias dentro de estórias e “apresenta um longo afluente do que também foi - ou teria sido - a História de alguns angolanos”.

Cruzando os séculos, narradores e uma vasta rede de possibilidades, o autor joga com os laços e armadilhas da vida para nos oferecer uma outra história de uma certa Angola, lê-se no comunicado que recebemos.

Por sua vez, citada no documento, a Kacimbo, nova editora angolana, apresenta-se como uma festa de palavras, uma editora que pretende trabalhar primeiro com autores africanos e, ainda, com (todas) as “geografias da língua portuguesa”.

“Daremos prioridade aos autores angolanos, а colaborarem com editoras a autores africanos, aos países que mais dialogam connosco culturalmente, mas em busca de novas pontes com a vizinhança do nosso país”, anuncia a empresa.

Entretanto, na obra, lê-se: “Eu não invento nada! Sou eu quem constrói a veracidade. Tu estavas presente quando D. Pedro se aconchegou à Maria da Graça? Alguém presenciou essa cena? E houve algum relato, para além das especulações na cozinha do convento? Só existe aquilo que vocês veem? Claro que não! Eles não tinham qualquer testemunha como companhia, a tal que, como tu, só relata os factos por si vividos, os episódios, como vós dizeis. Mas eu, o Tempo, estive antes, estava lá quando tudo aconteceu e estarei ainda quando tudo já estiver terminado para uns e continuar com outros.”

Júlio de Almeida (1940), mais conhecido por «Jujú», é natural do Namibe, Angola. Fez estudos liceais no Lubango (1953-1957) e estudou de 1957 a 1961 no Instituto Superior Técnico em Lisboa. Foi membro da Casa dos Estudantes do Império.

Em 1961 abandonou Portugal para estudar na Alemanha Federal com bolsa da UGEAN (União Geral dos Estudantes da África Negra sob dominação colonial portuguesa), onde se licenciou em Engenharia Mecânica (1962-1968). De 1968 a 1971 trabalhou como engenheiro em Argel, onde integrou a delegação local do MPLA e o Centro de Estudos Angolanos. Foi Comissário Político da Secção Auto (depois Esquadrão de Transportes) na Frente Leste entre 1971 e 1974.

No mesmo ano, escreve a sua primeira produção literária, a peça de teatro “Os Pioneiros do Futuro”, encenada por Elsa Sousa em 4 de Fevereiro de 1974, em Dar es Salaam, e cujos actores foram os pioneiros que então se encontravam na «Casa Grande».

É co-signatário da Proclamação das FAPLA, na qualidade de Comissário Político de Esquadrão (1-8-1974). Torna-se mais conhecido do público angolano quando, exercendo a função de Comissário político entre 1975 e 1976 no Comissariado Político do Estado-Maior General das FAPLA, ocupa-se do Departamento de Orientação Ideológica, responsável pelos contactos com a imprensa, de onde ressaltam os comunicados diários sobre a situação político-militar, transmitidos pela Rádio Nacional de Angola.

Foi vice-ministro dos Transportes (1976-1983) e trabalhou na qualidade de engenheiro entre 1983 e 1992 como diretor de Estudos e Projectos.

Entre os anos 1984 e 2014 foi professor na Faculdade de Engenharia da Universidade Agostinho Neto. Foi ainda deputado à Assembleia Nacional de Angola, pelo MPLA, de 1992 a 2003. É membro fundador da Associação Tchiweka de Documentação.

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