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“Nós não aceitamos qualquer tipo de monopólio”, declara Presidente João Lourenço

“Nós não aceitamos qualquer tipo de monopólio”, declara Presidente João Lourenço
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O Presidente da República, João Lourenço, declarou que Angola não aceita qualquer tipo de monopólio, seja de qual a for a família a quem pertencem, e é precisamente por isso que o parlamento angolano decretou uma lei contra monopólios.

O chefe de Estado angolano falou por ocasião do último episódio do programa Marketplace Africa, da CNN, que apresenta uma reportagem de Luanda onde tenta apurar como Angola está a tentar diversificar a sua economia afastando-se do petróleo.

Entrevistado pela jornalista Eleni Giokos sobre as suas esperanças de tornar o país atractivo a investidores, numa altura em que Angola se classifica em 173º lugar na lista de 190 países do Relatório ‘Facilidade de Fazer Negócios’ do Banco Mundial, João Lourenço explicou que “Angola atingiu os maiores níveis de corrupção, não no mundo, mas em África”.

“Sem mencionar nomes, temos vindo a tomar medidas para combater a corrupção, e obviamente, para além disso, combater também os monopólios”, afirmou o estadista.

Desde a sua subida ao poder em 2017, João Lourenço herdou um país em recessão, difícil de passar à diversificação. Daí que a melhoria das condições económicas tenha passado a ser a sua maior prioridade.

A dependência excessiva do petróleo tornou Luanda numa das cidades mais caras do mundo, segundo a Mercer, maior empresa de consultoria de recursos humanos no mundo, mas a mudança de regime, os empréstimos do Fundo Monetário Internacional e a desvalorização da moeda, têm sido favoráveis para a economia de Angola.

“Esses esforços têm tido resultados bastante positivos,” adiantou João Lourenço, citado no comunicado que recebemos, tendo asseverado que a diferença entre a taxa oficial e a do mercado negro diminuiu imenso. “Porque quando assumimos o poder estava a 150% e, num período de menos de dois anos, desceu para 30%”, fez saber.

Contudo, o Marketplace Africa apurou que lidar com as diferenças cambiais não tem sido fácil para o sector empresarial e Angola enfrenta ainda desafios para se conseguir livrar da sua reputação de ser um país difícil para negócios.

José Severino, Presidente da Associação Industrial de Angola, descreveu à CNN, as repercussões a longo prazo da Doença Holandesa, a dependência excessiva de uma indústria dominante, dizendo que “a comunidade internacional deve compreender que os 40 anos de uma administração que veio da guerra… Uma educação deficiente, serviços sanitários e de saúde deficientes. Agora, é difícil melhorar”.

Por isso, crê que “continuamos a sofrer da Doença Holandesa, porque ainda somos grandes importadores”.

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Andrade Lino

Jornalista

Estudante de Língua Portuguesa e Comunicação, amante de artes visuais, música e poesia.

O Presidente da República, João Lourenço, declarou que Angola não aceita qualquer tipo de monopólio, seja de qual a for a família a quem pertencem, e é precisamente por isso que o parlamento angolano decretou uma lei contra monopólios.

O chefe de Estado angolano falou por ocasião do último episódio do programa Marketplace Africa, da CNN, que apresenta uma reportagem de Luanda onde tenta apurar como Angola está a tentar diversificar a sua economia afastando-se do petróleo.

Entrevistado pela jornalista Eleni Giokos sobre as suas esperanças de tornar o país atractivo a investidores, numa altura em que Angola se classifica em 173º lugar na lista de 190 países do Relatório ‘Facilidade de Fazer Negócios’ do Banco Mundial, João Lourenço explicou que “Angola atingiu os maiores níveis de corrupção, não no mundo, mas em África”.

“Sem mencionar nomes, temos vindo a tomar medidas para combater a corrupção, e obviamente, para além disso, combater também os monopólios”, afirmou o estadista.

Desde a sua subida ao poder em 2017, João Lourenço herdou um país em recessão, difícil de passar à diversificação. Daí que a melhoria das condições económicas tenha passado a ser a sua maior prioridade.

A dependência excessiva do petróleo tornou Luanda numa das cidades mais caras do mundo, segundo a Mercer, maior empresa de consultoria de recursos humanos no mundo, mas a mudança de regime, os empréstimos do Fundo Monetário Internacional e a desvalorização da moeda, têm sido favoráveis para a economia de Angola.

“Esses esforços têm tido resultados bastante positivos,” adiantou João Lourenço, citado no comunicado que recebemos, tendo asseverado que a diferença entre a taxa oficial e a do mercado negro diminuiu imenso. “Porque quando assumimos o poder estava a 150% e, num período de menos de dois anos, desceu para 30%”, fez saber.

Contudo, o Marketplace Africa apurou que lidar com as diferenças cambiais não tem sido fácil para o sector empresarial e Angola enfrenta ainda desafios para se conseguir livrar da sua reputação de ser um país difícil para negócios.

José Severino, Presidente da Associação Industrial de Angola, descreveu à CNN, as repercussões a longo prazo da Doença Holandesa, a dependência excessiva de uma indústria dominante, dizendo que “a comunidade internacional deve compreender que os 40 anos de uma administração que veio da guerra… Uma educação deficiente, serviços sanitários e de saúde deficientes. Agora, é difícil melhorar”.

Por isso, crê que “continuamos a sofrer da Doença Holandesa, porque ainda somos grandes importadores”.

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