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Huíla: Falta de material condiciona uniformização do Xadrez nos municípios

Huíla: Falta de material condiciona uniformização do Xadrez nos municípios
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A falta de material, sobretudo tabuleiros e suas componentes, tem condicionado a massificação do xadrez nos municípios da província da Huíla, sob a alçada da Associação Provincial da modalidade, desde 2017.

Embora esteja projectada para todos os 14 municípios da província, sendo que para além do Lubango, que pratica a modalidade desde 2012 e regista maior grosso de atletas, 100 ao todo, o desporto-ciência é também praticado na Humpata (12 jogadores) e Chibia (17), que iniciaram em 2017, assim como Cuvango, este último desde 2021 com um núcleo com 22 jogadores, a massificação só não acontece à velocidade pretendida porque não há condições materiais e financeiras, pois não podem ensinar a modalidade sem os tabuleiros e respectivas componentes, de acordo com o presidente da APX/Huíla, Vicente Silva.

Actualmente, contou à Angop, a associação não dispõe de tabuleiros para oferecer aos municípios e expandir o programa, pelo que todos os clubes ou atletas individuais devem fazer a aquisição por meios próprios, onde um jogo pode ser comprado até 12 mil kwanzas e o relógio até 25 mil.

“Temos mais de 200 atletas a praticar a modalidade e temos falta de material sobretudo para a realização de campeonatos. Estamos a tentar buscar patrocinadores para apoiar, mas não tem sido fácil”, disse, acrescentando que havia um patrocinador, mas há dois anos que deixou de apoiar, por alegada incapacidade provocada pela pandemia.

Além disso, Vicente contou que a associação recebeu, em Outubro último, 20 jogos da Federação, material insuficiente para distribuir a todos os municípios, pelo que na sua maioria vão servir para a reserva da associação, com vista a acudir os campeonatos.

Em termos de treinadores, adiantou estarem a programar uma formação para treinadores de xadrez, pois a Huíla já conta com um instrutor nacional e dois em desenvolvimento que são credenciados pela Federação Internacional de Xadrez (FIDE).

O responsável reforçou no entanto que estão projectadas formações de treinadores, principalmente os professores de educação física, nas escolas, para que dentro do seu programa possam inserir a modalidade nas suas aulas e a associação vai ajudar a fornecer as ferramentas técnicas.

Dentre outras questões, fez saber que a APX-Huíla carece de pelo menos três milhões de kwanzas/anual para suprir o seu plano de actividades, um montante que nunca chegou à Huíla, mas vai sobrevivendo com apoios do Governo da Província.

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Redacção

A falta de material, sobretudo tabuleiros e suas componentes, tem condicionado a massificação do xadrez nos municípios da província da Huíla, sob a alçada da Associação Provincial da modalidade, desde 2017.

Embora esteja projectada para todos os 14 municípios da província, sendo que para além do Lubango, que pratica a modalidade desde 2012 e regista maior grosso de atletas, 100 ao todo, o desporto-ciência é também praticado na Humpata (12 jogadores) e Chibia (17), que iniciaram em 2017, assim como Cuvango, este último desde 2021 com um núcleo com 22 jogadores, a massificação só não acontece à velocidade pretendida porque não há condições materiais e financeiras, pois não podem ensinar a modalidade sem os tabuleiros e respectivas componentes, de acordo com o presidente da APX/Huíla, Vicente Silva.

Actualmente, contou à Angop, a associação não dispõe de tabuleiros para oferecer aos municípios e expandir o programa, pelo que todos os clubes ou atletas individuais devem fazer a aquisição por meios próprios, onde um jogo pode ser comprado até 12 mil kwanzas e o relógio até 25 mil.

“Temos mais de 200 atletas a praticar a modalidade e temos falta de material sobretudo para a realização de campeonatos. Estamos a tentar buscar patrocinadores para apoiar, mas não tem sido fácil”, disse, acrescentando que havia um patrocinador, mas há dois anos que deixou de apoiar, por alegada incapacidade provocada pela pandemia.

Além disso, Vicente contou que a associação recebeu, em Outubro último, 20 jogos da Federação, material insuficiente para distribuir a todos os municípios, pelo que na sua maioria vão servir para a reserva da associação, com vista a acudir os campeonatos.

Em termos de treinadores, adiantou estarem a programar uma formação para treinadores de xadrez, pois a Huíla já conta com um instrutor nacional e dois em desenvolvimento que são credenciados pela Federação Internacional de Xadrez (FIDE).

O responsável reforçou no entanto que estão projectadas formações de treinadores, principalmente os professores de educação física, nas escolas, para que dentro do seu programa possam inserir a modalidade nas suas aulas e a associação vai ajudar a fornecer as ferramentas técnicas.

Dentre outras questões, fez saber que a APX-Huíla carece de pelo menos três milhões de kwanzas/anual para suprir o seu plano de actividades, um montante que nunca chegou à Huíla, mas vai sobrevivendo com apoios do Governo da Província.

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