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Malanje afectada pela fome e pobreza devido ao encerramento de pequenos negócios

Malanje afectada pela fome e pobreza devido ao encerramento de pequenos negócios
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Devido ao encerramento de pequenos negócios, provocado pela pandemia da Covid-19, Cinco dos catorze municípios da província de Malanje, estão a ser afectados pela fome e a pobreza, conclui um estudo publico recentemente pela ADRA - Acção para o Desenvolvimento Rural e Ambiente.

Trata-se de uma pesquisa sobre o acesso à água, alimentação e ao registo de nascimento naquela região ao norte do país, que se cingiu nos municípios de Malanje, Cacuso, Calandula, Kiaba Nzonge e Quela, onde a pandemia da Covid-19 limitou o desenvolvimento de pequenos negócios de muitas famílias, de acordo com Carlos Cambuta, director-geral da organização.

O responsável afirma que, com a situação da pandemia causada pelo novo coronavírus, muitas famílias, naquela província, têm dificuldades em continuar os seus pequenos negócios e obter recursos financeiros a partir dos seus postos de trabalho, visto que muitos estão a ser despedidos.

Carlos Cambuta admite que a pesquisa confirma os dados publicados, recentemente, pelo Instituto Nacional de Estatística, segundo os quais 41% da população angolana vive em situação de extrema pobreza, um fenómeno que se se agrava no meio urbano e rural.

“Em termos de acesso à alimentação, a realidade varia de município para município, mas, no geral, nas localidades com características rurais, a população, na sua maioria, tem acesso à alimentação”, fez saber, tendo avançado que a diversificação diária das refeições na zona urbana de Malanje é, igualmente, uma das preocupações levantadas pelo estudo, que realça a necessidade de se trabalhar com as famílias, sobre a importância da diversificação da alimentação.

O gestor, segundo o portal de notícia RFI, disse, por exemplo, que a situação é mais complicada no município sede, porque menos de  50% das famílias inquiridas afirmaram ter acesso às três refeições diárias.

No meio urbano, continuou, as famílias inquiridas disseram ter acesso à alimentação apenas uma vez e com sorte, já que são capazes de não poderem jantar, porque têm de fazer cálculos, para ter uma refeição que permita resistir no dia a dia.

Assim,  ADRA entende que um dos grandes factores está na diferenciação entre a população do meio rural e urbana, sendo que este primeiro grupo sobrevive de lavras, ainda que estas sejam de pequena dimensão.

Para a ONG, a agricultura de subsistência nas lavras deve ser uma opção para várias famílias, com o objectivo de comaltar algumas dificuldades no acesso alimentação.

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Redacção

Devido ao encerramento de pequenos negócios, provocado pela pandemia da Covid-19, Cinco dos catorze municípios da província de Malanje, estão a ser afectados pela fome e a pobreza, conclui um estudo publico recentemente pela ADRA - Acção para o Desenvolvimento Rural e Ambiente.

Trata-se de uma pesquisa sobre o acesso à água, alimentação e ao registo de nascimento naquela região ao norte do país, que se cingiu nos municípios de Malanje, Cacuso, Calandula, Kiaba Nzonge e Quela, onde a pandemia da Covid-19 limitou o desenvolvimento de pequenos negócios de muitas famílias, de acordo com Carlos Cambuta, director-geral da organização.

O responsável afirma que, com a situação da pandemia causada pelo novo coronavírus, muitas famílias, naquela província, têm dificuldades em continuar os seus pequenos negócios e obter recursos financeiros a partir dos seus postos de trabalho, visto que muitos estão a ser despedidos.

Carlos Cambuta admite que a pesquisa confirma os dados publicados, recentemente, pelo Instituto Nacional de Estatística, segundo os quais 41% da população angolana vive em situação de extrema pobreza, um fenómeno que se se agrava no meio urbano e rural.

“Em termos de acesso à alimentação, a realidade varia de município para município, mas, no geral, nas localidades com características rurais, a população, na sua maioria, tem acesso à alimentação”, fez saber, tendo avançado que a diversificação diária das refeições na zona urbana de Malanje é, igualmente, uma das preocupações levantadas pelo estudo, que realça a necessidade de se trabalhar com as famílias, sobre a importância da diversificação da alimentação.

O gestor, segundo o portal de notícia RFI, disse, por exemplo, que a situação é mais complicada no município sede, porque menos de  50% das famílias inquiridas afirmaram ter acesso às três refeições diárias.

No meio urbano, continuou, as famílias inquiridas disseram ter acesso à alimentação apenas uma vez e com sorte, já que são capazes de não poderem jantar, porque têm de fazer cálculos, para ter uma refeição que permita resistir no dia a dia.

Assim,  ADRA entende que um dos grandes factores está na diferenciação entre a população do meio rural e urbana, sendo que este primeiro grupo sobrevive de lavras, ainda que estas sejam de pequena dimensão.

Para a ONG, a agricultura de subsistência nas lavras deve ser uma opção para várias famílias, com o objectivo de comaltar algumas dificuldades no acesso alimentação.

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