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E-mails são a fonte de 77% dos ataques cibernéticos em Angola

E-mails são a fonte de 77% dos ataques cibernéticos em Angola
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Os e-mails representam 77% dos ataques cibernéticos em Angola, percentagem que evidencia a necessidade de se alertar a população para os perigos de abrirem e-mails de contactos desconhecidos e clicar em links ou descarregar anexos não fidedignos.  

O alerta é da responsável do Gabinete Jurídico da multinacional Angola Cables, Nádia Ribeiro, que falou à Angop, na semana passada, a propósito do evento “Ciberseguranca após Covid-19 “, numa promoção da Angola Cables e da Associação Internacional  das Comunicações de Expressão Portuguesa (AICEP).

“Enquanto utilizadora de serviços, e pelo que constatei, arriscaria dizer que esses ataques incidiram sobre o sector bancário”, apontou Nádia, que continuou que os ataques incidem sobre o denial of service ou DDOS (acesso aos serviços bancários online), as redes de operadoras de comunicações electrónicas, através dos chamados Wangiri Scams (por intermédio de chamadas telefónicas enganosas).

Sem precisar o número de ataques cibernéticos ocorridos em Angola no período da Covid-19, avançou que o último relatório da Threat Intelligence relativo a África, divulgado em Maio do ano em curso, revela que Angola foi o segundo país africano com mais visados, mas diz que esforços, ao nível da protecção, devem ser desenvolvidos ao nível das várias operadoras de comunicações electrónicas, que são apenas parte da cadeia.

A gestora acrescentou que a legislação deve ser abrangente e incluir os sectores da banca, saúde e energia, pois as entidades destes sectores dispõem de infraestruturas que se conectam às dos operadores, um trabalho que deve ser articulado com o Instituto Nacional de Fomento da Sociedade da Informação (Infosi).

Em termos de legislação, vigora desde 2017 a Lei para Protecção das Redes e dos Sistemas Informáticos (Lei n.7/17, de 16 de Fevereiro), que prevê a implementação de medidas de protecção do ciberespaço acessíveis ao público.

Tais medidas traduzem-se, sobretudo, em obrigações que recaem sobre os operadores de comunicação electrónica para garantirem a segurança e protecção de infra-estruturas críticas, como cadeia de abastecimento, saúde, segurança e bem-estar económico, além dos serviços públicos essenciais (energia, água e telecomunicações).

A lei vigente determina ainda que os operadores implementem mecanismos de avisos, alertas, recomendações e informações de segurança, bem como promover a execução de medidas e instrumentos necessários para antecipar, detectar, reagir e recuperar perante situações de risco de segurança nas redes, ainda de acordo com a Angop.

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Redacção

Os e-mails representam 77% dos ataques cibernéticos em Angola, percentagem que evidencia a necessidade de se alertar a população para os perigos de abrirem e-mails de contactos desconhecidos e clicar em links ou descarregar anexos não fidedignos.  

O alerta é da responsável do Gabinete Jurídico da multinacional Angola Cables, Nádia Ribeiro, que falou à Angop, na semana passada, a propósito do evento “Ciberseguranca após Covid-19 “, numa promoção da Angola Cables e da Associação Internacional  das Comunicações de Expressão Portuguesa (AICEP).

“Enquanto utilizadora de serviços, e pelo que constatei, arriscaria dizer que esses ataques incidiram sobre o sector bancário”, apontou Nádia, que continuou que os ataques incidem sobre o denial of service ou DDOS (acesso aos serviços bancários online), as redes de operadoras de comunicações electrónicas, através dos chamados Wangiri Scams (por intermédio de chamadas telefónicas enganosas).

Sem precisar o número de ataques cibernéticos ocorridos em Angola no período da Covid-19, avançou que o último relatório da Threat Intelligence relativo a África, divulgado em Maio do ano em curso, revela que Angola foi o segundo país africano com mais visados, mas diz que esforços, ao nível da protecção, devem ser desenvolvidos ao nível das várias operadoras de comunicações electrónicas, que são apenas parte da cadeia.

A gestora acrescentou que a legislação deve ser abrangente e incluir os sectores da banca, saúde e energia, pois as entidades destes sectores dispõem de infraestruturas que se conectam às dos operadores, um trabalho que deve ser articulado com o Instituto Nacional de Fomento da Sociedade da Informação (Infosi).

Em termos de legislação, vigora desde 2017 a Lei para Protecção das Redes e dos Sistemas Informáticos (Lei n.7/17, de 16 de Fevereiro), que prevê a implementação de medidas de protecção do ciberespaço acessíveis ao público.

Tais medidas traduzem-se, sobretudo, em obrigações que recaem sobre os operadores de comunicação electrónica para garantirem a segurança e protecção de infra-estruturas críticas, como cadeia de abastecimento, saúde, segurança e bem-estar económico, além dos serviços públicos essenciais (energia, água e telecomunicações).

A lei vigente determina ainda que os operadores implementem mecanismos de avisos, alertas, recomendações e informações de segurança, bem como promover a execução de medidas e instrumentos necessários para antecipar, detectar, reagir e recuperar perante situações de risco de segurança nas redes, ainda de acordo com a Angop.

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