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Restauração

Houve alguma melhoria nos serviços de restauração em Angola, considerou Cláudio Silva

Houve alguma melhoria nos serviços de restauração em Angola, considerou Cláudio Silva
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Andrade Lino

O sócio-gerente do Luanda Nightlife, Cláudio Silva, considerou que houve alguma melhoria, nos últimos anos, nos serviços de restauração em Angola, “porque já houve uma altura em que as pessoas iam aos restaurantes com fome e saíam de lá com má disposição, devido à péssima qualidade no atendimento”.

Em entrevista ao programa Taça Cheia, dirigido pelo jornalista Sebastião Vemba, na Rádio Essencial, o gestor realçou que pôr os pratos na mesa não é o essencial para a satisfação do cliente.

Hoje, continuou, há uma grande possibilidade de críticas em redes sociais, relativamente aos restaurantes, vindo de clientes, mas ainda há algum défice de atendimento, infelizmente.

Na sua perspectiva, a formação, desde os gerentes aos balconistas e servidores de mesa, pode ser a solução para melhorar o atendimento, pois “é importante que essas pessoas sejam formadas e andem por alguns restaurantes para tirarem algum exemplo de atendimento ao público”.

Ainda nesse sentido, Cláudio Silva entende que a melhor forma de ter a casa cheia é possuir produtos de qualidade, sejam eles nacionais ou não, reduzir o valor dos produtos, ter preços fixos, porque assim há mais adesão do público e não haverá redução do poder de compra. Assim, também, há grande oportunidade de fidelizar clientes, asseverou.

Por outro lado, enquanto empreendedor e gestor de turismo, acredita existirem condições mínimas para haver o turismo interno. Dependendo do destino, há, sim, disse, e como exemplo citou Malanje. “Consegue-se chegar lá sem muitas dificuldades. Ainda é um turismo muito rudimentar, não há água potável por perto, precisa estar tudo bem estruturado e precisa haver alguma organização porque em Angola há zonas lindas”, explicou.

Sobre o fórum de turismo que aconteceu há algum tempo em Angola, declarou não ter criado muitas expectativas, porque se falou para o público interessado, e não é um evento que melhoraria o turismo em Angola. “Tem de haver planos, e tudo isso é um processo paulatino”, considerou.

Nascido em Luanda, Cláudio Silva formou-se nos EUA, na Universidade de Boston, em Finanças e Gestão de Turismo. É empreendedor, passou por Portugal e Inglaterra, trabalhou na Indústria de Serviços Financeiros, e é sócio-gerente do Luanda Nightlife, o primeiro portal de apreciações de restaurantes e bares em Angola.

Diz ser apreciador do vinho verde, porque tem tido boas experiências, embora goste também do vinho branco.

Na degustação, para ele, é possível acompanhar o vinho verde com peixe ou queijos. “É uma combinação fantástica”, sublinhou.

*Com Francisca Morais Parente

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Andrade Lino

Jornalista

Estudante de Língua Portuguesa e Comunicação, amante de artes visuais, música e poesia.

O sócio-gerente do Luanda Nightlife, Cláudio Silva, considerou que houve alguma melhoria, nos últimos anos, nos serviços de restauração em Angola, “porque já houve uma altura em que as pessoas iam aos restaurantes com fome e saíam de lá com má disposição, devido à péssima qualidade no atendimento”.

Em entrevista ao programa Taça Cheia, dirigido pelo jornalista Sebastião Vemba, na Rádio Essencial, o gestor realçou que pôr os pratos na mesa não é o essencial para a satisfação do cliente.

Hoje, continuou, há uma grande possibilidade de críticas em redes sociais, relativamente aos restaurantes, vindo de clientes, mas ainda há algum défice de atendimento, infelizmente.

Na sua perspectiva, a formação, desde os gerentes aos balconistas e servidores de mesa, pode ser a solução para melhorar o atendimento, pois “é importante que essas pessoas sejam formadas e andem por alguns restaurantes para tirarem algum exemplo de atendimento ao público”.

Ainda nesse sentido, Cláudio Silva entende que a melhor forma de ter a casa cheia é possuir produtos de qualidade, sejam eles nacionais ou não, reduzir o valor dos produtos, ter preços fixos, porque assim há mais adesão do público e não haverá redução do poder de compra. Assim, também, há grande oportunidade de fidelizar clientes, asseverou.

Por outro lado, enquanto empreendedor e gestor de turismo, acredita existirem condições mínimas para haver o turismo interno. Dependendo do destino, há, sim, disse, e como exemplo citou Malanje. “Consegue-se chegar lá sem muitas dificuldades. Ainda é um turismo muito rudimentar, não há água potável por perto, precisa estar tudo bem estruturado e precisa haver alguma organização porque em Angola há zonas lindas”, explicou.

Sobre o fórum de turismo que aconteceu há algum tempo em Angola, declarou não ter criado muitas expectativas, porque se falou para o público interessado, e não é um evento que melhoraria o turismo em Angola. “Tem de haver planos, e tudo isso é um processo paulatino”, considerou.

Nascido em Luanda, Cláudio Silva formou-se nos EUA, na Universidade de Boston, em Finanças e Gestão de Turismo. É empreendedor, passou por Portugal e Inglaterra, trabalhou na Indústria de Serviços Financeiros, e é sócio-gerente do Luanda Nightlife, o primeiro portal de apreciações de restaurantes e bares em Angola.

Diz ser apreciador do vinho verde, porque tem tido boas experiências, embora goste também do vinho branco.

Na degustação, para ele, é possível acompanhar o vinho verde com peixe ou queijos. “É uma combinação fantástica”, sublinhou.

*Com Francisca Morais Parente

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