Entrevista

Israel Campos: “Os pais dão ferramentas aos filhos que nem eles próprios dominam”

Israel Campos: “Os pais dão ferramentas aos filhos que nem eles próprios dominam”
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Andrade Lino

Aos 17 anos de idade, Israel Campos é jornalista, escritor, pintor e presidente da Associação de Estudantes da Escola São José de Cluny. O apresentador do programa infantil “Kaluanda Pió” defende maior interacção entre os filhos e os pais, sendo que os tutores devem ter um maior controlo das crianças em tenra idade por ser uma fase em que elas desenvolvem a sua personalidade. Conheça o futuro Engenheiro Ambiental que há quatro anos apresenta o programa “Kaluanda Pió” na Rádio Luanda.

Como é que chegaste à Rádio?

Fui parar a rádio por intermédio de um convite do Joaquim Freita, “Tio Kim”, em 2014, então realizador do Kaluanda Pió. Na altura fui ao programa falar de artes e literatura infantil, porque eu sempre tive muito gosto pelas artes e também pelos livros. Daí o “Tio Kim” gostou de me ouvir falar e formulou o convite para periodicamente ir visitar o programa e as instalações da Rádio Nacional Angola. Mas  fui ficando e acabei sendo o locutor.

E qual é a experiência de apresentar um programa dirigido às crianças?

Ser apresentador do Kaluanda Pió é uma grande responsabilidade. Primeiro por se tratar de um dos programas mais antigo da estação - o Kaluanda Pió fará neste 30 anos de existência em 2017. Portanto, a responsabilidade torna-se acrescida. Por outro lado, é uma função de peso pelo facto de termos um público-alvo infantil, logo há necessidade de revermos os conteúdos e a forma como vamos transmisti-los, porque com às crianças, ou educamos ou deformamos.

Conta-nos como é o teu dia-a-dia

O meu dia-a-dia é muito agitado porque vou assumindo algumas responsabilidades que o tornam assim. Eu sou presidente da Associação dos estudantes da Escola São José de Cluny nesse ano, além de fazer o Kaluanda Pió, aos sábados e domingos. Durante a semana vou fazendo algumas reportagens para a Rádio Luanda e para o Canal A da RNA. Vivo numa agitação e quase nunca estou parado. Acordo às 5h30 e saio muito cedo de casa e volto muito tarde, tudo porque as actividade são no centro da cidade e eu resido em Talatona.

Eu tenho a felicidade de ter pessoas que me acompanham e com muita frequência vão-me mostrando o caminho certo e o errado. À medida que interiorizo o certo penso estar a conseguir filtrar bem as coisas e fazer o uso adequado das redes sociais. 

Quais são as tuas influências na área da comunicação?

Tenho muitas influências, em particular do meu pai, Graça Campos, e sempre vivi nesse meio. Admiro um grupo selecto de jornalistas pelo simples facto de estarem dispostos a passarem todo seu conhecimento a nós jovens que estamos na classe. Recebemos muitas críticas por não sabermos ler, escrever, articular as ideias, mas poucos são aqueles que estão dispostos a inverter esse quadro, daí que pessoas como Carla Castro, Mara D´alva, Salú Gonçalves, Mateus Cristovão, Amilcar Xavier, Maria Luísa Rogério, Ismael Mateus, Jorge Madeira e a Carla Pena fazem muito bem o seu papel em prol dos novos jornalistas.

Mas que área pretendes formar-te?

Pretendo ser engenheiro Ambiental, mas estarei sempre inserido na Comunicação Social, pois é algo de que não quero me distanciar. Mas actualmente estou a frequentar o décimo segundo ano em Ciências Físicas e Biologicas.

Como engenheiro ambiental, que contributo pretendes dar à sociedade angolana?

Uma das maiores preocupações das grande sociedades é a gestão e reaproveitamento do lixo. Em Angola temos um grande défice nesta área, embora já tenhamos tido algumas iniciativas de pequenos grupos, o que não foi suficiente. Tenho a intenção de inserir no país um programa de reciclagem de lixo. Por exemplo, a correcta divisão do lixo, diferenciando o reciclável e o dispensável, além do cuidado com a nossa fauna e flora -  muito rica e bonita - que precisa de técnicos e pesquisadores nacionais para estudarem-na de modo a ser bem preservada e para que possamos perpetuar alguns recursos para as gerações vindouras.

O meu dia-a-dia é muito agitado porque vou assumindo algumas responsabilidades que o tornam assim. 

Hoje as crianças ainda ouvem o programa Kaluanda Pió?

Partimos do pressuposto de que as crianças são mais apegadas à televisão do que à rádio. Isso é uma realidade que não podemos ignorar porque é incortornável. As crianças gostam mais de imagens e divertem-se bastente, mas nós, Kaluanda Pió, por constituirmos uma marca no mercado, temos sim a felicidade de existirem muitos pais que ouviam o programa quando crianças e hoje incentivam os filhos a ouvirem também. Temos muitos casos de pais que fazem o esforço de terem os filhos como ouvintes assíduos e desta forma algumas crianças gostam e têm interesse nas abordagem que fazemos no programa e isso deixa-nos felizes.

És muito abordado na rua e noutros espaços que frequentas?

Nos dois primeiros anos muito dificilmente eu era interpelado por alguém pelo facto de trabalhar na rádio, mas nos dois últimos anos tenho tido alguma exposição por intermédio da televisão. Tenho sido convidado a algums programas, e como consequência as pessoas vão descobrindo a minha imagem. Geralmente as pessoas felicitam-me pelo trabalho que tenho feito e incetivam a continuar. Sinto-me muito lisonjeado por isso.

Como é que driblas as influências negativas das redes sociais?

Eu tenho a felicidade de ter pessoas que me acompanham e com muita frequência vão-me mostrando o caminho certo e o errado. À medida que interiorizo o certo penso estar a conseguir filtrar bem as coisas e fazer o uso adequado das redes sociais. É importante que tenhamos consciência de algumas coisas para que possamos estar inseridos em alguns meios. Eu defendo que existam idades específicas para que as pessoas possam aderir a certos meios sociais e, no caso das redes sociais, não acho, por exemplo, que uma criança de 12 ou 13 anos de idade tenha o discernimento necessário para lidar com os conteúdos impróprios que lá estão expostos. Porque nós quando vamos manusear as redes sociais temos que ter consciência de que estamos expostos a tudo. Se não tivermos a capacidade de filtrar aquilo que é positivo e negativo, facilmente seremos mal influenciados.

Eu sou apologista de que a criança desenvolve as suas atitudes com base naquilo que vê e vive. Portanto, ela é  reflexo daquilo que lhe é dado a ver.  

Até que ponto os pais devem controlar a vida dos filhos nas redes sociais?

Os pais devem saber o que o filho fala e com quem, não integralmente, mas de forma taxativa os pais devem saber o que norteia as conversas dos filhos nas redes sociais. Porque o grande problema é os pais dão ferramentas aos filhos que nem eles próprios dominam. Assim sendo, não conseguem controlar os filhos que usam o WhatsApp se não sabem dominar o aplicativo, daí ser importante que antes de os pais cederem essas ferramentas eles próprios tenham o domínio das mesmas. É importante sim que os pais saibam com quem os filhos falam e sobre o quê.

Como classificas a literatura infantil angolana?

Atribuo uma nota positiva à literatura infantil angolana porque temos muitos escritores infantis, embora o importante não seja só a quantidade, mas também qualidade, que é garantida por escritores mais experientes, como é o caso de Gabriela Antunes, que já se foi, e outros que ainda estão connosco e que sempre escreveram muito bem e tiveram a preocupação de, através das suas histórias, passar mensagens muito positivas à nova geração.

Na tua opinião, o que é que  está na base do baixo índice de leitura por parte de crianças e adolescentes?

Deve-se ao facto de não serem acostumadas a terem o livro como um parceiro. As crianças vão reproduzindo as acções dos adultos com os quais mais têm contacto. Assim sendo, se os pais têm hábito de leitura, mais facilmente a criança terá gosto pelos livros e pela leitura, mas se os pais estiverem com mais frenquência agarrados aos telemóveis e computadores, é mais fácil que a criança se volte a este mundo. Eu sou apologista de que a criança desenvolve as suas atitudes com base naquilo que vê e vive. Portanto, ela é  reflexo daquilo que lhe é dado a ver.  

O factor imitação/reflexo aplica-se ao comportamento desviante dos adolescente?

É uma questão multifactorial, mas o imediatismo e a vontade de querer crescer muito rápido são algumas das causas dos comportamentos desviantes. Agora há muita pressa de se ser, de se ter, de se chegar até la. O consumo excessivo de bebidas alcoólicas - diga-se de passagem - no seio familiar tem grande influência na conduta que o jovem vai adoptar na sociedade.

Perfil

Nome: Israel Arcelho Marques da Graça Campos.

Local de Nascimento: Netilo Soares, Luanda

Signo: Peixe

Cidade Preferida: Rio de Janeiro (Brasil)

Momento de maior alegria: A primeira vez que um trabalho meu passou no jornal principal da RNA.

Livro Preferido: “Um retrato Íntimo de Nelson Mandela”, de John Carlin; “Cidades de Papel”, de John Green; “O Cidadão Ismael”, de Ismael Mateus.

O que sempre sonhou ser? Quero ser um cidadão que contribua na edificação de uma Angola melhor, quer seja jornalista, engenheiro ambiental, pintor ou escritor.

Pessoa que mais admira: José Alberto Mujica Cordano “Pepe Mujica”, antigo presidente do Uruguai.

Lição mais importante que a vida lhe ensinou: Nunca devemos baixar a cabeça diante de um problema.

O que há na tua Playlist?: Djavan, Irmão Almeidas e Filipe Mukenga.

Sugestões de filmes: “Invictus”, elenco com Morgan Freeman, Matt Damon, Tony Kgoroge e Julian Lewis Jones.

 

 

Destaque

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Joaquim Dala

Aos 17 anos de idade, Israel Campos é jornalista, escritor, pintor e presidente da Associação de Estudantes da Escola São José de Cluny. O apresentador do programa infantil “Kaluanda Pió” defende maior interacção entre os filhos e os pais, sendo que os tutores devem ter um maior controlo das crianças em tenra idade por ser uma fase em que elas desenvolvem a sua personalidade. Conheça o futuro Engenheiro Ambiental que há quatro anos apresenta o programa “Kaluanda Pió” na Rádio Luanda.

Como é que chegaste à Rádio?

Fui parar a rádio por intermédio de um convite do Joaquim Freita, “Tio Kim”, em 2014, então realizador do Kaluanda Pió. Na altura fui ao programa falar de artes e literatura infantil, porque eu sempre tive muito gosto pelas artes e também pelos livros. Daí o “Tio Kim” gostou de me ouvir falar e formulou o convite para periodicamente ir visitar o programa e as instalações da Rádio Nacional Angola. Mas  fui ficando e acabei sendo o locutor.

E qual é a experiência de apresentar um programa dirigido às crianças?

Ser apresentador do Kaluanda Pió é uma grande responsabilidade. Primeiro por se tratar de um dos programas mais antigo da estação - o Kaluanda Pió fará neste 30 anos de existência em 2017. Portanto, a responsabilidade torna-se acrescida. Por outro lado, é uma função de peso pelo facto de termos um público-alvo infantil, logo há necessidade de revermos os conteúdos e a forma como vamos transmisti-los, porque com às crianças, ou educamos ou deformamos.

Conta-nos como é o teu dia-a-dia

O meu dia-a-dia é muito agitado porque vou assumindo algumas responsabilidades que o tornam assim. Eu sou presidente da Associação dos estudantes da Escola São José de Cluny nesse ano, além de fazer o Kaluanda Pió, aos sábados e domingos. Durante a semana vou fazendo algumas reportagens para a Rádio Luanda e para o Canal A da RNA. Vivo numa agitação e quase nunca estou parado. Acordo às 5h30 e saio muito cedo de casa e volto muito tarde, tudo porque as actividade são no centro da cidade e eu resido em Talatona.

Eu tenho a felicidade de ter pessoas que me acompanham e com muita frequência vão-me mostrando o caminho certo e o errado. À medida que interiorizo o certo penso estar a conseguir filtrar bem as coisas e fazer o uso adequado das redes sociais. 

Quais são as tuas influências na área da comunicação?

Tenho muitas influências, em particular do meu pai, Graça Campos, e sempre vivi nesse meio. Admiro um grupo selecto de jornalistas pelo simples facto de estarem dispostos a passarem todo seu conhecimento a nós jovens que estamos na classe. Recebemos muitas críticas por não sabermos ler, escrever, articular as ideias, mas poucos são aqueles que estão dispostos a inverter esse quadro, daí que pessoas como Carla Castro, Mara D´alva, Salú Gonçalves, Mateus Cristovão, Amilcar Xavier, Maria Luísa Rogério, Ismael Mateus, Jorge Madeira e a Carla Pena fazem muito bem o seu papel em prol dos novos jornalistas.

Mas que área pretendes formar-te?

Pretendo ser engenheiro Ambiental, mas estarei sempre inserido na Comunicação Social, pois é algo de que não quero me distanciar. Mas actualmente estou a frequentar o décimo segundo ano em Ciências Físicas e Biologicas.

Como engenheiro ambiental, que contributo pretendes dar à sociedade angolana?

Uma das maiores preocupações das grande sociedades é a gestão e reaproveitamento do lixo. Em Angola temos um grande défice nesta área, embora já tenhamos tido algumas iniciativas de pequenos grupos, o que não foi suficiente. Tenho a intenção de inserir no país um programa de reciclagem de lixo. Por exemplo, a correcta divisão do lixo, diferenciando o reciclável e o dispensável, além do cuidado com a nossa fauna e flora -  muito rica e bonita - que precisa de técnicos e pesquisadores nacionais para estudarem-na de modo a ser bem preservada e para que possamos perpetuar alguns recursos para as gerações vindouras.

O meu dia-a-dia é muito agitado porque vou assumindo algumas responsabilidades que o tornam assim. 

Hoje as crianças ainda ouvem o programa Kaluanda Pió?

Partimos do pressuposto de que as crianças são mais apegadas à televisão do que à rádio. Isso é uma realidade que não podemos ignorar porque é incortornável. As crianças gostam mais de imagens e divertem-se bastente, mas nós, Kaluanda Pió, por constituirmos uma marca no mercado, temos sim a felicidade de existirem muitos pais que ouviam o programa quando crianças e hoje incentivam os filhos a ouvirem também. Temos muitos casos de pais que fazem o esforço de terem os filhos como ouvintes assíduos e desta forma algumas crianças gostam e têm interesse nas abordagem que fazemos no programa e isso deixa-nos felizes.

És muito abordado na rua e noutros espaços que frequentas?

Nos dois primeiros anos muito dificilmente eu era interpelado por alguém pelo facto de trabalhar na rádio, mas nos dois últimos anos tenho tido alguma exposição por intermédio da televisão. Tenho sido convidado a algums programas, e como consequência as pessoas vão descobrindo a minha imagem. Geralmente as pessoas felicitam-me pelo trabalho que tenho feito e incetivam a continuar. Sinto-me muito lisonjeado por isso.

Como é que driblas as influências negativas das redes sociais?

Eu tenho a felicidade de ter pessoas que me acompanham e com muita frequência vão-me mostrando o caminho certo e o errado. À medida que interiorizo o certo penso estar a conseguir filtrar bem as coisas e fazer o uso adequado das redes sociais. É importante que tenhamos consciência de algumas coisas para que possamos estar inseridos em alguns meios. Eu defendo que existam idades específicas para que as pessoas possam aderir a certos meios sociais e, no caso das redes sociais, não acho, por exemplo, que uma criança de 12 ou 13 anos de idade tenha o discernimento necessário para lidar com os conteúdos impróprios que lá estão expostos. Porque nós quando vamos manusear as redes sociais temos que ter consciência de que estamos expostos a tudo. Se não tivermos a capacidade de filtrar aquilo que é positivo e negativo, facilmente seremos mal influenciados.

Eu sou apologista de que a criança desenvolve as suas atitudes com base naquilo que vê e vive. Portanto, ela é  reflexo daquilo que lhe é dado a ver.  

Até que ponto os pais devem controlar a vida dos filhos nas redes sociais?

Os pais devem saber o que o filho fala e com quem, não integralmente, mas de forma taxativa os pais devem saber o que norteia as conversas dos filhos nas redes sociais. Porque o grande problema é os pais dão ferramentas aos filhos que nem eles próprios dominam. Assim sendo, não conseguem controlar os filhos que usam o WhatsApp se não sabem dominar o aplicativo, daí ser importante que antes de os pais cederem essas ferramentas eles próprios tenham o domínio das mesmas. É importante sim que os pais saibam com quem os filhos falam e sobre o quê.

Como classificas a literatura infantil angolana?

Atribuo uma nota positiva à literatura infantil angolana porque temos muitos escritores infantis, embora o importante não seja só a quantidade, mas também qualidade, que é garantida por escritores mais experientes, como é o caso de Gabriela Antunes, que já se foi, e outros que ainda estão connosco e que sempre escreveram muito bem e tiveram a preocupação de, através das suas histórias, passar mensagens muito positivas à nova geração.

Na tua opinião, o que é que  está na base do baixo índice de leitura por parte de crianças e adolescentes?

Deve-se ao facto de não serem acostumadas a terem o livro como um parceiro. As crianças vão reproduzindo as acções dos adultos com os quais mais têm contacto. Assim sendo, se os pais têm hábito de leitura, mais facilmente a criança terá gosto pelos livros e pela leitura, mas se os pais estiverem com mais frenquência agarrados aos telemóveis e computadores, é mais fácil que a criança se volte a este mundo. Eu sou apologista de que a criança desenvolve as suas atitudes com base naquilo que vê e vive. Portanto, ela é  reflexo daquilo que lhe é dado a ver.  

O factor imitação/reflexo aplica-se ao comportamento desviante dos adolescente?

É uma questão multifactorial, mas o imediatismo e a vontade de querer crescer muito rápido são algumas das causas dos comportamentos desviantes. Agora há muita pressa de se ser, de se ter, de se chegar até la. O consumo excessivo de bebidas alcoólicas - diga-se de passagem - no seio familiar tem grande influência na conduta que o jovem vai adoptar na sociedade.

Perfil

Nome: Israel Arcelho Marques da Graça Campos.

Local de Nascimento: Netilo Soares, Luanda

Signo: Peixe

Cidade Preferida: Rio de Janeiro (Brasil)

Momento de maior alegria: A primeira vez que um trabalho meu passou no jornal principal da RNA.

Livro Preferido: “Um retrato Íntimo de Nelson Mandela”, de John Carlin; “Cidades de Papel”, de John Green; “O Cidadão Ismael”, de Ismael Mateus.

O que sempre sonhou ser? Quero ser um cidadão que contribua na edificação de uma Angola melhor, quer seja jornalista, engenheiro ambiental, pintor ou escritor.

Pessoa que mais admira: José Alberto Mujica Cordano “Pepe Mujica”, antigo presidente do Uruguai.

Lição mais importante que a vida lhe ensinou: Nunca devemos baixar a cabeça diante de um problema.

O que há na tua Playlist?: Djavan, Irmão Almeidas e Filipe Mukenga.

Sugestões de filmes: “Invictus”, elenco com Morgan Freeman, Matt Damon, Tony Kgoroge e Julian Lewis Jones.

 

 

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