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Eleições no Quénia e o ganho da democracia em África

Eleições no Quénia e o ganho da democracia em África
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Enquanto em Angola aumenta o “suspense” à volta dos resultados finais das eleições gerais de 23 de Agosto – ou antes à volta da novela que opõe quatro partidos políticos à Comissão Nacional Eleitoral -, no Quénia, o Supremo Tribunal fez história ao anular as presidenciais  de 8 de Agosto último, em que foi reeleito o Presidente Uhuru Kenyatta, com 54,3% dos votos, e ao ordenar que se realizem novas eleições dentro de 60 dias.

Este desfecho constitui um facto raro em África, ao só porque será necessário voltar a realizar eleições, mas sobretudo porque vem revelar que no continente Berço também é possível haver separação de poderes, ao contrário da actual submissão da justiça aos desejos e vontade dos políticos que se regista em muitos Estados africanos.

Depois de algum pânico social, em que, infelizmente, foram registados confrontos entre os apoiantes do candidato da oposição, Raila Odinga, de 72 anos, e os de Uhuru Kenyatta, parece que a situação voltou à normalidade no Quénia.   Os apoiantes do candidato da oposição festejaram este fim-de-semana nas ruas e o Presidente Kenyatta aceitou a decisão, embora discorde. Mas os observadores internacionais saem descredibilizados, ao terem afirmado que não houve irregularidades, quando na sua decisão o Supremo Tribunal do Quénia concluiu que a comissão eleitoral "foi negligente ou recusou-se a conduzir as eleições presidenciais de uma forma consistente com os ditames da Constituição".

Cá entre nós, vale a pena esperar sentado enquanto a CNE e os partidos e uma coligão da oposição, nomeadamente UNITA; CASA-CE, PRS e FNLA trocam fagulhas. Até ao momento, merece destaque a postura exemplar dos eleitores e do povo angolano no geral, que tem sabido preservar a serenidade mesmo quando é quase impossível devido à ansiedade diária com que lida em relação ao desfecho do processo eleitoral último.

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Redacção

Enquanto em Angola aumenta o “suspense” à volta dos resultados finais das eleições gerais de 23 de Agosto – ou antes à volta da novela que opõe quatro partidos políticos à Comissão Nacional Eleitoral -, no Quénia, o Supremo Tribunal fez história ao anular as presidenciais  de 8 de Agosto último, em que foi reeleito o Presidente Uhuru Kenyatta, com 54,3% dos votos, e ao ordenar que se realizem novas eleições dentro de 60 dias.

Este desfecho constitui um facto raro em África, ao só porque será necessário voltar a realizar eleições, mas sobretudo porque vem revelar que no continente Berço também é possível haver separação de poderes, ao contrário da actual submissão da justiça aos desejos e vontade dos políticos que se regista em muitos Estados africanos.

Depois de algum pânico social, em que, infelizmente, foram registados confrontos entre os apoiantes do candidato da oposição, Raila Odinga, de 72 anos, e os de Uhuru Kenyatta, parece que a situação voltou à normalidade no Quénia.   Os apoiantes do candidato da oposição festejaram este fim-de-semana nas ruas e o Presidente Kenyatta aceitou a decisão, embora discorde. Mas os observadores internacionais saem descredibilizados, ao terem afirmado que não houve irregularidades, quando na sua decisão o Supremo Tribunal do Quénia concluiu que a comissão eleitoral "foi negligente ou recusou-se a conduzir as eleições presidenciais de uma forma consistente com os ditames da Constituição".

Cá entre nós, vale a pena esperar sentado enquanto a CNE e os partidos e uma coligão da oposição, nomeadamente UNITA; CASA-CE, PRS e FNLA trocam fagulhas. Até ao momento, merece destaque a postura exemplar dos eleitores e do povo angolano no geral, que tem sabido preservar a serenidade mesmo quando é quase impossível devido à ansiedade diária com que lida em relação ao desfecho do processo eleitoral último.

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