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Kuzunga. Por um empreendedorismo inclusivo

Kuzunga. Por um empreendedorismo inclusivo
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Andrade Lino

O grupo Global Shapers Luanda, jovens que pretendem transformar a cidade com projectos colaborativos, realizou nesta terça-feira, no Centro Integrado de Formação Tecnológica (Cinfotec) do Rangel, a primeira edição do Kuzunga, um evento que visa estimular o empreendedorismo inclusivo através da partilha de conhecimento, em prol do sector informal.

De acordo com Suzana Amões, líder do grupo, quem defende que para haver um empreendedorismo realmente inclusivo têm que se eliminar as barreiras, não se trata apenas de um projecto, mas de um movimento, criado com o objectivo de celebrar e reconhecer o valor do sector informal e partilhar conhecimento com jovens e senhoras que participam na actividade.

Suzana Amões, líder da Global Shapers Luanda

“Kuzunga” é uma expressão kimbundo, que significa “circular”, “rodear” ou “girar”. É neste sentido que o encontro teve como especiais convidadas as zungueiras, onde a importância da educação financeira e o acesso à banca foram uns dos principais temas levados à conversa, por especialistas como Márcia Coelho, criadora da marca Kamba Rico (Educação Financeira e Finanças Pessoais), e Lúcia Stanilas, embaixadora para Angola da WED (Woman Entrepreneurship Day), uma organização endossada pela ONU.

Márcia Coelho
Lúcia Stanilas

Quanto à participação e apoio de instituições bancárias como o Banco Postal, BNI, Millennium-Atlântico e outros, Suzana Amões explicou que as zungueiras também precisam de ter acesso aos produtos bancários, e os bancos têm que se aproximar delas.

“Um balcão de um banco, no seu formato tradicional, não é o ideal para uma zungueira. Houve cá zungueiras a dizer que nunca tiveram oportunidade de abrir uma conta bancária, não por falta de bancos, mas porque os seus serviços não se adequam, e a nossa visão é trazer os serviços para elas, soluções, num ambiente descontraído e de forma simples, para que possam aderir aos produtos”, esclareceu.

Falando ao ONgoma News, a responsável, questionada sobre os próximos destinos do evento, afirmou que O Cinfotec é um lugar estratégico, porque fica perto de certos mercados informais e é também um espaço que dá as zungueiras um pouco dignidade. Assim sendo, dependendo do apoio, em termos de parceria, o grupo pretende replicar o evento mais vezes. “Por um lado, as zungueiras aprendem um pouco mais, por outro, os bancos também ganham mais clientes”, disse.

Uma vez que a questão que mais preocupa os vendedores informais nesta altura são os “caminhos” da Operação Resgate, sobre o assunto, a “shaper” disse entender o objectivo do Governo, “mas as soluções devem ser pensadas de um modo mais abrangente. Olhar-se até para as coisas mínimas e criar algo sustentável, o que ela não é. Devem-se criar soluções que ataquem o problema e não sirvam apenas de um adesivo”.

Entretanto, acredita que se houver mais pessoas a pensar na mesma óptica, a necessidade das zungueiras, o Kuzunga terá mais impacto.

Suzana Amões é ainda co-fundadora da Zunga Smart, uma plataforma móvel, que permitirá ao vendedor informal conectar-se directamente com o consumidor, sem ter que estar na rua.

Ao apresentar o projecto, disse que a segunda parte do aplicativo é dar oportunidade às senhoras de poderem sonhar. “Penso que todos nós queremos oportunidades. Não acho que a zunga seja escolha delas, a única coisa que querem fazer. Se começarmos a olhar para as suas capacidades, podemos encontrar dentre elas costureiras ou mais. A intenção é também dar-lhes essa oportunidade, de estarem ligadas ao mercado do tipo de serviço que podem prestar”, partilhou.

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Andrade Lino

Jornalista

Estudante de Língua Portuguesa e Comunicação, amante de artes visuais, música e poesia.

O grupo Global Shapers Luanda, jovens que pretendem transformar a cidade com projectos colaborativos, realizou nesta terça-feira, no Centro Integrado de Formação Tecnológica (Cinfotec) do Rangel, a primeira edição do Kuzunga, um evento que visa estimular o empreendedorismo inclusivo através da partilha de conhecimento, em prol do sector informal.

De acordo com Suzana Amões, líder do grupo, quem defende que para haver um empreendedorismo realmente inclusivo têm que se eliminar as barreiras, não se trata apenas de um projecto, mas de um movimento, criado com o objectivo de celebrar e reconhecer o valor do sector informal e partilhar conhecimento com jovens e senhoras que participam na actividade.

Suzana Amões, líder da Global Shapers Luanda

“Kuzunga” é uma expressão kimbundo, que significa “circular”, “rodear” ou “girar”. É neste sentido que o encontro teve como especiais convidadas as zungueiras, onde a importância da educação financeira e o acesso à banca foram uns dos principais temas levados à conversa, por especialistas como Márcia Coelho, criadora da marca Kamba Rico (Educação Financeira e Finanças Pessoais), e Lúcia Stanilas, embaixadora para Angola da WED (Woman Entrepreneurship Day), uma organização endossada pela ONU.

Márcia Coelho
Lúcia Stanilas

Quanto à participação e apoio de instituições bancárias como o Banco Postal, BNI, Millennium-Atlântico e outros, Suzana Amões explicou que as zungueiras também precisam de ter acesso aos produtos bancários, e os bancos têm que se aproximar delas.

“Um balcão de um banco, no seu formato tradicional, não é o ideal para uma zungueira. Houve cá zungueiras a dizer que nunca tiveram oportunidade de abrir uma conta bancária, não por falta de bancos, mas porque os seus serviços não se adequam, e a nossa visão é trazer os serviços para elas, soluções, num ambiente descontraído e de forma simples, para que possam aderir aos produtos”, esclareceu.

Falando ao ONgoma News, a responsável, questionada sobre os próximos destinos do evento, afirmou que O Cinfotec é um lugar estratégico, porque fica perto de certos mercados informais e é também um espaço que dá as zungueiras um pouco dignidade. Assim sendo, dependendo do apoio, em termos de parceria, o grupo pretende replicar o evento mais vezes. “Por um lado, as zungueiras aprendem um pouco mais, por outro, os bancos também ganham mais clientes”, disse.

Uma vez que a questão que mais preocupa os vendedores informais nesta altura são os “caminhos” da Operação Resgate, sobre o assunto, a “shaper” disse entender o objectivo do Governo, “mas as soluções devem ser pensadas de um modo mais abrangente. Olhar-se até para as coisas mínimas e criar algo sustentável, o que ela não é. Devem-se criar soluções que ataquem o problema e não sirvam apenas de um adesivo”.

Entretanto, acredita que se houver mais pessoas a pensar na mesma óptica, a necessidade das zungueiras, o Kuzunga terá mais impacto.

Suzana Amões é ainda co-fundadora da Zunga Smart, uma plataforma móvel, que permitirá ao vendedor informal conectar-se directamente com o consumidor, sem ter que estar na rua.

Ao apresentar o projecto, disse que a segunda parte do aplicativo é dar oportunidade às senhoras de poderem sonhar. “Penso que todos nós queremos oportunidades. Não acho que a zunga seja escolha delas, a única coisa que querem fazer. Se começarmos a olhar para as suas capacidades, podemos encontrar dentre elas costureiras ou mais. A intenção é também dar-lhes essa oportunidade, de estarem ligadas ao mercado do tipo de serviço que podem prestar”, partilhou.

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