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Kamy Lara vence na 3ª posição do Prémio Adiaha

Kamy Lara vence na 3ª posição do Prémio Adiaha
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A realizadora angolana Kamy Lara, com o documentário “Para lá dos meus passos”, ficou na 3ª posição do Prémio Adiaha, que reconhece o melhor filme realizado por uma Mulher Africana, na 22ª edição do Encounters - Festival Internacional de Documentários da Africa do Sul 2020, cujos vencedores foram anunciados no passado dia 30 de Agosto.

Produzido pela GERAÇÃO 80, em parceria com a Companhia de Dança Contemporânea de Angola - CDCA, o documentário  realizado por Kamy Lara e produzido e co-realizado por Paula Agostinho usa o espetáculo como ponto de partida para acompanhar a reflexão dos bailarinos sobre os temas explorados ao longo da peça: as suas origens, as suas tradições, a perda de identidade e a construção de uma nova, imposta pelo tempo e pela mudança de uma zona rural para uma Luanda urbana. Uma história semelhante para tantos angolanos e angolanas, recorde-se.

Durante a criação da peça (Des)Construção da coreógrafa Mónica Anapaz para a temporada de 2017 da Companhia de Dança Contemporânea de Angola, cinco bailarinos exploram os conceitos de tradição, cultura, memória, identidade, questionando a transformação e a desconstrução destes temas nas suas próprias vidas.

A maioria deles - provenientes de outras províncias do país - traz consigo memórias e tradições ao se mudar para a movimentada, errática e frenética realidade da capital, lembra o comunicado enviado ao ONgoma News, que continua que, em prol de uma integração, surge a necessidade da abdicação parcial “do que somos e a necessidade de criação de uma nova identidade, reflectindo sobre o que de original permanece em nós, ao longo dos diferentes caminhos de vida que vamos traçando”.

Entretanto, na 1ª posição, do prémio é uma iniciativa da Fundação Ladima, em parceria com o festival, e tem como objectivo reconhecer e incentivar mulheres africanas a contarem a suas histórias através do documentário, ficou a etíope Tamara Mariam, com o documentário “Finding Sally” e, em 2º lugar, a sul africana Sara Christina Ferreira de Gouveia, realizadora de 'Mother to Mother’.

Kamy Lara nasce na década de 80, com uma Angola já independente. Foi em Luanda onde passou a sua infância e adolescência. Aos 18 anos muda-se para Lisboa para frequentar o Curso Superior de Audiovisual e Multimédia com uma especialização em Câmara e Iluminação.

Assume em 2010 a função de assistente de câmara na longa-metragem “A Espada e a Rosa” de João Nicolau, bem como na série francesa “Maison Close” de Mabrouk El Mechri.

Em 2010 regressa a Angola e integra a Geração 80 no projecto “Angola - Nos Trilhos da Independência”, que resulta no lançamento do documentário Independência em 2015, desempenhando as funções de Directora de Fotografia, Assistente de Realização e membro da equipa de edição.

Ainda em 2010 realiza e edita os vídeos do espetáculo “O Homem Que Chorava Sumo de Tomate”, pela Companhia de Dança Contemporânea de Angola e coreografado por Ana Clara Guerra Marques. Na Geração 80, trabalha como editora no documentário “Triângulo” (2013), editora e assistente de realização no documentário “Do Outro Lado do Mundo” (2016), de Rui Sérgio Afonso, e na curta-metragem de ficção “Havemos de Voltar” (2017), de Kiluange Kia Henda.

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Andrade Lino

Jornalista

Estudante de Língua Portuguesa e Comunicação, amante de artes visuais, música e poesia.

A realizadora angolana Kamy Lara, com o documentário “Para lá dos meus passos”, ficou na 3ª posição do Prémio Adiaha, que reconhece o melhor filme realizado por uma Mulher Africana, na 22ª edição do Encounters - Festival Internacional de Documentários da Africa do Sul 2020, cujos vencedores foram anunciados no passado dia 30 de Agosto.

Produzido pela GERAÇÃO 80, em parceria com a Companhia de Dança Contemporânea de Angola - CDCA, o documentário  realizado por Kamy Lara e produzido e co-realizado por Paula Agostinho usa o espetáculo como ponto de partida para acompanhar a reflexão dos bailarinos sobre os temas explorados ao longo da peça: as suas origens, as suas tradições, a perda de identidade e a construção de uma nova, imposta pelo tempo e pela mudança de uma zona rural para uma Luanda urbana. Uma história semelhante para tantos angolanos e angolanas, recorde-se.

Durante a criação da peça (Des)Construção da coreógrafa Mónica Anapaz para a temporada de 2017 da Companhia de Dança Contemporânea de Angola, cinco bailarinos exploram os conceitos de tradição, cultura, memória, identidade, questionando a transformação e a desconstrução destes temas nas suas próprias vidas.

A maioria deles - provenientes de outras províncias do país - traz consigo memórias e tradições ao se mudar para a movimentada, errática e frenética realidade da capital, lembra o comunicado enviado ao ONgoma News, que continua que, em prol de uma integração, surge a necessidade da abdicação parcial “do que somos e a necessidade de criação de uma nova identidade, reflectindo sobre o que de original permanece em nós, ao longo dos diferentes caminhos de vida que vamos traçando”.

Entretanto, na 1ª posição, do prémio é uma iniciativa da Fundação Ladima, em parceria com o festival, e tem como objectivo reconhecer e incentivar mulheres africanas a contarem a suas histórias através do documentário, ficou a etíope Tamara Mariam, com o documentário “Finding Sally” e, em 2º lugar, a sul africana Sara Christina Ferreira de Gouveia, realizadora de 'Mother to Mother’.

Kamy Lara nasce na década de 80, com uma Angola já independente. Foi em Luanda onde passou a sua infância e adolescência. Aos 18 anos muda-se para Lisboa para frequentar o Curso Superior de Audiovisual e Multimédia com uma especialização em Câmara e Iluminação.

Assume em 2010 a função de assistente de câmara na longa-metragem “A Espada e a Rosa” de João Nicolau, bem como na série francesa “Maison Close” de Mabrouk El Mechri.

Em 2010 regressa a Angola e integra a Geração 80 no projecto “Angola - Nos Trilhos da Independência”, que resulta no lançamento do documentário Independência em 2015, desempenhando as funções de Directora de Fotografia, Assistente de Realização e membro da equipa de edição.

Ainda em 2010 realiza e edita os vídeos do espetáculo “O Homem Que Chorava Sumo de Tomate”, pela Companhia de Dança Contemporânea de Angola e coreografado por Ana Clara Guerra Marques. Na Geração 80, trabalha como editora no documentário “Triângulo” (2013), editora e assistente de realização no documentário “Do Outro Lado do Mundo” (2016), de Rui Sérgio Afonso, e na curta-metragem de ficção “Havemos de Voltar” (2017), de Kiluange Kia Henda.

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