Ideias e Negócios
Empreendedorismo

“O empreendedorismo em Angola acaba sendo uma actividade política de curto prazo”, afirmou Mauro Sérgio

“O empreendedorismo em Angola acaba sendo uma actividade política de curto prazo”, afirmou Mauro Sérgio
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O engenheiro e fotógrafo angolano Mauro Sérgio afirmou que o empreendedorismo em Angola acaba sendo uma actividade política de curto prazo, “porque em vez de os empreendedores fazerem o que lhes compete, acabam caindo no comodismo e ficam todos envaidecidos”.

O também descobridor da National Geographic fez estas declarações em entrevista ao Taça Cheia, programa dirigido pelo jornalista Sebastião Vemba, na Rádio Essencial, quando então disse não se considerar um empreendedor, pois, caso contrário, “seria como todos os “enfatados” do país que dizem sê-lo.

É engenheiro e a engenharia ocupa a sua vida a 100%. Especializou-se em Engenharia Electrónica, que possui uma grande ligação com a Engenharia Informática, mas nessa área o mais importante de tudo é resolver os problemas, clareou.

Em relação aos seus projectos, lembrou que começou na montagem de uma equipa de negócios, actuando em Tecnologia de Informação, criação de aplicativos, sites, etc. No seu entender, é comum as empresas angolanas “maquinizarem” os seus bens, produtos e serviços pelos meios de informação tradicional, o que é bom, mas pensa que devia ser inovado.

Questionado sobre qual vem a ser o segredo para as suas festas terem o sucesso e adesão que têm, Mauro Sérgio explicou que “hoje em dia consegue-se lembrar os slogans dos eventos passados”. A informação boca a boca com os angolanos é a mais viável, afirmou, tendo realçado que são pequenos detalhes a que muita gente não olha, porque está a estudar a Angola de fora.

Entretanto, o entrevistado, que disse não ter experiência com álcool, conta ter tido um choque de realidade muito bom, aos 18 anos. As vivências que em regiões como o Sumbe e Porto-Amboím ensinaram-lhe que ninguém é insubstituível, “tu és tu para ti, mas para os outros a vida continua”.

“Foi numa altura em que no ano a seguir iria estudar fora, portanto é importante realçar que as pessoas e os lugares que tens na tua vida, segure-os bem. Não vem com aquela de “eu consigo ficar mais tempo sem falar ou ver os meus”, porque a vida deles vai seguir com ou sem você lá”, expressou.

Paralelamente a essas lições de vida, o ainda agitador cultural revelou que sempre foi fã de Uanhenga Xitu, pois sentia na alma os textos do escritor, lendo e estudando os seus livros. Depois de ter criado o seu blogue, passou a escrever nele, querendo mostrar para todo mundo que sabe usar a linguagem cuidada.

Sobre a Canjala, uma produção do Team Arrogância, do qual é “treinador”, precisou, por fim, que o objectivo do evento é trazer tecnologia para aqueles que são cépticos e mostrar que ela funciona em Angola.

*Com Francisca Morais Parente

6galeria

Andrade Lino

Jornalista

Estudante de Língua Portuguesa e Comunicação, amante de artes visuais, música e poesia.

O engenheiro e fotógrafo angolano Mauro Sérgio afirmou que o empreendedorismo em Angola acaba sendo uma actividade política de curto prazo, “porque em vez de os empreendedores fazerem o que lhes compete, acabam caindo no comodismo e ficam todos envaidecidos”.

O também descobridor da National Geographic fez estas declarações em entrevista ao Taça Cheia, programa dirigido pelo jornalista Sebastião Vemba, na Rádio Essencial, quando então disse não se considerar um empreendedor, pois, caso contrário, “seria como todos os “enfatados” do país que dizem sê-lo.

É engenheiro e a engenharia ocupa a sua vida a 100%. Especializou-se em Engenharia Electrónica, que possui uma grande ligação com a Engenharia Informática, mas nessa área o mais importante de tudo é resolver os problemas, clareou.

Em relação aos seus projectos, lembrou que começou na montagem de uma equipa de negócios, actuando em Tecnologia de Informação, criação de aplicativos, sites, etc. No seu entender, é comum as empresas angolanas “maquinizarem” os seus bens, produtos e serviços pelos meios de informação tradicional, o que é bom, mas pensa que devia ser inovado.

Questionado sobre qual vem a ser o segredo para as suas festas terem o sucesso e adesão que têm, Mauro Sérgio explicou que “hoje em dia consegue-se lembrar os slogans dos eventos passados”. A informação boca a boca com os angolanos é a mais viável, afirmou, tendo realçado que são pequenos detalhes a que muita gente não olha, porque está a estudar a Angola de fora.

Entretanto, o entrevistado, que disse não ter experiência com álcool, conta ter tido um choque de realidade muito bom, aos 18 anos. As vivências que em regiões como o Sumbe e Porto-Amboím ensinaram-lhe que ninguém é insubstituível, “tu és tu para ti, mas para os outros a vida continua”.

“Foi numa altura em que no ano a seguir iria estudar fora, portanto é importante realçar que as pessoas e os lugares que tens na tua vida, segure-os bem. Não vem com aquela de “eu consigo ficar mais tempo sem falar ou ver os meus”, porque a vida deles vai seguir com ou sem você lá”, expressou.

Paralelamente a essas lições de vida, o ainda agitador cultural revelou que sempre foi fã de Uanhenga Xitu, pois sentia na alma os textos do escritor, lendo e estudando os seus livros. Depois de ter criado o seu blogue, passou a escrever nele, querendo mostrar para todo mundo que sabe usar a linguagem cuidada.

Sobre a Canjala, uma produção do Team Arrogância, do qual é “treinador”, precisou, por fim, que o objectivo do evento é trazer tecnologia para aqueles que são cépticos e mostrar que ela funciona em Angola.

*Com Francisca Morais Parente

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