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Kwanza volta a depreciar-se face ao euro e dólar

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A moeda angolana voltou hoje às depreciações, ao perder para a europeia e norte-americana depois de, na semana passada, ter tido um comportamento misto, cotando-se nos 353,391 kwanzas/euro e 311,029 kwanzas/dólar, indica hoje o Banco Nacional de Angola.

Depois de três apreciações seguidas nos três últimos dias da semana passada, em que se transacionou na sexta-feira nos 350,520 kwanzas/euro, já relativamente distante do mínimo histórico que atingiu há cerca de duas semanas os 355,057 kwanzas/euro, a moeda angolana já se depreciou 47,53% desde Janeiro deste ano, quando valia 185,40 kwanzas/euro.

Idêntico cenário passa-se com a moeda norte-americana que, depois de, na semana passada, se ter mantido relativamente estável em torno dos 310 kwanzas/euro, está hoje cotada a 311,029 kwanzas/dólar.

Desde Janeiro, quando se situava nos 165,92 kwanzas/dólar, a moeda angolana depreciou-se 46,65%. No mercado paralelo, a moeda europeia atingiu na segunda-feira valores superiores a 470 kwanzas/euro e a norte-americana a subir para os 420 kwanzas/dólar.

Acabadas as sessões de venda trissemanais de divisas em leilão aos bancos comerciais, iniciadas a 09 de Janeiro último, o BNA está desde 01 de Novembro a proceder a operações diárias, tendo indicado hoje que, em Dezembro, pretende colocar no mercado primário 1.200 milhões de dólares (1.054 milhões de euros).

A 02 deste mês, em declarações à agência Lusa, o administrador do banco central angolano Pedro Castro e Silva, garantiu que a pressão sobre as divisas em Angola "terminou", após as medidas que geraram uma maior previsibilidade no mercado cambial e de uma melhor comunicação com os bancos comerciais.

O facto de, desde Janeiro, o kwanza ter-se depreciado significativamente ao longo do ano estava previsto no âmbito do Programa de Estabilidade Macroeconómica (PAM), que passou por uma maior liberalização da taxa de câmbio.

"Esta tarefa está cumprida e já não temos mais nenhum ajustamento a fazer", sublinhou Castro e Silva, para justificar a relativa estabilidade da moeda angolana nas últimas semanas.

Segundo o administrador do BNA, actualmente, o banco central angolano já consegue atender ao que os bancos comerciais pedem em divisas, o que tem "estabilizado" a moeda angolana, o kwanza, nas últimas semanas face sobretudo ao euro e ao dólar.

Castro e Silva disse acreditar que, nos próximos tempos, a tendência será a de Angola entrar numa fase em que a moeda nacional "vai assumir comportamentos como se veem nas outras moedas", com movimentos de depreciação, quando a procura for maior que a oferta, e de apreciação, quando suceder o contrário.

"As medidas tomadas geraram previsibilidade e uma maior comunicação com os bancos comerciais, o que acabou por gerar um efeito positivo. Os bancos hoje sabem que, se não comprarem segunda-feira, têm mais quatro sessões de leilões do BNA. Esta pressão sobre as nossas divisas terminou e o facto de o BNA estar a atender justamente àquilo que os bancos estão a procurar tem contribuído para que a taxa de câmbio se encontre mais estável", referiu.









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Redacção

A moeda angolana voltou hoje às depreciações, ao perder para a europeia e norte-americana depois de, na semana passada, ter tido um comportamento misto, cotando-se nos 353,391 kwanzas/euro e 311,029 kwanzas/dólar, indica hoje o Banco Nacional de Angola.

Depois de três apreciações seguidas nos três últimos dias da semana passada, em que se transacionou na sexta-feira nos 350,520 kwanzas/euro, já relativamente distante do mínimo histórico que atingiu há cerca de duas semanas os 355,057 kwanzas/euro, a moeda angolana já se depreciou 47,53% desde Janeiro deste ano, quando valia 185,40 kwanzas/euro.

Idêntico cenário passa-se com a moeda norte-americana que, depois de, na semana passada, se ter mantido relativamente estável em torno dos 310 kwanzas/euro, está hoje cotada a 311,029 kwanzas/dólar.

Desde Janeiro, quando se situava nos 165,92 kwanzas/dólar, a moeda angolana depreciou-se 46,65%. No mercado paralelo, a moeda europeia atingiu na segunda-feira valores superiores a 470 kwanzas/euro e a norte-americana a subir para os 420 kwanzas/dólar.

Acabadas as sessões de venda trissemanais de divisas em leilão aos bancos comerciais, iniciadas a 09 de Janeiro último, o BNA está desde 01 de Novembro a proceder a operações diárias, tendo indicado hoje que, em Dezembro, pretende colocar no mercado primário 1.200 milhões de dólares (1.054 milhões de euros).

A 02 deste mês, em declarações à agência Lusa, o administrador do banco central angolano Pedro Castro e Silva, garantiu que a pressão sobre as divisas em Angola "terminou", após as medidas que geraram uma maior previsibilidade no mercado cambial e de uma melhor comunicação com os bancos comerciais.

O facto de, desde Janeiro, o kwanza ter-se depreciado significativamente ao longo do ano estava previsto no âmbito do Programa de Estabilidade Macroeconómica (PAM), que passou por uma maior liberalização da taxa de câmbio.

"Esta tarefa está cumprida e já não temos mais nenhum ajustamento a fazer", sublinhou Castro e Silva, para justificar a relativa estabilidade da moeda angolana nas últimas semanas.

Segundo o administrador do BNA, actualmente, o banco central angolano já consegue atender ao que os bancos comerciais pedem em divisas, o que tem "estabilizado" a moeda angolana, o kwanza, nas últimas semanas face sobretudo ao euro e ao dólar.

Castro e Silva disse acreditar que, nos próximos tempos, a tendência será a de Angola entrar numa fase em que a moeda nacional "vai assumir comportamentos como se veem nas outras moedas", com movimentos de depreciação, quando a procura for maior que a oferta, e de apreciação, quando suceder o contrário.

"As medidas tomadas geraram previsibilidade e uma maior comunicação com os bancos comerciais, o que acabou por gerar um efeito positivo. Os bancos hoje sabem que, se não comprarem segunda-feira, têm mais quatro sessões de leilões do BNA. Esta pressão sobre as nossas divisas terminou e o facto de o BNA estar a atender justamente àquilo que os bancos estão a procurar tem contribuído para que a taxa de câmbio se encontre mais estável", referiu.









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