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Director da Agricultiva destaca papel da tecnologia para a autonomia alimentar do país

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Andrade Lino

O director de Desenvolvimento de Negócios da Agricultiva, empresa subsidiária do Grupo Mitrelli, destacou nessa quarta-feira o “importante papel da tecnologia” para Angola fomentar a produção nacional para atingir uma autonomia soberana na área alimentar.

João Germano e Silva, que falou por ocasião da 5ª Conferência sobre Agricultura,  subordinada ao tema “Agro-Indústria, a Reserva estratégica Alimentar (REA) e as razões por que continuamos a depender de importações”, defendeu ainda que o incremento da produção nacional, designadamente nas culturas de arroz, milho, trigo e soja, terá de passar pela tecnologia.

Durante a sua intervenção no evento, promovido pela revista Economia & Mercado, no hotel Epic Sana, o gestor afirmou que a visão da empresa que dirige, e por onde passa, pensa que pode ajudar, é na tecnologia. “O governo angolano tem a intenção de, até 2027, multiplicar por 20 a produção de arroz, por dois o milho, por 20 o trigo, por 20 a soja, e quase por 20 o sector da pecuária. Aumentar a produtividade por hectare nessas culturas será possível com tecnologia”, sublinhou João Germano, cuja empresa poderá trazer “à equação e ao mercado a componente tecnológica e a componente do conhecimento transferido para a comunidade”.

Para isso, será necessário adaptar a tecnologia ao mercado e conceder formação. “Temos de criar condições intrínsecas para tomarmos conta da nossa produção e não dependermos sempre do exterior”, defendeu ainda.

No seu discurso de abertura, o ministro da Agricultura, António Francisco de Assis, destacou o projecto de Samba Caju, implementado pela Agricultiva, como um dos bons exemplos de boas práticas e do caminho que deve ser percorrido para Angola atingir o seu objectivo em termos de autonomia alimentar. “Encheu-nos de orgulho ouvir as palavras do senhor ministro. Significa que estamos no bom caminho e a fazer um bom trabalho”, reagiu o convidado.

De acordo com a nota que recebemos, a fazenda de produção de cereais em Samba Caju possui 2 mil hectares de produção milho e soja, dos quais 1.000-1.500 hectares irrigados a partir de uma barragem com a capacidade de 2.650.000 metros cúbicos e com recurso a pivots centrais, sendo a restante área de cultivo de sequeiro.

Samba Caju é um projecto da responsabilidade do Governo angolano, cujo desenvolvimento é assegurado pelo Grupo Mitrelli, integrando a tecnologia e o conhecimento de duas das suas subsidiárias, a Agricultiva nos sectores agrícola e agro-pecuário, e a Owini no sector da Água.

Na conferência, o director da Agricultiva, refira-se, interveio na mesa-redonda “O aviso 10 e o Fomento da Produção Nacional”, onde participaram também a directora executiva de Banca de Empresas do Standard Bank de Angola, Carolina Remísio, o CEO da Refriango, Diogo Caldas, o PCA da Sanlam, Philippe Alliali, e o PCE do BIC, Hugo Teles, moderada pelo jornalista e economista Carlos Rosado.

O evento reuniu especialistas do agronegócio, produtores, gestores públicos e privados, em particular do sector financeiro, para avaliar os resultados do financiamento ao sector produtivo, o crédito agrícola e os programas de fomento da agricultura familiar e de reforço das cadeias de distribuição e comercialização.

Sobre o certame, João Germano e Silva faz um balanço positivo, afirmando que os propósitos da conferência foram atingidos. “Sabemos que temos um desafio muito grande pela frente, mas tivemos aqui presentes elementos de organismos estatais, em representação do Governo, instituições financeiras, seguros e empresas como Agricultiva, que comparticipam com tecnologia e know-how, o que foi muito enriquecedor”, concluiu.

A Agricultiva é uma empresa subsidiária do Grupo Mitrelli especializada no planeamento e implementação de projectos agrícolas chave-na-mão, nos sectores público e privado. A empresa planeia, constrói e gere projectos em diversas áreas, desde a criação de centros de formação para agricultores, unidades móveis de formação e treino, estabelecimento de centros de pesquisa e desenvolvimento na área agronómica e projectos agro-pecuários em larga escala.

A experiência da companhia engloba os sectores da piscicultura, cultivo de legumes e frutas, criação de gado bovino, de corte e leiteiro, cabras, ovelhas e aves, produção de ovos e, em geral, diversificação e aumento da capacidade de produção e das exportações de alimentos e produtos agrícolas.

Os seus projectos vão desde o estabelecimento de fazendas até à formação de agricultores, processamento agrícola, marketing, embalagem e venda da produção.

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Andrade Lino

Jornalista

Estudante de Língua Portuguesa e Comunicação, amante de artes visuais, música e poesia.

O director de Desenvolvimento de Negócios da Agricultiva, empresa subsidiária do Grupo Mitrelli, destacou nessa quarta-feira o “importante papel da tecnologia” para Angola fomentar a produção nacional para atingir uma autonomia soberana na área alimentar.

João Germano e Silva, que falou por ocasião da 5ª Conferência sobre Agricultura,  subordinada ao tema “Agro-Indústria, a Reserva estratégica Alimentar (REA) e as razões por que continuamos a depender de importações”, defendeu ainda que o incremento da produção nacional, designadamente nas culturas de arroz, milho, trigo e soja, terá de passar pela tecnologia.

Durante a sua intervenção no evento, promovido pela revista Economia & Mercado, no hotel Epic Sana, o gestor afirmou que a visão da empresa que dirige, e por onde passa, pensa que pode ajudar, é na tecnologia. “O governo angolano tem a intenção de, até 2027, multiplicar por 20 a produção de arroz, por dois o milho, por 20 o trigo, por 20 a soja, e quase por 20 o sector da pecuária. Aumentar a produtividade por hectare nessas culturas será possível com tecnologia”, sublinhou João Germano, cuja empresa poderá trazer “à equação e ao mercado a componente tecnológica e a componente do conhecimento transferido para a comunidade”.

Para isso, será necessário adaptar a tecnologia ao mercado e conceder formação. “Temos de criar condições intrínsecas para tomarmos conta da nossa produção e não dependermos sempre do exterior”, defendeu ainda.

No seu discurso de abertura, o ministro da Agricultura, António Francisco de Assis, destacou o projecto de Samba Caju, implementado pela Agricultiva, como um dos bons exemplos de boas práticas e do caminho que deve ser percorrido para Angola atingir o seu objectivo em termos de autonomia alimentar. “Encheu-nos de orgulho ouvir as palavras do senhor ministro. Significa que estamos no bom caminho e a fazer um bom trabalho”, reagiu o convidado.

De acordo com a nota que recebemos, a fazenda de produção de cereais em Samba Caju possui 2 mil hectares de produção milho e soja, dos quais 1.000-1.500 hectares irrigados a partir de uma barragem com a capacidade de 2.650.000 metros cúbicos e com recurso a pivots centrais, sendo a restante área de cultivo de sequeiro.

Samba Caju é um projecto da responsabilidade do Governo angolano, cujo desenvolvimento é assegurado pelo Grupo Mitrelli, integrando a tecnologia e o conhecimento de duas das suas subsidiárias, a Agricultiva nos sectores agrícola e agro-pecuário, e a Owini no sector da Água.

Na conferência, o director da Agricultiva, refira-se, interveio na mesa-redonda “O aviso 10 e o Fomento da Produção Nacional”, onde participaram também a directora executiva de Banca de Empresas do Standard Bank de Angola, Carolina Remísio, o CEO da Refriango, Diogo Caldas, o PCA da Sanlam, Philippe Alliali, e o PCE do BIC, Hugo Teles, moderada pelo jornalista e economista Carlos Rosado.

O evento reuniu especialistas do agronegócio, produtores, gestores públicos e privados, em particular do sector financeiro, para avaliar os resultados do financiamento ao sector produtivo, o crédito agrícola e os programas de fomento da agricultura familiar e de reforço das cadeias de distribuição e comercialização.

Sobre o certame, João Germano e Silva faz um balanço positivo, afirmando que os propósitos da conferência foram atingidos. “Sabemos que temos um desafio muito grande pela frente, mas tivemos aqui presentes elementos de organismos estatais, em representação do Governo, instituições financeiras, seguros e empresas como Agricultiva, que comparticipam com tecnologia e know-how, o que foi muito enriquecedor”, concluiu.

A Agricultiva é uma empresa subsidiária do Grupo Mitrelli especializada no planeamento e implementação de projectos agrícolas chave-na-mão, nos sectores público e privado. A empresa planeia, constrói e gere projectos em diversas áreas, desde a criação de centros de formação para agricultores, unidades móveis de formação e treino, estabelecimento de centros de pesquisa e desenvolvimento na área agronómica e projectos agro-pecuários em larga escala.

A experiência da companhia engloba os sectores da piscicultura, cultivo de legumes e frutas, criação de gado bovino, de corte e leiteiro, cabras, ovelhas e aves, produção de ovos e, em geral, diversificação e aumento da capacidade de produção e das exportações de alimentos e produtos agrícolas.

Os seus projectos vão desde o estabelecimento de fazendas até à formação de agricultores, processamento agrícola, marketing, embalagem e venda da produção.

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