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Comuna do Evale sem escola do ensino médio

Comuna do Evale sem escola do ensino médio
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Mil e 573 alunos que concluíram nos últimos 13 anos o I ciclo na comuna do Evale, município do Cuanhama, província do Cunene, estão impedidos de continuar a formação académica devido à inexistência de uma escola do ensino médio na circunscrição.

O I ciclo, naquela localidade, funciona desde 2003 e os primeiros alunos que concluíram este nível em 2006 até agora estão sem estudar, por falta de possibilidades das famílias em levar os filhos para as escolas da cidade de Ondjiva, segundo avançou o administrador comunal do Evale, Porfírio Vatileni, referindo que e a situação preocupa as autoridades locais e a própria comunidade, que solicita ao Governo da província a construção de uma escola do II ciclo (ensino médio).

Explicou então que, não havendo possibilidade em dar continuidade à formação académica, muitos jovens optam por procurar emprego em fazendas, na vizinha República da Namíbia, e quando voltam à zona constituem as famílias.

Segundo o responsável, a situação já é do conhecimento da Repartição Municipal e do Gabinete Provincial da Educação, que deve trabalhar no assunto para solucionar a situação que está a tirar a oportunidade de os jovens com o I ciclo concluído aumentarem o seu nível académico.

“Este ano, 806 alunos estão a frequentar a 7ª a 9ª classe, o que significa dizer que o número continuará a aumentar, pelo que é necessário a construção de uma escola para atender à procura desse nível de ensino”, disse.

Já o director do Educação do Cunene, Domingos de Oliveira, disse, citado pela Angop, que a responsabilidade pelos projectos de construção de escolas é directamente do Gabinete de Estatística e Planeamento (GEP) do Governo Provincial, mas pelo que sabe, a comuna do Evale não está contemplada neste ano económico.

A construção de escolas do II ciclo são projectadas somente para as sedes municipais, situação que, na sua opinião, devia ser revista, porque na verdade existem muitos alunos que terminam a 9ª nas comunas e ficam impedidas de aumentar a formação académica.

O gestor fez saber que a única saída dos alunos do Evale seria estudar no Instituto Médio Politécnico de Onamayaca, de 24 salas de aulas, na comuna do Nehone, mas se coloca a uma distância de 35 quilómetros que separa as duas comunas.

O sector da educação na comuna do Evale conta no presente ano lectivo, com 68 escolas, 194 professores e 8.991 alunos, desde o ensino primário a 9ª classe.  

O Evale dista 66 quilómetros a noroeste de Ondjiva, capital da província do Cunene, comporta sete povoações e tem uma população estimada em 55 mil e 388 habitantes.

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Redacção

Mil e 573 alunos que concluíram nos últimos 13 anos o I ciclo na comuna do Evale, município do Cuanhama, província do Cunene, estão impedidos de continuar a formação académica devido à inexistência de uma escola do ensino médio na circunscrição.

O I ciclo, naquela localidade, funciona desde 2003 e os primeiros alunos que concluíram este nível em 2006 até agora estão sem estudar, por falta de possibilidades das famílias em levar os filhos para as escolas da cidade de Ondjiva, segundo avançou o administrador comunal do Evale, Porfírio Vatileni, referindo que e a situação preocupa as autoridades locais e a própria comunidade, que solicita ao Governo da província a construção de uma escola do II ciclo (ensino médio).

Explicou então que, não havendo possibilidade em dar continuidade à formação académica, muitos jovens optam por procurar emprego em fazendas, na vizinha República da Namíbia, e quando voltam à zona constituem as famílias.

Segundo o responsável, a situação já é do conhecimento da Repartição Municipal e do Gabinete Provincial da Educação, que deve trabalhar no assunto para solucionar a situação que está a tirar a oportunidade de os jovens com o I ciclo concluído aumentarem o seu nível académico.

“Este ano, 806 alunos estão a frequentar a 7ª a 9ª classe, o que significa dizer que o número continuará a aumentar, pelo que é necessário a construção de uma escola para atender à procura desse nível de ensino”, disse.

Já o director do Educação do Cunene, Domingos de Oliveira, disse, citado pela Angop, que a responsabilidade pelos projectos de construção de escolas é directamente do Gabinete de Estatística e Planeamento (GEP) do Governo Provincial, mas pelo que sabe, a comuna do Evale não está contemplada neste ano económico.

A construção de escolas do II ciclo são projectadas somente para as sedes municipais, situação que, na sua opinião, devia ser revista, porque na verdade existem muitos alunos que terminam a 9ª nas comunas e ficam impedidas de aumentar a formação académica.

O gestor fez saber que a única saída dos alunos do Evale seria estudar no Instituto Médio Politécnico de Onamayaca, de 24 salas de aulas, na comuna do Nehone, mas se coloca a uma distância de 35 quilómetros que separa as duas comunas.

O sector da educação na comuna do Evale conta no presente ano lectivo, com 68 escolas, 194 professores e 8.991 alunos, desde o ensino primário a 9ª classe.  

O Evale dista 66 quilómetros a noroeste de Ondjiva, capital da província do Cunene, comporta sete povoações e tem uma população estimada em 55 mil e 388 habitantes.

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