Caneta e Papel
Goz'Aqui

Foi, porque era para ser

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Considero-me um crente fiel do poder das letras. (1) Acredito na intensidade das palavras, nas emoções que elas nos podem causar e na forma como que elas podem ser fiéis no descrever de emoções, num lado do rio. (2) No outro lado do rio, vejo momentos, ventos, situações e emoções em que não há exactidão de descrição possível. Talvez daí o termo: INENARRÁVEL. Falo, não de uma verdade universal, mas de uma filosofia particular na qual repouso. Encontro na escrita, dentre outros, um conversor das emoções várias que me invadem e pretendo partilhar com os outros. É desta maneira que, ainda mergulhado no rio de emoções, a que remeteu o dia 1, quarta-feira, me proponho afrontar o pressuposto 2, acima, e...: 

O Centro Cultural Brasil-Angola, acolheu, nesse dia, no primeiro evento de celebração dos 5 anos de existência do projecto "Goz'Aqui", uma viagem, de emoções turbulentas, a um RIO. Não só um rio. Era um RIO. Com história, vontade e VOZ próprias. Naquele curso de água permanente que corre em vários leitos próprios... surgiu, há vários anos, uma história que ontem permitiu um cruzamento surpreendente. 

Há 2 semanas fui convidado pelo Tiago Costa a participar do "Goz'Aqui". Quando soube que, como eu, a Maria Luísa Rogério e a Mila Stéphanie Malavoloneke estariam presentes, confesso que já desenhava, na minha mente, como seria o encontro. Um desenho muito mal feito, por sinal. Estava enganado. Completamente. Não tinha noção da dimensão que a coisa tomaria. 

Eram 20 horas quando começou, torrencialmente, a chover. Logo que vi os primeiros pingos de água caírem sobre o chão, pensei nos conhecidos castigos de Deus. E encarei, de imediato, a chuva, como sendo um modo das nossas máquinas pagarem por tudo quanto andamos por aí a dizer sobre as avarias das máquinas lá, noutras bandas... enfim. 

O começo do evento estava agendado para as 20:30. Chovia a sério. Concordava que não havia condições para o arranque do evento. Faltavam pessoas. Faltava um elemento do painel de convidados. Existia quem levantasse, inclusive, a possibilidade de se cancelar o evento para um outro dia. Estavam todas as condições criadas para não ser... Mas FOI, porque era para ser! 

Subimos, um de cada vez, ao palco e nos encontramos em nome de um denominador que temos em comum. 

Foi um momento memorável a todos os níveis possíveis. Uma autêntica reunião de família, sem intenção, segundo o Tiago Costa. A Luísa Rogério era a tia presente. Gostava, sinceramente, que os outros kotas estivessem presentes, nomeadamente, Gustavo Costa, Graça Campos e Celso Malavoloneke. Para que pudessem nos ver juntos por um motivo que também, eventualmente, os juntou há bues! 

Visões, escolas, experiências e perspectivas distintas... que convergem em uma paixão e intenção, cada vez maior, de se fazer melhor todos os dias, marcaram a noite. 

Ouvir Luísa Rogério falar das suas experiências arriscadas como repórter... e conhecer um pouco mais do percurso inspirador da embaixadora... ups... da Mila Malavoloneke, foi ESPECIAL. 

Foi um momento memorável a todos os níveis possíveis. Uma autêntica reunião de família, sem intenção, segundo o Tiago Costa. A Luísa Rogério era a tia presente. Gostava, sinceramente, que os outros kotas estivessem presentes, nomeadamente, Gustavo Costa, Graça Campos e Celso Malavoloneke. Para que pudessem nos ver juntos por um motivo que também, eventualmente, os juntou há bues! 

Partilha, vivências, histórias, intenções passadas e futuras... em 3 perspectivas unidas por uma causa. 

Felicito o TIAGO COSTA e à equipa do "GOZ'AQUI" pela persistência e determinação. Pois, é na dificuldade que se encontram os melhores. 

Busquei, rebusquei e mais, mais e mais...

ESPECIAL, foi a única palavra que encontrei para classificar a ida, emocionante, ao rio! 

6galeria

Israel Campos

Colaborador/ Cronista

Escritor e jornalista, Israel campos é também apresentador do programa Kaluanda Pió, da Rádio Luanda, dedicado às crianças.

Considero-me um crente fiel do poder das letras. (1) Acredito na intensidade das palavras, nas emoções que elas nos podem causar e na forma como que elas podem ser fiéis no descrever de emoções, num lado do rio. (2) No outro lado do rio, vejo momentos, ventos, situações e emoções em que não há exactidão de descrição possível. Talvez daí o termo: INENARRÁVEL. Falo, não de uma verdade universal, mas de uma filosofia particular na qual repouso. Encontro na escrita, dentre outros, um conversor das emoções várias que me invadem e pretendo partilhar com os outros. É desta maneira que, ainda mergulhado no rio de emoções, a que remeteu o dia 1, quarta-feira, me proponho afrontar o pressuposto 2, acima, e...: 

O Centro Cultural Brasil-Angola, acolheu, nesse dia, no primeiro evento de celebração dos 5 anos de existência do projecto "Goz'Aqui", uma viagem, de emoções turbulentas, a um RIO. Não só um rio. Era um RIO. Com história, vontade e VOZ próprias. Naquele curso de água permanente que corre em vários leitos próprios... surgiu, há vários anos, uma história que ontem permitiu um cruzamento surpreendente. 

Há 2 semanas fui convidado pelo Tiago Costa a participar do "Goz'Aqui". Quando soube que, como eu, a Maria Luísa Rogério e a Mila Stéphanie Malavoloneke estariam presentes, confesso que já desenhava, na minha mente, como seria o encontro. Um desenho muito mal feito, por sinal. Estava enganado. Completamente. Não tinha noção da dimensão que a coisa tomaria. 

Eram 20 horas quando começou, torrencialmente, a chover. Logo que vi os primeiros pingos de água caírem sobre o chão, pensei nos conhecidos castigos de Deus. E encarei, de imediato, a chuva, como sendo um modo das nossas máquinas pagarem por tudo quanto andamos por aí a dizer sobre as avarias das máquinas lá, noutras bandas... enfim. 

O começo do evento estava agendado para as 20:30. Chovia a sério. Concordava que não havia condições para o arranque do evento. Faltavam pessoas. Faltava um elemento do painel de convidados. Existia quem levantasse, inclusive, a possibilidade de se cancelar o evento para um outro dia. Estavam todas as condições criadas para não ser... Mas FOI, porque era para ser! 

Subimos, um de cada vez, ao palco e nos encontramos em nome de um denominador que temos em comum. 

Foi um momento memorável a todos os níveis possíveis. Uma autêntica reunião de família, sem intenção, segundo o Tiago Costa. A Luísa Rogério era a tia presente. Gostava, sinceramente, que os outros kotas estivessem presentes, nomeadamente, Gustavo Costa, Graça Campos e Celso Malavoloneke. Para que pudessem nos ver juntos por um motivo que também, eventualmente, os juntou há bues! 

Visões, escolas, experiências e perspectivas distintas... que convergem em uma paixão e intenção, cada vez maior, de se fazer melhor todos os dias, marcaram a noite. 

Ouvir Luísa Rogério falar das suas experiências arriscadas como repórter... e conhecer um pouco mais do percurso inspirador da embaixadora... ups... da Mila Malavoloneke, foi ESPECIAL. 

Foi um momento memorável a todos os níveis possíveis. Uma autêntica reunião de família, sem intenção, segundo o Tiago Costa. A Luísa Rogério era a tia presente. Gostava, sinceramente, que os outros kotas estivessem presentes, nomeadamente, Gustavo Costa, Graça Campos e Celso Malavoloneke. Para que pudessem nos ver juntos por um motivo que também, eventualmente, os juntou há bues! 

Partilha, vivências, histórias, intenções passadas e futuras... em 3 perspectivas unidas por uma causa. 

Felicito o TIAGO COSTA e à equipa do "GOZ'AQUI" pela persistência e determinação. Pois, é na dificuldade que se encontram os melhores. 

Busquei, rebusquei e mais, mais e mais...

ESPECIAL, foi a única palavra que encontrei para classificar a ida, emocionante, ao rio! 

Israel Campos

Colaborador/ Cronista

Escritor e jornalista, Israel campos é também apresentador do programa Kaluanda Pió, da Rádio Luanda, dedicado às crianças.

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