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João Lourenço: o discurso, as promessas e a hora de pôr as mãos na massa

João Lourenço: o discurso, as promessas e a hora de pôr as mãos na massa
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O novo Presidente da República de Angola, João Lourenço, garantiu, na terça-feira, no seu discurso de investidura, que será o presidente de todos os angolanos, bem como vai trabalhar para o melhoramento das condições de vida de toda a população.

“Irei trabalhar na melhoria das condições de vida e bem-estar de todo nosso povo, para corresponder à grande expectativa criada em torno da minha eleição e a confiança renovada no MPLA”, disse João Lourenço perante milhares de pessoas que assistiram igualmente à despedida de José Eduardo dos Santos, após 38 anos no poder.

No primeiro discurso à nação, enquanto Chefe de Estado angolano, João Manuel Gonçalves Lourenço assegurou que a população é a razão de ser do compromisso que acabou de assumir.

“As angolanas e os angolanos são a razão da minha presença aqui e que justificam a minha pretensão de assumir, a partir de hoje, em seu benefício, a presidência da República de Angola”, assegurou.

João Lourenço prometeu, igualmente, fazer uma importante frente de luta contra a corrupção, ressaltando que  "a corrupção e a impunidade têm um impacto negativo directo na capacidade do Estado e dos seus agentes executarem qualquer programa de governação. Exorto por isso todo o nosso povo a trabalhar em conjunto para estripar esse mal que ameaça seriamente os alicerces da nossa sociedade", afirmou.

Neste novo círculo político que se inicia legitimado nas urnas, avançou João Lourenço, “a Constituição será a nossa bússola de orientação e as leis o nosso critério de decisão”, sublinhando então que  “a construção da democracia deve fazer-se todos os dias”, sendo que  “fazê-la não compete apenas aos órgãos do poder do Estado”, uma vez que “ela é o projecto de toda a sociedade e de todos. Vamos por isso construir alianças e trabalhar em conjunto para podermos ultrapassar eventuais  contradições e engrandecer assim o nosso país”, apelou.

A hora de pôr as mãos na massa

No seu discurso de investidura, o Presidente da República, João Lourenço, assumiu o compromisso de executar as promessas eleitorais com políticas públicas que vão ao encontro dos anseios dos cidadãos uma governação inclusiva. “Procurarei marcar este mandato por uma atitude responsável perante os problemas da nação”, disse, acrescentando também que “é importante que quem quer que venha exercer funções no executivo se preocupe com esta missão. O interesse nacional deve estar acima dos interessas particulares ou de grupos para que permaneça a defesa do bem comum”, realçou.

Entretanto, para começar a pôr a mão na massa, João Lourenço deu inicio, ontem, às nomeações para cargos na Presidência da República, tendo indicado os membros do seu Gabinete de Trabalho, que vai ser liderado  pelo antigo Ministro de Estado e Chefe da Casa Civil do Presidente da República, Edeltrudes da Costa, no cargo de ministro e director do seu Gabinete.

Segundo um comunicado enviado à imprensa pela Presidência da República, Félix de Jesus Cala, ex-secretário-geral do Ministério da Administração do Território, é indicado para o cargo de secretário-geral da Presidência da República e Edson Barreto para o cargo de director do Gabinete de Quadros do Presidente da República.

Marcy Cláudio Lopes, até aqui no gabinete para os partidos políticos do Tribunal Constitucional, é o novo secretário para os Assuntos Políticos, Constitucionais e Parlamentares do Presidente da República.

Victor Lima, diplomata de carreira, vai ser o novo secretário para os Assuntos Diplomáticos de Cooperação Internacional do Presidente da República e Itiandro Simões vai ocupar o cargo de secretário para os Assuntos Judiciais e Jurídicos do Presidente da República.

O jornalista Luís Fernando vai ocupar o lugar de secretário para os Assuntos de Comunicação Institucional e de Imprensa do Presidente da República  ao passo que Flávio Saraiva de Carvalho da Fonseca está indicado para o cargo de secretário para os Assuntos Regionais e Locais do Presidente da República.

Recorde-se que, ainda no seu discurso de investidura, o Presidente da República de Angola reforçou a necessidade de serem criados “espaços públicos de debates e troca de opiniões, bem como criação  de meios eficazes  e céleres para se exigir o respeito pelos direitos e para garantir a participação plena dos cidadãos e resolução dos problemas da comunidade em que estão inseridos”.

Para João Lourenço, a reforma do Estado entra igualmente nas prioridades do novo Governo angolano, para “permitir o desenvolvimento harmonioso sustentável do território e das comunidades, prevendo a descentralização de poderes, a implementação gradual das autarquias e a municipalização dos serviços em geral", assegurou perante distintas figuras nacionais e internacionais.

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Pedro Kididi

Jornalista

O novo Presidente da República de Angola, João Lourenço, garantiu, na terça-feira, no seu discurso de investidura, que será o presidente de todos os angolanos, bem como vai trabalhar para o melhoramento das condições de vida de toda a população.

“Irei trabalhar na melhoria das condições de vida e bem-estar de todo nosso povo, para corresponder à grande expectativa criada em torno da minha eleição e a confiança renovada no MPLA”, disse João Lourenço perante milhares de pessoas que assistiram igualmente à despedida de José Eduardo dos Santos, após 38 anos no poder.

No primeiro discurso à nação, enquanto Chefe de Estado angolano, João Manuel Gonçalves Lourenço assegurou que a população é a razão de ser do compromisso que acabou de assumir.

“As angolanas e os angolanos são a razão da minha presença aqui e que justificam a minha pretensão de assumir, a partir de hoje, em seu benefício, a presidência da República de Angola”, assegurou.

João Lourenço prometeu, igualmente, fazer uma importante frente de luta contra a corrupção, ressaltando que  "a corrupção e a impunidade têm um impacto negativo directo na capacidade do Estado e dos seus agentes executarem qualquer programa de governação. Exorto por isso todo o nosso povo a trabalhar em conjunto para estripar esse mal que ameaça seriamente os alicerces da nossa sociedade", afirmou.

Neste novo círculo político que se inicia legitimado nas urnas, avançou João Lourenço, “a Constituição será a nossa bússola de orientação e as leis o nosso critério de decisão”, sublinhando então que  “a construção da democracia deve fazer-se todos os dias”, sendo que  “fazê-la não compete apenas aos órgãos do poder do Estado”, uma vez que “ela é o projecto de toda a sociedade e de todos. Vamos por isso construir alianças e trabalhar em conjunto para podermos ultrapassar eventuais  contradições e engrandecer assim o nosso país”, apelou.

A hora de pôr as mãos na massa

No seu discurso de investidura, o Presidente da República, João Lourenço, assumiu o compromisso de executar as promessas eleitorais com políticas públicas que vão ao encontro dos anseios dos cidadãos uma governação inclusiva. “Procurarei marcar este mandato por uma atitude responsável perante os problemas da nação”, disse, acrescentando também que “é importante que quem quer que venha exercer funções no executivo se preocupe com esta missão. O interesse nacional deve estar acima dos interessas particulares ou de grupos para que permaneça a defesa do bem comum”, realçou.

Entretanto, para começar a pôr a mão na massa, João Lourenço deu inicio, ontem, às nomeações para cargos na Presidência da República, tendo indicado os membros do seu Gabinete de Trabalho, que vai ser liderado  pelo antigo Ministro de Estado e Chefe da Casa Civil do Presidente da República, Edeltrudes da Costa, no cargo de ministro e director do seu Gabinete.

Segundo um comunicado enviado à imprensa pela Presidência da República, Félix de Jesus Cala, ex-secretário-geral do Ministério da Administração do Território, é indicado para o cargo de secretário-geral da Presidência da República e Edson Barreto para o cargo de director do Gabinete de Quadros do Presidente da República.

Marcy Cláudio Lopes, até aqui no gabinete para os partidos políticos do Tribunal Constitucional, é o novo secretário para os Assuntos Políticos, Constitucionais e Parlamentares do Presidente da República.

Victor Lima, diplomata de carreira, vai ser o novo secretário para os Assuntos Diplomáticos de Cooperação Internacional do Presidente da República e Itiandro Simões vai ocupar o cargo de secretário para os Assuntos Judiciais e Jurídicos do Presidente da República.

O jornalista Luís Fernando vai ocupar o lugar de secretário para os Assuntos de Comunicação Institucional e de Imprensa do Presidente da República  ao passo que Flávio Saraiva de Carvalho da Fonseca está indicado para o cargo de secretário para os Assuntos Regionais e Locais do Presidente da República.

Recorde-se que, ainda no seu discurso de investidura, o Presidente da República de Angola reforçou a necessidade de serem criados “espaços públicos de debates e troca de opiniões, bem como criação  de meios eficazes  e céleres para se exigir o respeito pelos direitos e para garantir a participação plena dos cidadãos e resolução dos problemas da comunidade em que estão inseridos”.

Para João Lourenço, a reforma do Estado entra igualmente nas prioridades do novo Governo angolano, para “permitir o desenvolvimento harmonioso sustentável do território e das comunidades, prevendo a descentralização de poderes, a implementação gradual das autarquias e a municipalização dos serviços em geral", assegurou perante distintas figuras nacionais e internacionais.

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