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Nú Barreto realiza atelier aberto no Espaço Luanda Arte

Nú Barreto realiza atelier aberto no Espaço Luanda Arte
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O artista franco-guineense Nu Barreto será o centro das atenções, amanhã, quarta-feira, no Espaço Luanda Arte (ELA), localizado no 4º andar do prédio da De Beers, sito na Rua Rainha Ginga, onde vai realizar um atelier aberto, a partir das 18h00.

A convite de Dominick Tanner, fundador e director daquela emblemática galeria, Nú Barreto encontra-se há quase dois meses em Luanda, no âmbito da residência artística “Angola AIR”, a pesquisar e a desenvolver novos trabalhos, parte do projecto “DesAngolar”, fruto de pesquisa e interacções com a cultura e vida social local, esboçando o seu olhar vivido durante a residência, de acordo com o comunicado que recebemos.

Citado no mesmo documento, Nú informa que “as obras denunciam problemas sociais através de figuras esboçadas em queda permanente e através da “cor de grito”, o chamado “prétu funguli”, que designa “uma pessoa que está esbranquiçada” e que na “Guiné se utiliza para separar as classes”.

“A primeira coisa foi essa cor, foi esse grito. Depois, fui recuperar o provérbio na Guiné que diz ‘largada como se fosse o pólen no ar’, que utilizei também dentro do meu trabalho”, continua o artista, esclarecendo que as figuras que “parecem que estão a dançar, a jogar, uns deitados e a cair, são pessoas que estão lutando por si próprias, que são largadas e abandonadas”.

Em 2018, foi rodado o filme documentário “Pretu Funguli”, que acompanha o artista pelo Brasil, Portugal, Macau, Guiné-Bissau e França, onde vive e trabalha. O espectador é convidado a mergulhar na sua vida e obra, a fim de entender o seu processo criativo e os conflitos em que vive, lê-se ainda no comunicado.

Nú Barreto nasceu em 1966, em São Domingos, no norte da Guiné-Bissau. Instalou-se em Paris em 1989, onde vive e trabalha atualmente. Interessa-se inicialmente pela fotografia, tendo realizado formação na Ecole de Photografie 4AEP, em Paris, em 1993. Concluiu os seus estudos na École Nationale des Metiers d’Image, em Paris, em 1996. Artista pluridisciplinar, procura interpelar o espectador através das suas pinturas, fotografias, desenhos e vídeos.

Dentre outras acções, faz da condenação dos actos de opressão do nosso mundo o tema principal da sua obra, denunciando, em particular, a miséria e o sofrimento que atingem o continente africano. Introduz nas suas obras uma linguagem feita de formas, de cores simbólicas e de motivos portadores de forte simbolismo. Tem realizado exposições em França, em Portugal, em Espanha, em Macau e nos Estados Unidos da América.

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Andrade Lino

Jornalista

Estudante de Língua Portuguesa e Comunicação, amante de artes visuais, música e poesia.

O artista franco-guineense Nu Barreto será o centro das atenções, amanhã, quarta-feira, no Espaço Luanda Arte (ELA), localizado no 4º andar do prédio da De Beers, sito na Rua Rainha Ginga, onde vai realizar um atelier aberto, a partir das 18h00.

A convite de Dominick Tanner, fundador e director daquela emblemática galeria, Nú Barreto encontra-se há quase dois meses em Luanda, no âmbito da residência artística “Angola AIR”, a pesquisar e a desenvolver novos trabalhos, parte do projecto “DesAngolar”, fruto de pesquisa e interacções com a cultura e vida social local, esboçando o seu olhar vivido durante a residência, de acordo com o comunicado que recebemos.

Citado no mesmo documento, Nú informa que “as obras denunciam problemas sociais através de figuras esboçadas em queda permanente e através da “cor de grito”, o chamado “prétu funguli”, que designa “uma pessoa que está esbranquiçada” e que na “Guiné se utiliza para separar as classes”.

“A primeira coisa foi essa cor, foi esse grito. Depois, fui recuperar o provérbio na Guiné que diz ‘largada como se fosse o pólen no ar’, que utilizei também dentro do meu trabalho”, continua o artista, esclarecendo que as figuras que “parecem que estão a dançar, a jogar, uns deitados e a cair, são pessoas que estão lutando por si próprias, que são largadas e abandonadas”.

Em 2018, foi rodado o filme documentário “Pretu Funguli”, que acompanha o artista pelo Brasil, Portugal, Macau, Guiné-Bissau e França, onde vive e trabalha. O espectador é convidado a mergulhar na sua vida e obra, a fim de entender o seu processo criativo e os conflitos em que vive, lê-se ainda no comunicado.

Nú Barreto nasceu em 1966, em São Domingos, no norte da Guiné-Bissau. Instalou-se em Paris em 1989, onde vive e trabalha atualmente. Interessa-se inicialmente pela fotografia, tendo realizado formação na Ecole de Photografie 4AEP, em Paris, em 1993. Concluiu os seus estudos na École Nationale des Metiers d’Image, em Paris, em 1996. Artista pluridisciplinar, procura interpelar o espectador através das suas pinturas, fotografias, desenhos e vídeos.

Dentre outras acções, faz da condenação dos actos de opressão do nosso mundo o tema principal da sua obra, denunciando, em particular, a miséria e o sofrimento que atingem o continente africano. Introduz nas suas obras uma linguagem feita de formas, de cores simbólicas e de motivos portadores de forte simbolismo. Tem realizado exposições em França, em Portugal, em Espanha, em Macau e nos Estados Unidos da América.

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