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“É fundamental dominarmos as técnicas de inteligência emocional”, defende palestrante

“É fundamental dominarmos as técnicas de inteligência emocional”, defende palestrante
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Andrade Lino

O palestrante angolano Mário Pinto defendeu neste último sábado a necessidade de os oradores dominarem as técnicas de inteligência emocional, porque “estar com medo diante dum público” não tem a ver com o que sabemos ou não sabemos, mas com as emoções, e “a nossa inteligência emocional é que vai determinar a ascensão do medo ou a subtracção do mesmo, este que é um dos grandes inimigos do orador nos dias de hoje”.

A fonte falou por ocasião do Workshop de Oratória “Como falar em público com confiança”, realizado pelo Centro de Formação Arte do Saber, sito no Cazenga, tendo esclarecido que a inteligência emocional não é de todo o elemento principal para nos tornarmos bons oradores, porém é fundamental que a tenhamos, por conta do ego das pessoas.

“A inteligência emocional vem nos ajudar a ser moderados quando devemos, perceber o âmago das pessoas quando devemos perceber, e se não a dominarmos, não saberemos identificar se o público está cansado de nos ouvir ou não. Então, vem para despertar o orador, e é imprescindível, nos dias actuais, para quem quer falar com confiança, por conta de que, para nós, oratória não é simplesmente falar, mas é falar para a emoção das pessoas, e o que se fala para a emoção tem maior durabilidade do aquilo aqueles que se fala simplesmente e fica no vazio”, argumentou.

Questionado sobre a necessidade de todos aprenderem a falar com propriedade, por conta das oportunidades de negócio que se devem criar e cada um ser convincente ao divulgar a sua marca, o convidado relevou que sim, é necessário aprendermos as técnicas de oratória, primeiro em função do marketing pessoal. “A conjuntura financeira que vivemos hoje, em Angola, vem dar maior visibilidade a eventos desta característica, porquanto a oratória segue desde os políticos, advogados, que outrora já dominavam as suas técnicas. Hoje, fruto da conjuntura financeira que vivemos, é mais fundamental ainda, devido aos discursos de venda. Alguém que deverá vender um produto deverá saber fazer um discurso de venda, e para isso é importante dominar a oratória, para ter maior atenção do seu público”, afirmou Mário Pinto.

No seu entender, é mais uma necessidade por e simplesmente de conhecermos oratória, “porque em mercados mais férteis, em países mais desenvolvidos, a oratória é estudada há anos. Nós estamos a nos abrir agora, o mercado vai precisando de pessoas que dominam o assunto, expressam-se com facilidade, portanto é necessário para conseguirmos ter emprego, não apenas pela questão do empreendedorismo ou a febre de ser empreendedor, mas porque precisamos mesmo de ser intelectuais e expressar as nossas ideias”, reforçou.

Em entrevista exclusiva ao ONgoma News, o convidado declarou que todo o orador deve-se auto-confiar, mas aqui não devemos confundir auto-confiança com arrogância e prepotência, pois ela não implica saber tudo. “Um dos primeiros elementos é o auto-conhecimento, conhecer o seu temperamento e depois ir atrás de outros conhecimentos. O hábito constante de leitura é outro factor, porque não se faz orador sem ser apaixonado por livros, não vai falar de algo e ficar depois sem ideias, é preciso ter vontade de aprender sempre”, observou.

Sobre a importância do domínio da oratória para os académicos, citou dois elementos em oratória a ter em conta: saber o que falar e saber como falar. “Algumas pessoas têm o que falar, mas não sabem como. Eu posso ser doutor, PHD, etc, mas não saber transmitir o meu conhecimento às pessoas, por não usar a didáctica adequada para cada público. É necessária uma percepção eficiente do uso das técnicas de fala. Além disso, os professores precisam perceber que não são detentores de todo o conhecimento, aqui se invoca a humildade intelectual. Por outro lado, perceber isso significa estarmos conscientes de que na plateia alguém sabe mais do que nós e saber lidar com as contrariedades. Depois, os pedagogos devem conhecer as técnicas de neurociência para perceberem que os alunos já estão aborrecidos com a aula e parar, perceberem que o aluno precisa de mais e aplicar o mais. Portanto, conhecer as técnicas de oratória são importantes para estruturar bem o pensamento e transmitir devidamente as suas ideias”, explicou.

Quanto ao convite do centro de formação para debruçar-se sobre o tema, revelou que olhou para o mesmo de forma desafiante, sendo hoje a oratória um recurso indispensável para quem de facto quer transparecer as suas ideias e quer torná-las públicas.

“Foi ainda desafiador porque provavelmente as pessoas já dominam este assunto. Falta limar algumas arestas para então falarem com confiança. Foi mais uma experiência e uma oportunidade para passar aos outros aquilo que aprendemos”, partilhou.

De acordo com Milton Sebastião, formador do centro, o evento surgiu dos diagnósticos feitos para as simulações do curso de Pedagogia, em que os formandos são submetidos a fazer apresentações sobre o que aprenderam durante a formação. “Nós notamos que durante a simulação eles ficam apreensivos, trémulos, e muitas vezes não conseguem alcançar os resultados desejados. Como em pedagogia não ensinamos concretamente como vencer o medo em falar em público, vimos a necessidade de criar um evento que passasse aos formandos internos técnicas de gerir o medo e a timidez, e fazer frente aos desafios, sendo que eles saem daqui para o mercado de trabalho, e porque não queríamos apenas dar-lhe conhecimento teórico, mas aliá-lo à prática, de modo que saiam bem treinados”, revelou.

O centro está operacional há 3 anos, e forma em média 250 pessoas, mensalmente. Tem activos os cursos de tecnologias de informação, nomeadamente Informática, Excel, Base de Dados, Programação, Hardware, dentre outros, cursos administrativos, como Secretariado, Atendimento ao Público, Contabilidade Geral, Empreendedorismo, etc. Quanto a cursos técnicos, destacam-se os de Frio e Climatização, Electricidade, e há ainda, por outro lado, os cursos de Pastelaria, Decoração e Artes, Cabeleireiro. Paras línguas, há o curso de Inglês, que é o mais solicitado, e o curso de Francês.

Segundo o responsável, a ideia é realizar então mais workshops, adaptados às áreas de formação ali ministradas.

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Andrade Lino

Jornalista

Estudante de Língua Portuguesa e Comunicação, amante de artes visuais, música e poesia.

O palestrante angolano Mário Pinto defendeu neste último sábado a necessidade de os oradores dominarem as técnicas de inteligência emocional, porque “estar com medo diante dum público” não tem a ver com o que sabemos ou não sabemos, mas com as emoções, e “a nossa inteligência emocional é que vai determinar a ascensão do medo ou a subtracção do mesmo, este que é um dos grandes inimigos do orador nos dias de hoje”.

A fonte falou por ocasião do Workshop de Oratória “Como falar em público com confiança”, realizado pelo Centro de Formação Arte do Saber, sito no Cazenga, tendo esclarecido que a inteligência emocional não é de todo o elemento principal para nos tornarmos bons oradores, porém é fundamental que a tenhamos, por conta do ego das pessoas.

“A inteligência emocional vem nos ajudar a ser moderados quando devemos, perceber o âmago das pessoas quando devemos perceber, e se não a dominarmos, não saberemos identificar se o público está cansado de nos ouvir ou não. Então, vem para despertar o orador, e é imprescindível, nos dias actuais, para quem quer falar com confiança, por conta de que, para nós, oratória não é simplesmente falar, mas é falar para a emoção das pessoas, e o que se fala para a emoção tem maior durabilidade do aquilo aqueles que se fala simplesmente e fica no vazio”, argumentou.

Questionado sobre a necessidade de todos aprenderem a falar com propriedade, por conta das oportunidades de negócio que se devem criar e cada um ser convincente ao divulgar a sua marca, o convidado relevou que sim, é necessário aprendermos as técnicas de oratória, primeiro em função do marketing pessoal. “A conjuntura financeira que vivemos hoje, em Angola, vem dar maior visibilidade a eventos desta característica, porquanto a oratória segue desde os políticos, advogados, que outrora já dominavam as suas técnicas. Hoje, fruto da conjuntura financeira que vivemos, é mais fundamental ainda, devido aos discursos de venda. Alguém que deverá vender um produto deverá saber fazer um discurso de venda, e para isso é importante dominar a oratória, para ter maior atenção do seu público”, afirmou Mário Pinto.

No seu entender, é mais uma necessidade por e simplesmente de conhecermos oratória, “porque em mercados mais férteis, em países mais desenvolvidos, a oratória é estudada há anos. Nós estamos a nos abrir agora, o mercado vai precisando de pessoas que dominam o assunto, expressam-se com facilidade, portanto é necessário para conseguirmos ter emprego, não apenas pela questão do empreendedorismo ou a febre de ser empreendedor, mas porque precisamos mesmo de ser intelectuais e expressar as nossas ideias”, reforçou.

Em entrevista exclusiva ao ONgoma News, o convidado declarou que todo o orador deve-se auto-confiar, mas aqui não devemos confundir auto-confiança com arrogância e prepotência, pois ela não implica saber tudo. “Um dos primeiros elementos é o auto-conhecimento, conhecer o seu temperamento e depois ir atrás de outros conhecimentos. O hábito constante de leitura é outro factor, porque não se faz orador sem ser apaixonado por livros, não vai falar de algo e ficar depois sem ideias, é preciso ter vontade de aprender sempre”, observou.

Sobre a importância do domínio da oratória para os académicos, citou dois elementos em oratória a ter em conta: saber o que falar e saber como falar. “Algumas pessoas têm o que falar, mas não sabem como. Eu posso ser doutor, PHD, etc, mas não saber transmitir o meu conhecimento às pessoas, por não usar a didáctica adequada para cada público. É necessária uma percepção eficiente do uso das técnicas de fala. Além disso, os professores precisam perceber que não são detentores de todo o conhecimento, aqui se invoca a humildade intelectual. Por outro lado, perceber isso significa estarmos conscientes de que na plateia alguém sabe mais do que nós e saber lidar com as contrariedades. Depois, os pedagogos devem conhecer as técnicas de neurociência para perceberem que os alunos já estão aborrecidos com a aula e parar, perceberem que o aluno precisa de mais e aplicar o mais. Portanto, conhecer as técnicas de oratória são importantes para estruturar bem o pensamento e transmitir devidamente as suas ideias”, explicou.

Quanto ao convite do centro de formação para debruçar-se sobre o tema, revelou que olhou para o mesmo de forma desafiante, sendo hoje a oratória um recurso indispensável para quem de facto quer transparecer as suas ideias e quer torná-las públicas.

“Foi ainda desafiador porque provavelmente as pessoas já dominam este assunto. Falta limar algumas arestas para então falarem com confiança. Foi mais uma experiência e uma oportunidade para passar aos outros aquilo que aprendemos”, partilhou.

De acordo com Milton Sebastião, formador do centro, o evento surgiu dos diagnósticos feitos para as simulações do curso de Pedagogia, em que os formandos são submetidos a fazer apresentações sobre o que aprenderam durante a formação. “Nós notamos que durante a simulação eles ficam apreensivos, trémulos, e muitas vezes não conseguem alcançar os resultados desejados. Como em pedagogia não ensinamos concretamente como vencer o medo em falar em público, vimos a necessidade de criar um evento que passasse aos formandos internos técnicas de gerir o medo e a timidez, e fazer frente aos desafios, sendo que eles saem daqui para o mercado de trabalho, e porque não queríamos apenas dar-lhe conhecimento teórico, mas aliá-lo à prática, de modo que saiam bem treinados”, revelou.

O centro está operacional há 3 anos, e forma em média 250 pessoas, mensalmente. Tem activos os cursos de tecnologias de informação, nomeadamente Informática, Excel, Base de Dados, Programação, Hardware, dentre outros, cursos administrativos, como Secretariado, Atendimento ao Público, Contabilidade Geral, Empreendedorismo, etc. Quanto a cursos técnicos, destacam-se os de Frio e Climatização, Electricidade, e há ainda, por outro lado, os cursos de Pastelaria, Decoração e Artes, Cabeleireiro. Paras línguas, há o curso de Inglês, que é o mais solicitado, e o curso de Francês.

Segundo o responsável, a ideia é realizar então mais workshops, adaptados às áreas de formação ali ministradas.

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