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Ministro afirma que “Angola pode reivindicar ser uma nação que fomenta a economia azul”

Ministro afirma que “Angola pode reivindicar ser uma nação que fomenta a economia azul”
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Andrade Lino

O ministro da Economia e Planeamento afirmou que Angola pode reivindicar ser uma nação que fomenta a economia azul, pois conta com mais de 1600km de costa, representando cerca de 600 mil km² da zona economia exclusiva, “quase metade do território nacional e, dessa forma, uma exploração sustentável do potencial marinho pode contribuir profundamente para a melhoria do desenvolvimento económico e bem-estar social do país”.

Mário Caetano João fez essas declarações por ocasião da IIª Conferência sobre Economia Azul, realizada pela revista Economia & Mercado e que teve lugar no dia 27 de Julho último, no hotel Epic Sana Luanda, quando acrescentou que as costas angolanas podem surgir como uma fonte prospectiva de economia azul, para expandir a exploração dos seus activos marinhos e tirar assim a atenção da pesquisa e produção de petróleo e gás para sectores como a pesca, construção e destruição de navios, produção do sal, fomento do turismo de lazer e desporto, entre outros.

O governante, que proferia o discurso de abertura do certame, disse na sua intervenção que o mundo tem sido atormentado por falta de alimento e combustível, assim como crises naturais, económicas e financeira. Portanto, uma economia azul sustentável e coordenada pode fazer face a esses desafios. “O novo paradigma de desenvolvimento emergente da economia azul tem um grande potencial para um crescimento em escala do PIB de Angola. A economia azul tem ganhado impulso entre os formuladores de políticas em todo o mundo, apercebendo-se de que os mares são uma fonte geradora de riqueza significante, estimada em cerca de 2,5 bilhões de dólares por ano, tornando-se assim na sétima maior economia do mundo”, argumentou Mário João.  

Em termos de políticas criadas para enfrentar tais desafios, o ministro fez saber que o Governo angolano integrou no Plano de Desenvolvimento Nacional 2018-2022, essencialmente no eixo nº2, dedicado ao desenvolvimento económico e sustentável, diversificado e inclusivo, na política de sustentabilidade ambiental, o Programa de Ordenamento do Espaço Marinho e Saúde do Ecossistema. Adicionalmente, “foi aprovada em Junho do corrente ano, na 6ª Sessão Ordinária do Conselho de Ministros, a Estratégia Nacional do Mar, alinhada às melhores práticas internacionalmente aceites e que mereceu uma consulta pública antes da sua aprovação, para garantir a sua inclusão e sucesso na implementação”.

De acordo com o gestor, essa nova abordagem para o mar assume uma visão holística, integrada das grandes opções e objectivos das políticas nacionais, a médio e longo prazo, até 2030, definindo 7 objectivos estratégicos que entrosam as abordagens sectoriais.

No entanto, os investimentos públicos para a implementação da economia azul são desafiantes, por uma série de factores, particularmente relacionados com recursos financeiros, que incluem a capacidade de endividamento, arrecadação de receitas fiscais e ajudas oficiais. Todavia, referiu o governante, elaborar uma estratégia de economia azul e sua consequente implementação requer acesso a financiamento de longo prazo, a preços acessíveis, “e alguns países têm conseguido com sucesso efectuar investimentos públicos a trair recursos privados nesse domínio”.

Mário Caetano João continuou que, além disso, considerando o nível de investimento necessário para atingir os objectivos da Estratégia Nacional do Mar, urge a necessidade de se encontrarem instrumentos e produtos financeiros inovadores para se efectuarem investimentos públicos e privados no domínio da economia azul, defendendo ser necessária uma mudança de paradigma no uso do financiamento disponível e acreditando que as oportunidades de alavancar recursos domésticos, combinando financiamento concepcional com outros recursos internacionais para a economia azul são promissoras.

Por outro lado, sublinhou, o investimento em infra-estruturas costeiras, com as mais diversas engenharias financeiras das instituições financeiras multilaterais, como o Banco Mundial ou Banco Africano de Desenvolvimento, isso no caso de Angola, serviria de catalisador para o investimento do sector privado em iniciativas de economia azul.

“Dois elementos são fundamentais para o acesso ao mercado de capitais para o financiamento da economia azul. O primeiro é a Estratégia do Mar, de que o país já dispõe, e o segundo são os princípios para a emissão de títulos azuis. A estratégia traz a visão e objectivos do Governo, neste segmento de negócio, enquanto os princípios promovem a integridade no mercado de títulos azuis, por meio de directrizes que recomendam a transparência, a geração e a divulgação de relatórios. Seriam assim emissões temáticas soberanas, com o objectivo de criar infra-estruturas costeiras, para permitir ao sector privado endividar-se e desenvolver a actividade económica, criando assim postos de trabalho, riqueza e tributo para os cofres do Estado”, asseverou.

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Andrade Lino

Jornalista

Estudante de Língua Portuguesa e Comunicação, amante de artes visuais, música e poesia.

O ministro da Economia e Planeamento afirmou que Angola pode reivindicar ser uma nação que fomenta a economia azul, pois conta com mais de 1600km de costa, representando cerca de 600 mil km² da zona economia exclusiva, “quase metade do território nacional e, dessa forma, uma exploração sustentável do potencial marinho pode contribuir profundamente para a melhoria do desenvolvimento económico e bem-estar social do país”.

Mário Caetano João fez essas declarações por ocasião da IIª Conferência sobre Economia Azul, realizada pela revista Economia & Mercado e que teve lugar no dia 27 de Julho último, no hotel Epic Sana Luanda, quando acrescentou que as costas angolanas podem surgir como uma fonte prospectiva de economia azul, para expandir a exploração dos seus activos marinhos e tirar assim a atenção da pesquisa e produção de petróleo e gás para sectores como a pesca, construção e destruição de navios, produção do sal, fomento do turismo de lazer e desporto, entre outros.

O governante, que proferia o discurso de abertura do certame, disse na sua intervenção que o mundo tem sido atormentado por falta de alimento e combustível, assim como crises naturais, económicas e financeira. Portanto, uma economia azul sustentável e coordenada pode fazer face a esses desafios. “O novo paradigma de desenvolvimento emergente da economia azul tem um grande potencial para um crescimento em escala do PIB de Angola. A economia azul tem ganhado impulso entre os formuladores de políticas em todo o mundo, apercebendo-se de que os mares são uma fonte geradora de riqueza significante, estimada em cerca de 2,5 bilhões de dólares por ano, tornando-se assim na sétima maior economia do mundo”, argumentou Mário João.  

Em termos de políticas criadas para enfrentar tais desafios, o ministro fez saber que o Governo angolano integrou no Plano de Desenvolvimento Nacional 2018-2022, essencialmente no eixo nº2, dedicado ao desenvolvimento económico e sustentável, diversificado e inclusivo, na política de sustentabilidade ambiental, o Programa de Ordenamento do Espaço Marinho e Saúde do Ecossistema. Adicionalmente, “foi aprovada em Junho do corrente ano, na 6ª Sessão Ordinária do Conselho de Ministros, a Estratégia Nacional do Mar, alinhada às melhores práticas internacionalmente aceites e que mereceu uma consulta pública antes da sua aprovação, para garantir a sua inclusão e sucesso na implementação”.

De acordo com o gestor, essa nova abordagem para o mar assume uma visão holística, integrada das grandes opções e objectivos das políticas nacionais, a médio e longo prazo, até 2030, definindo 7 objectivos estratégicos que entrosam as abordagens sectoriais.

No entanto, os investimentos públicos para a implementação da economia azul são desafiantes, por uma série de factores, particularmente relacionados com recursos financeiros, que incluem a capacidade de endividamento, arrecadação de receitas fiscais e ajudas oficiais. Todavia, referiu o governante, elaborar uma estratégia de economia azul e sua consequente implementação requer acesso a financiamento de longo prazo, a preços acessíveis, “e alguns países têm conseguido com sucesso efectuar investimentos públicos a trair recursos privados nesse domínio”.

Mário Caetano João continuou que, além disso, considerando o nível de investimento necessário para atingir os objectivos da Estratégia Nacional do Mar, urge a necessidade de se encontrarem instrumentos e produtos financeiros inovadores para se efectuarem investimentos públicos e privados no domínio da economia azul, defendendo ser necessária uma mudança de paradigma no uso do financiamento disponível e acreditando que as oportunidades de alavancar recursos domésticos, combinando financiamento concepcional com outros recursos internacionais para a economia azul são promissoras.

Por outro lado, sublinhou, o investimento em infra-estruturas costeiras, com as mais diversas engenharias financeiras das instituições financeiras multilaterais, como o Banco Mundial ou Banco Africano de Desenvolvimento, isso no caso de Angola, serviria de catalisador para o investimento do sector privado em iniciativas de economia azul.

“Dois elementos são fundamentais para o acesso ao mercado de capitais para o financiamento da economia azul. O primeiro é a Estratégia do Mar, de que o país já dispõe, e o segundo são os princípios para a emissão de títulos azuis. A estratégia traz a visão e objectivos do Governo, neste segmento de negócio, enquanto os princípios promovem a integridade no mercado de títulos azuis, por meio de directrizes que recomendam a transparência, a geração e a divulgação de relatórios. Seriam assim emissões temáticas soberanas, com o objectivo de criar infra-estruturas costeiras, para permitir ao sector privado endividar-se e desenvolver a actividade económica, criando assim postos de trabalho, riqueza e tributo para os cofres do Estado”, asseverou.

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