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Conheça o Start Zero Zero, projecto visa desenvolver oportunidades económicas na CPLP através do Surf

Conheça o Start Zero Zero, projecto visa desenvolver oportunidades económicas na CPLP  através do Surf
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Nascido em Março deste ano, pelas mãos de Francisca Sequeira, Veridiana Bressane e Maria Magalhães, mulheres unidas pelos mesmos valores, língua e paixão pelos desportos de prancha, o Start Zero Zero é um projecto que tem como objectivo promover a transformação sustentável na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, através do surf, como ferramenta de integração social.

A iniciativa visa ainda a criação e desenvolvimento de oportunidades económicas, sociais e ambientais na CPLP e unir os países membros através da organização de campeonatos de surf. Esta prática desportiva, que foi em 2016 reconhecida como desporto olímpico, levou a que estas três mulheres se juntassem na criação de um conceito que permita promover o desenvolvimento sustentável do surf na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, como reforça o comunicado enviado ao ONgoma News.

Assim sendo, em Setembro desse ano, realizar-se-á o PRO SURF São Tomé, o primeiro circuito de surf nacional naquele país, transmitido em directo internacionalmente. Este vai ser o 1º circuito de surf nacional de São Tomé e Príncipe, transmitido em live streaming, e será o 5º campeonato de surf nacional e que conta, pela primeira vez na história do país, com uma competição feminina de iniciadas.

Com o objectivo de dar maior visibilidade a esta temática, assim como aumentar os fundos disponíveis para apoiar a integração social destas desportistas, Francisca Sequeira, Veridiana Bressane e Maria Magalhães criaram a OMALI SURF WEEK, uma viagem exclusiva a decorrer paralelamente ao campeonato e onde participarão atletas de surf, influenciadores digitais, artistas e activistas sociais e ambientais. A organização, na sua nota, conta ter uma comitiva de personalidades internacionais que se tornarão os embaixadores da primeira edição deste evento desportivo, que tem como primeira paragem São Tomé, mas que ambiciona estender-se aos restantes países da CPLP.

Durante esta semana, serão desenvolvidas diferentes actividades dedicadas à comunidade, como talks e workshops, acções cívicas como limpeza de praias, em parceria com a Sea Sheperd, e sessões de surf com a comunidade local.

Como revela o comunicado, a organização vai doar parte dos resultados da operação do campeonato à ONG SOMA - “Surfistas Orgulhosas na Mulher d’África”, um programa de Surf Therapy como ferramenta de empoderamento feminino em São Tomé e Príncipe que luta pelo combate à desigualdade de género naquele país.

O projecto já reuniu parceiros de media em 3 continentes (Waves - Brasil, Zap Viva - Angola, RTP África - África e Portugal, Beachcam, Fuel Tv - Portugal) e conta com um alcance de milhões de pessoas, transformando-se num evento de oportunidade para entidades e marcas se envolverem, beneficiando de visibilidade e trazendo um propósito maior para as suas actividades corporativas e políticas de responsabilidade social, lê-se no documento.

Ademais, a organização do campeonato objectiva aumentar o fluxo turístico de São Tomé e tem a contratação da operação focada em empresas nacionais, de maneira a contribuir o mais possível para a economia local.

Sobre as mentoras e organizadoras

Francisca Sequeira é portuguesa, trabalhou como assistente de bordo, o que lhe trouxe uma relação muito próxima com São Tomé desde 2018. Durante o início da pandemia fundou a SOMA, que significa “Surfistas Orgulhosas na Mulher d’África”, um programa de Surf Therapy como ferramenta de empoderamento feminino em São Tomé e Príncipe. É a responsável pela primeira geração de surfistas femininas no país.

Veridiana Bressane, brasileira, fundou em 2009 a Girls On Board no Brasil, uma plataforma de conteúdo 360º que incentiva as mulheres à prática de desportos, à promoção da qualidade de vida e a espiritualidade.

Maria Magalhães, também portuguesa, professora e empresária, desenvolve projectos na área da comunicação, marketing e produção, maioritariamente com os departamentos de responsabilidade social corporativa e ONGs, na sua empresa, a Brand New Territories.

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Redacção

Nascido em Março deste ano, pelas mãos de Francisca Sequeira, Veridiana Bressane e Maria Magalhães, mulheres unidas pelos mesmos valores, língua e paixão pelos desportos de prancha, o Start Zero Zero é um projecto que tem como objectivo promover a transformação sustentável na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, através do surf, como ferramenta de integração social.

A iniciativa visa ainda a criação e desenvolvimento de oportunidades económicas, sociais e ambientais na CPLP e unir os países membros através da organização de campeonatos de surf. Esta prática desportiva, que foi em 2016 reconhecida como desporto olímpico, levou a que estas três mulheres se juntassem na criação de um conceito que permita promover o desenvolvimento sustentável do surf na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, como reforça o comunicado enviado ao ONgoma News.

Assim sendo, em Setembro desse ano, realizar-se-á o PRO SURF São Tomé, o primeiro circuito de surf nacional naquele país, transmitido em directo internacionalmente. Este vai ser o 1º circuito de surf nacional de São Tomé e Príncipe, transmitido em live streaming, e será o 5º campeonato de surf nacional e que conta, pela primeira vez na história do país, com uma competição feminina de iniciadas.

Com o objectivo de dar maior visibilidade a esta temática, assim como aumentar os fundos disponíveis para apoiar a integração social destas desportistas, Francisca Sequeira, Veridiana Bressane e Maria Magalhães criaram a OMALI SURF WEEK, uma viagem exclusiva a decorrer paralelamente ao campeonato e onde participarão atletas de surf, influenciadores digitais, artistas e activistas sociais e ambientais. A organização, na sua nota, conta ter uma comitiva de personalidades internacionais que se tornarão os embaixadores da primeira edição deste evento desportivo, que tem como primeira paragem São Tomé, mas que ambiciona estender-se aos restantes países da CPLP.

Durante esta semana, serão desenvolvidas diferentes actividades dedicadas à comunidade, como talks e workshops, acções cívicas como limpeza de praias, em parceria com a Sea Sheperd, e sessões de surf com a comunidade local.

Como revela o comunicado, a organização vai doar parte dos resultados da operação do campeonato à ONG SOMA - “Surfistas Orgulhosas na Mulher d’África”, um programa de Surf Therapy como ferramenta de empoderamento feminino em São Tomé e Príncipe que luta pelo combate à desigualdade de género naquele país.

O projecto já reuniu parceiros de media em 3 continentes (Waves - Brasil, Zap Viva - Angola, RTP África - África e Portugal, Beachcam, Fuel Tv - Portugal) e conta com um alcance de milhões de pessoas, transformando-se num evento de oportunidade para entidades e marcas se envolverem, beneficiando de visibilidade e trazendo um propósito maior para as suas actividades corporativas e políticas de responsabilidade social, lê-se no documento.

Ademais, a organização do campeonato objectiva aumentar o fluxo turístico de São Tomé e tem a contratação da operação focada em empresas nacionais, de maneira a contribuir o mais possível para a economia local.

Sobre as mentoras e organizadoras

Francisca Sequeira é portuguesa, trabalhou como assistente de bordo, o que lhe trouxe uma relação muito próxima com São Tomé desde 2018. Durante o início da pandemia fundou a SOMA, que significa “Surfistas Orgulhosas na Mulher d’África”, um programa de Surf Therapy como ferramenta de empoderamento feminino em São Tomé e Príncipe. É a responsável pela primeira geração de surfistas femininas no país.

Veridiana Bressane, brasileira, fundou em 2009 a Girls On Board no Brasil, uma plataforma de conteúdo 360º que incentiva as mulheres à prática de desportos, à promoção da qualidade de vida e a espiritualidade.

Maria Magalhães, também portuguesa, professora e empresária, desenvolve projectos na área da comunicação, marketing e produção, maioritariamente com os departamentos de responsabilidade social corporativa e ONGs, na sua empresa, a Brand New Territories.

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