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Gigante chinesa Alibaba vai desenvolver chips de inteligência artificial

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Jack Ma, o fundador do grupo chinês de comércio eletrónico Alibaba, anunciou ontem a criação de uma subsidiária para desenvolvimento de chips de inteligência artificial, num período de crescentes disputas comerciais entre Pequim e Washington.

"Anunciamos hoje a criação da empresa, mas já a estamos a preparar há cinco anos", afirmou Ma, que revelou este mês que se vai retirar como presidente do grupo, daqui a um ano.

O empresário, citado pelo portal Notícias ao Minuto, anunciou o lançamento da empresa, que fará parte do Alibaba, durante a sua intervenção na Reunião Anual de Novos Campeões, conhecida como 'Davos deVerão', em Tianjin, cidade portuária do norte da China.

Jack Ma sublinhou em outras ocasiões a importância de qualquer país ter empresas que fabriquem 'chips', visando evitar situações de desvantagem caso os EUA interditem a exportação daquela tecnologia.

"Precisamos de antecipar os problemas do futuro", realçou.

A criação da empresa, designada Pingtouge ("Texugo", em português), devido à perseverança daquele animal em condições adversas, surge numa altura de guerra comercial entre Pequim e Washington.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou esta semana uma segunda ronda de taxas alfandegárias sobre produtos importados da China, desta vez sobre um total de 200 mil milhões de dólares (171 mil milhões de euros).

"Não estamos contentes com as relações comerciais entre os EUA e a China", afirmou Ma, que na quarta-feira anunciou ter abandonado o seu plano de criar um milhão de postos de trabalho nos EUA.

O empresário chinês explicou que aquele compromisso foi feito com base numa "cooperação amigável" entre Pequim e Washington, e na premissa de um comércio bilateral "amigável e justo", que deixou de existir.

Sobre o impacto da guerra comercial na economia chinesa, Ma recomendou aos empresários que desenhem um plano a 20 anos.

"Foquem-se naquilo que podem mudar e no que planearam", afirmou.

O empresário explicou que quando as perspectivas económicas são adversas, se criam grandes empresas com boas ideias, enquanto quando as condições são favoráveis, as empresas são medíocres.

No centro da guerra comercial China/EUA está a política de Pequim para o sector tecnológico, nomeadamente o plano "Made in China2025", que visa transformar o país numa potência tecnológica, com capacidades em sectores de alto valor agregado, como inteligência artificial, energia renovável, robótica e carros elétricos.

Os EUA consideram que aquele plano, impulsionado pelo Estado chinês, viola os compromissos da China em abrir o seu mercado, nomeadamente ao forçar empresas estrangeiras a transferirem tecnologia e ao atribuir subsídios às empresas domésticas, enquanto as protege da competição externa.

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Redacção

 

Jack Ma, o fundador do grupo chinês de comércio eletrónico Alibaba, anunciou ontem a criação de uma subsidiária para desenvolvimento de chips de inteligência artificial, num período de crescentes disputas comerciais entre Pequim e Washington.

"Anunciamos hoje a criação da empresa, mas já a estamos a preparar há cinco anos", afirmou Ma, que revelou este mês que se vai retirar como presidente do grupo, daqui a um ano.

O empresário, citado pelo portal Notícias ao Minuto, anunciou o lançamento da empresa, que fará parte do Alibaba, durante a sua intervenção na Reunião Anual de Novos Campeões, conhecida como 'Davos deVerão', em Tianjin, cidade portuária do norte da China.

Jack Ma sublinhou em outras ocasiões a importância de qualquer país ter empresas que fabriquem 'chips', visando evitar situações de desvantagem caso os EUA interditem a exportação daquela tecnologia.

"Precisamos de antecipar os problemas do futuro", realçou.

A criação da empresa, designada Pingtouge ("Texugo", em português), devido à perseverança daquele animal em condições adversas, surge numa altura de guerra comercial entre Pequim e Washington.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou esta semana uma segunda ronda de taxas alfandegárias sobre produtos importados da China, desta vez sobre um total de 200 mil milhões de dólares (171 mil milhões de euros).

"Não estamos contentes com as relações comerciais entre os EUA e a China", afirmou Ma, que na quarta-feira anunciou ter abandonado o seu plano de criar um milhão de postos de trabalho nos EUA.

O empresário chinês explicou que aquele compromisso foi feito com base numa "cooperação amigável" entre Pequim e Washington, e na premissa de um comércio bilateral "amigável e justo", que deixou de existir.

Sobre o impacto da guerra comercial na economia chinesa, Ma recomendou aos empresários que desenhem um plano a 20 anos.

"Foquem-se naquilo que podem mudar e no que planearam", afirmou.

O empresário explicou que quando as perspectivas económicas são adversas, se criam grandes empresas com boas ideias, enquanto quando as condições são favoráveis, as empresas são medíocres.

No centro da guerra comercial China/EUA está a política de Pequim para o sector tecnológico, nomeadamente o plano "Made in China2025", que visa transformar o país numa potência tecnológica, com capacidades em sectores de alto valor agregado, como inteligência artificial, energia renovável, robótica e carros elétricos.

Os EUA consideram que aquele plano, impulsionado pelo Estado chinês, viola os compromissos da China em abrir o seu mercado, nomeadamente ao forçar empresas estrangeiras a transferirem tecnologia e ao atribuir subsídios às empresas domésticas, enquanto as protege da competição externa.

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