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Aprendamos a poupar, mesmo tendo quase nada

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A crise financeira que Angola vive obrigou-nos a aprender, da maneira mais difícil, várias lições importantes, sendo uma delas a poupança. Embora uma parte significativa das famílias não tenha mais nada senão parcos recursos monetários para adquirir o que comer, e outras tantas nem essas condições tenham, a promoção da poupança junto da população é sempre uma medida que merece o devido elogio, considerando que quem não consegue poupar o pouco que tem, pode nunca aprender a poupar  o muito que conseguir. Aliás, o próprio Governo angolano é um exemplo que se aplica nessa premissa, sendo que todos percebermos que os recursos adquiridos da venda do petróleo foram mal aplicados, não só em infra-estruturas descartáveis, mas também num enorme, porém pouco eficiente, aparelho de Estado, em que os servidores públicos muitas vezes se serviram dos bens públicos.

Mas os erros já foram cometidos e para frente é o caminho, daí que queremos elogiar a iniciativa do Banco Nacional de Angola, em parceria com a Comissão de Mercado de Capitais e a Agência Angolana de Regulação e Supervisão de Seguros (ARSEG), em promover, durante uma semana, a Feira da Poupança, que decorreu na Casa da Juventude, em Viana.

Parafraseando o director do departamento de Educação Financeira do BNA,  Avelino dos Santos, "a questão da poupança não deve ser olhada no sentido do rendimento, mas sim no sentido dos gastos, comprando o que está planificado". Ou seja, se criarmos o hábito de planificar os nossos gastos, aprenderemos a cortar nas despesas quando virmos que o nosso rendimento não pode cobri-las e investiremos apenas no que é prioritário, mas não devemos esquecer-nos de poupar, nem que seja o mínimo possível, para as despesas que podem ser adiadas.

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Redacção

A crise financeira que Angola vive obrigou-nos a aprender, da maneira mais difícil, várias lições importantes, sendo uma delas a poupança. Embora uma parte significativa das famílias não tenha mais nada senão parcos recursos monetários para adquirir o que comer, e outras tantas nem essas condições tenham, a promoção da poupança junto da população é sempre uma medida que merece o devido elogio, considerando que quem não consegue poupar o pouco que tem, pode nunca aprender a poupar  o muito que conseguir. Aliás, o próprio Governo angolano é um exemplo que se aplica nessa premissa, sendo que todos percebermos que os recursos adquiridos da venda do petróleo foram mal aplicados, não só em infra-estruturas descartáveis, mas também num enorme, porém pouco eficiente, aparelho de Estado, em que os servidores públicos muitas vezes se serviram dos bens públicos.

Mas os erros já foram cometidos e para frente é o caminho, daí que queremos elogiar a iniciativa do Banco Nacional de Angola, em parceria com a Comissão de Mercado de Capitais e a Agência Angolana de Regulação e Supervisão de Seguros (ARSEG), em promover, durante uma semana, a Feira da Poupança, que decorreu na Casa da Juventude, em Viana.

Parafraseando o director do departamento de Educação Financeira do BNA,  Avelino dos Santos, "a questão da poupança não deve ser olhada no sentido do rendimento, mas sim no sentido dos gastos, comprando o que está planificado". Ou seja, se criarmos o hábito de planificar os nossos gastos, aprenderemos a cortar nas despesas quando virmos que o nosso rendimento não pode cobri-las e investiremos apenas no que é prioritário, mas não devemos esquecer-nos de poupar, nem que seja o mínimo possível, para as despesas que podem ser adiadas.

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