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“Não devemos permitir a abertura de instituições de ensino superior com a mesma facilidade com que se abrem cantinas ou lanchonetes”, afirma Frederico Cardoso

“Não devemos permitir a abertura de instituições de ensino superior com a mesma facilidade com que se abrem cantinas ou lanchonetes”, afirma Frederico Cardoso
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O ministro de Estado e Chefe da Casa Civil do Presidente da República, Frederico Cardoso, afirmou ontem que “não devemos permitir a abertura de instituições de ensino superior com a mesma facilidade com que se abrem cantinas ou lanchonetes,  pois todos nós sabemos que o ser humano alimenta-se de conhecimentos ao longo de toda a sua vida, pelo que deve ser responsabilidade de todos nós velarmos pela qualidade da educação e pelo rigor das instituições que ministram formação às novas gerações”.

O responsável, que falava ontem, na cidade de Moçâmedes, província do Namibe, durante o discurso de abertura do ano académico 2019 do Ensino Superior, que decorreu sob o lema “Reforcemos as competências dos docentes para garantia de um ensino de qualidade”, referiu que houve necessidade de se publicar a lista de universidades e institutos superiores autorizados a exercerem a sua actividade, já que nos últimos anos houve instituições que exerciam de forma ilegal.

Informou ainda que, em Angola, existem, actualmente, 24 instituições de ensino superior públicas, 55 privadas e 932 cursos. Para o presente ano académico, houve, em todo o país, um total de 154 mil vagas.

Em 2018, realçou, frequentaram o ensino superior 261.214 estudantes, e que a meta a atingir pelo Executivo, em 2022, é de 300 mil estudantes.

Por outro lado, o Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação vai criar um regulamento geral de acesso ao Ensino Superior, cuja implementação vai permitir a melhoria dos critérios de exigência mínima para a selecção isenta dos melhores candidatos, de maneira a que os estabelecimentos de ensino possam contar com estudantes com uma bagagem académica que esteja à altura dos pressupostos do ensino-aprendizagem de nível superior.

Nesse sentido, o membro do Executivo referiu que o Encontro Nacional de Acesso ao Ensino Superior, que acontece hoje, na Academia de Pescas e Ciências do Mar do Namibe, vai analisar a melhor maneira de implementar o referido regulamento, referindo que o Executivo está preocupado com a fraca qualidade dos candidatos às universidades, institutos e escolas de nível superior.

“Temos consciência de que o crescimento em quantidade, tanto no número de instituições de ensino e de vagas disponíveis, como na variedade de cursos oferecidos, não foi acompanhado da melhoria desejável na qualidade do ensino superior no país”, refere Frederico Cardoso, sublinhando que os exames de avaliação para o ingresso ao Ensino Superior e as várias entrevistas para emprego de alguns recém-formados nas instituições de ensino revelam muitas insuficiências dos potenciais candidatos.

“Trata-se de um problema sério para o país, cuja abordagem exige que busquemos as causas essenciais no ensino de base, nos níveis primário, secundário e pré-universitário, na qualidade dos professores, na qualidade da Pedagogia do ensino, bem como na consistência dos programas desses níveis de ensino”, disse.

Então, Frederico Cardoso falou, citado pelo Jornal de Angola, que deve ser dada igualmente uma especial atenção à metodologia pedagógica do ensino básico, relativamente a disciplinas nucleares como a Matemática, Física, Química, Biologia, Português e Inglês, considerando estas como áreas do conhecimento estruturantes para a melhoria da qualidade dos adolescentes e jovens que, no futuro, irão ingressar no ensino superior, e não deixou de apontar os avanços alcançados a nível do sector no país, desde a criação da Universidade Agostinho Neto, depois da Independência Nacional, em 1975, sendo que de lá para cá, refere, foram dados passos importantes na ampliação do acesso dos jovens ao ensino superior, tanto pela expansão da universidade pública dentro e fora de Luanda, como pelo surgimento de dezenas de iniciativas privadas.

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Redacção

O ministro de Estado e Chefe da Casa Civil do Presidente da República, Frederico Cardoso, afirmou ontem que “não devemos permitir a abertura de instituições de ensino superior com a mesma facilidade com que se abrem cantinas ou lanchonetes,  pois todos nós sabemos que o ser humano alimenta-se de conhecimentos ao longo de toda a sua vida, pelo que deve ser responsabilidade de todos nós velarmos pela qualidade da educação e pelo rigor das instituições que ministram formação às novas gerações”.

O responsável, que falava ontem, na cidade de Moçâmedes, província do Namibe, durante o discurso de abertura do ano académico 2019 do Ensino Superior, que decorreu sob o lema “Reforcemos as competências dos docentes para garantia de um ensino de qualidade”, referiu que houve necessidade de se publicar a lista de universidades e institutos superiores autorizados a exercerem a sua actividade, já que nos últimos anos houve instituições que exerciam de forma ilegal.

Informou ainda que, em Angola, existem, actualmente, 24 instituições de ensino superior públicas, 55 privadas e 932 cursos. Para o presente ano académico, houve, em todo o país, um total de 154 mil vagas.

Em 2018, realçou, frequentaram o ensino superior 261.214 estudantes, e que a meta a atingir pelo Executivo, em 2022, é de 300 mil estudantes.

Por outro lado, o Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação vai criar um regulamento geral de acesso ao Ensino Superior, cuja implementação vai permitir a melhoria dos critérios de exigência mínima para a selecção isenta dos melhores candidatos, de maneira a que os estabelecimentos de ensino possam contar com estudantes com uma bagagem académica que esteja à altura dos pressupostos do ensino-aprendizagem de nível superior.

Nesse sentido, o membro do Executivo referiu que o Encontro Nacional de Acesso ao Ensino Superior, que acontece hoje, na Academia de Pescas e Ciências do Mar do Namibe, vai analisar a melhor maneira de implementar o referido regulamento, referindo que o Executivo está preocupado com a fraca qualidade dos candidatos às universidades, institutos e escolas de nível superior.

“Temos consciência de que o crescimento em quantidade, tanto no número de instituições de ensino e de vagas disponíveis, como na variedade de cursos oferecidos, não foi acompanhado da melhoria desejável na qualidade do ensino superior no país”, refere Frederico Cardoso, sublinhando que os exames de avaliação para o ingresso ao Ensino Superior e as várias entrevistas para emprego de alguns recém-formados nas instituições de ensino revelam muitas insuficiências dos potenciais candidatos.

“Trata-se de um problema sério para o país, cuja abordagem exige que busquemos as causas essenciais no ensino de base, nos níveis primário, secundário e pré-universitário, na qualidade dos professores, na qualidade da Pedagogia do ensino, bem como na consistência dos programas desses níveis de ensino”, disse.

Então, Frederico Cardoso falou, citado pelo Jornal de Angola, que deve ser dada igualmente uma especial atenção à metodologia pedagógica do ensino básico, relativamente a disciplinas nucleares como a Matemática, Física, Química, Biologia, Português e Inglês, considerando estas como áreas do conhecimento estruturantes para a melhoria da qualidade dos adolescentes e jovens que, no futuro, irão ingressar no ensino superior, e não deixou de apontar os avanços alcançados a nível do sector no país, desde a criação da Universidade Agostinho Neto, depois da Independência Nacional, em 1975, sendo que de lá para cá, refere, foram dados passos importantes na ampliação do acesso dos jovens ao ensino superior, tanto pela expansão da universidade pública dentro e fora de Luanda, como pelo surgimento de dezenas de iniciativas privadas.

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