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“Não há dúvidas de que rir é o melhor remédio”, afirma Gilmário Vemba

“Não há dúvidas de que rir é o melhor remédio”, afirma Gilmário Vemba
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Andrade Lino

O humorista angolano Gilmário Vemba afirmou que “não há dúvidas de que rir é o melhor remédio”, tendo explicado que para além das feridas mais profundas, há aquelas que os medicamentos não conseguem mitigar.

O artista, que falou por ocasião da 7ª edição do programa “Meu Mundo, Meu Futuro”, organizado pela Academia BAI, na terça-feira passada, com o tema “O poder da risoterapia”, fez menção a que muitas igrejas encontram-se cheias apenas porque, ao que parece, o pastor tem a solução para os problemas.

“Muitos desses são problemas emocionais”, disse, e partilhou que ao longo da carreira humorística, vários foram os testemunhos de pessoas que passaram por momentos muito difíceis e chegaram à conclusão de que foi graças aos espectáculos e programas que conseguiram ultrapassar uma determinada depressão.

Membro do grupo Os Tuneza, Gilmário acrescentou que o riso cura as feridas internas, “deixa-nos mais tranquilos com o nosso dia-a-dia, e faz-nos entender que, por mais difícil e horrível que uma coisa pareça, tudo na vida tem um lado engraçado”.

Agarrar os problemas sociais e transformá-los em humor é dos maiores desafios a que se submeteu, porque queria crescer, contou, e então escolheu uma arte que lhe tirasse o medo de crescer, de falar com as pessoas, porque na verdade, na sua óptica, o que nos torna tímidos é o medo de falar. É assim decide fazer rir as pessoas.

Para ele, os shows de humor deveriam ser mais vistos pelas pessoas, porque quando rimos, não pensamos em mais nada, não importa quem a pessoa é, rir alivia a dor.

Questionado sobre as barreiras que enfrentou no decorrer do seu percurso artístico, o humorista sublinhou que “quando estamos a fazer a nossa trajectória, não sabemos exactamente o que podemos alcançar, quem nós podemos ser, pois aquilo que somos hoje não define absolutamente nada, principalmente quando ainda somos jovens”.

Exemplo disso é que nunca pensou que um dia fosse trabalhar numa televisão, numa rádio, ou mesmo estar como orador numa palestra, isto para dizer que a maior dificuldade de todas foi fazer com que as pessoas aceitassem a sua profissão e dessem a ela a devida importância.

“Nós, Tuneza, tivemos que construir um mercado para podermos trabalhar nele, porque o showbizz nacional não tinha o humor no seu menu. O humor angolano ficou adormecido durante muito tempo, depois da Turma cómica dos segredos. Ouvíamos os Cajocolo na rádio, mas não havia evolução. E com a guerra, não havia motivos para rir. Em 2003, criámos o grupo humorístico Os Tuneza, que faz todo sentido, porque quer dizer “voltar”, em cokwe. Para nós, era voltar a rir e a fazer rir, e a maior dificuldade que tivemos foi convencer as pessoas de que tínhamos (temos) essa capacidade”, revelou o convidado.

Além de ter que convencer as pessoas de que o grupo tinha algo bom para oferecer, Os Tuneza, acrescentou, queriam mostrar que fazendo humor é possível reunir pessoas para desenvolver o saber.

A fonte entende que em qualquer área da nossa vida queremos oportunidade dada, mas  a oportunidade tem que ser conquistada e trabalhada. “Porque as pessoas vão te dar oportunidade quando perceberem que vales a pena. Há15 anos a trabalhar com o humor, eu percebo cada vez mais isso”, realçou Gilmário Pinto Vemba.

Foi preciso convencer o músico Maya Cool, em 2003, no Ngundo, um espaço dedicado às artes, depois convencer o Pedro N´zagi, a seguir o Salú Gonçalves, posteriormente o Córeon Du, e graças a isso, relevou, todas as actuações do colectivo foram à base de convite.

“Foi o nosso trabalho que nos levou aos bocados ao Cine Karl Max, à rádio, televisão, até aos trabalhos feitos fora do país, porque mais vale não ter uma oportunidade e estar preparado do que ter uma oportunidade mas não estar preparado para ela”, apreciou.

Por seu turno, Rita Angélico, coordenadora da Formação Profissional e para Executivo da Academia BAI, em entrevista ao ONgoma News, declarou que o feedback da iniciativa, que visa oferecer palestras que promovam momentos de partilha de experiências, vivências e motivação, é positivo, tanto mais que começou com 200 pessoas e o número cresce a cada edição.  

“O Gilmário tem uma história bonita, ele e o grupo, e toda gente gosta de rir. Começaram com um sonho que se calhar ninguém acreditava, mas conseguiram provar-se capazes. Começaram pequenos e hoje são um mostro, com muito ainda para dar. Portanto, passar esta mensagem a pessoas jovens, que querem fazer coisas fora da caixa, é um dos maiores objectivos desse tipo encontro”, asseverou.

A apresentadora Mara Dalva é o rosto para a próxima edição, com o tema “Sucesso no Feminino”, avançou a organização.

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Andrade Lino

Jornalista

Estudante de Língua Portuguesa e Comunicação, amante de artes visuais, música e poesia.

O humorista angolano Gilmário Vemba afirmou que “não há dúvidas de que rir é o melhor remédio”, tendo explicado que para além das feridas mais profundas, há aquelas que os medicamentos não conseguem mitigar.

O artista, que falou por ocasião da 7ª edição do programa “Meu Mundo, Meu Futuro”, organizado pela Academia BAI, na terça-feira passada, com o tema “O poder da risoterapia”, fez menção a que muitas igrejas encontram-se cheias apenas porque, ao que parece, o pastor tem a solução para os problemas.

“Muitos desses são problemas emocionais”, disse, e partilhou que ao longo da carreira humorística, vários foram os testemunhos de pessoas que passaram por momentos muito difíceis e chegaram à conclusão de que foi graças aos espectáculos e programas que conseguiram ultrapassar uma determinada depressão.

Membro do grupo Os Tuneza, Gilmário acrescentou que o riso cura as feridas internas, “deixa-nos mais tranquilos com o nosso dia-a-dia, e faz-nos entender que, por mais difícil e horrível que uma coisa pareça, tudo na vida tem um lado engraçado”.

Agarrar os problemas sociais e transformá-los em humor é dos maiores desafios a que se submeteu, porque queria crescer, contou, e então escolheu uma arte que lhe tirasse o medo de crescer, de falar com as pessoas, porque na verdade, na sua óptica, o que nos torna tímidos é o medo de falar. É assim decide fazer rir as pessoas.

Para ele, os shows de humor deveriam ser mais vistos pelas pessoas, porque quando rimos, não pensamos em mais nada, não importa quem a pessoa é, rir alivia a dor.

Questionado sobre as barreiras que enfrentou no decorrer do seu percurso artístico, o humorista sublinhou que “quando estamos a fazer a nossa trajectória, não sabemos exactamente o que podemos alcançar, quem nós podemos ser, pois aquilo que somos hoje não define absolutamente nada, principalmente quando ainda somos jovens”.

Exemplo disso é que nunca pensou que um dia fosse trabalhar numa televisão, numa rádio, ou mesmo estar como orador numa palestra, isto para dizer que a maior dificuldade de todas foi fazer com que as pessoas aceitassem a sua profissão e dessem a ela a devida importância.

“Nós, Tuneza, tivemos que construir um mercado para podermos trabalhar nele, porque o showbizz nacional não tinha o humor no seu menu. O humor angolano ficou adormecido durante muito tempo, depois da Turma cómica dos segredos. Ouvíamos os Cajocolo na rádio, mas não havia evolução. E com a guerra, não havia motivos para rir. Em 2003, criámos o grupo humorístico Os Tuneza, que faz todo sentido, porque quer dizer “voltar”, em cokwe. Para nós, era voltar a rir e a fazer rir, e a maior dificuldade que tivemos foi convencer as pessoas de que tínhamos (temos) essa capacidade”, revelou o convidado.

Além de ter que convencer as pessoas de que o grupo tinha algo bom para oferecer, Os Tuneza, acrescentou, queriam mostrar que fazendo humor é possível reunir pessoas para desenvolver o saber.

A fonte entende que em qualquer área da nossa vida queremos oportunidade dada, mas  a oportunidade tem que ser conquistada e trabalhada. “Porque as pessoas vão te dar oportunidade quando perceberem que vales a pena. Há15 anos a trabalhar com o humor, eu percebo cada vez mais isso”, realçou Gilmário Pinto Vemba.

Foi preciso convencer o músico Maya Cool, em 2003, no Ngundo, um espaço dedicado às artes, depois convencer o Pedro N´zagi, a seguir o Salú Gonçalves, posteriormente o Córeon Du, e graças a isso, relevou, todas as actuações do colectivo foram à base de convite.

“Foi o nosso trabalho que nos levou aos bocados ao Cine Karl Max, à rádio, televisão, até aos trabalhos feitos fora do país, porque mais vale não ter uma oportunidade e estar preparado do que ter uma oportunidade mas não estar preparado para ela”, apreciou.

Por seu turno, Rita Angélico, coordenadora da Formação Profissional e para Executivo da Academia BAI, em entrevista ao ONgoma News, declarou que o feedback da iniciativa, que visa oferecer palestras que promovam momentos de partilha de experiências, vivências e motivação, é positivo, tanto mais que começou com 200 pessoas e o número cresce a cada edição.  

“O Gilmário tem uma história bonita, ele e o grupo, e toda gente gosta de rir. Começaram com um sonho que se calhar ninguém acreditava, mas conseguiram provar-se capazes. Começaram pequenos e hoje são um mostro, com muito ainda para dar. Portanto, passar esta mensagem a pessoas jovens, que querem fazer coisas fora da caixa, é um dos maiores objectivos desse tipo encontro”, asseverou.

A apresentadora Mara Dalva é o rosto para a próxima edição, com o tema “Sucesso no Feminino”, avançou a organização.

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