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Relatório

Africell dispara com a sua entrada no mercado angolano

Africell dispara com a sua entrada no mercado angolano
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A Africell teve uma entrada brusca no mercado angolano, somando 15% dos utilizadores de telemóveis do mercado angolano, o que é equivalente a 2,9 milhões de clientes, número que não pára de crescer.

Os dados são do Instituto Nacional das Comunicações (INACOM), sobre o IIº trimestre deste ano, que colocam a operadora móvel atrás da Unitel, apesar de esta perder os 90% da quota do mercado, mas ainda à frente da Movicel, que está a perder fulgor, estando já sem a metade dos clientes desde 2019.

Em Setembro, Gonçalo Faria, administrador executivo da Africell, disse que até àquele mês a operadora tinha cinco milhões de clientes, isto sem aferir se estes clientes estavam a partilhar ou se tinham deixado de usar os chips Unitel e Movicel, tendo adiantado que a empresa considera que vai precisar de mais um tempo para saber qual é o comportamento do consumidor.

"Fomos capazes de provocar uma mudança no mercado, a operadora está a conquistar a sua quota do mercado", reconhece o gestor, citado pelo Expansão.

No entanto, o engenheiro de telecomunicações Eric Dário Martins considera ser ainda prematuro dizer-se que poderá acontecer um crescimento exponencial da operadora móvel no mercado, porque "novos players sempre captam atenção". Todavia, disse, o que vai determinar a integridade da operação e manutenção será a inovação das mesmas, porque "desde que a Africell entrou em cena, as operadoras têm baixado os preços dos seus serviços através de campanhas, algumas delas agressivas".

A título de exemplo, a Unitel lançou o "Bazza", um novo tarifário que oferece um cartão "SIM" gratuito, com saldo de 200 Kz, mais 1GB para navegar na net com validade por 30 dias, após activação do cartão. Já Movicel trouxe recentemente a campanha "Fezada", que, na compra de uma recarga física de 850kz, o cliente tem direito a 5GB de dados para usar durante 7 dias. Outra novidade dos planos da Movicel é a introdução do serviço "Vip Business" no plano Karga, que custa 15 mil Kz. Ao aderir a este pacote, o subscritor tem acesso grátis em alguns jornais e plataformas digitais.

Já a Africell tornou as suas acções de marketing "agressivas", ao decidir colocar agentes "ambulantes" a vender cartões "SIM" e adesão direta em várias ruas de Luanda, apesar de ter assegurado que chegaria a Benguela a partir de Junho, aquando do lançamento das operações, em Abril último.

Apesar de pessoas que compraram o chip da Africell que vivem na província do Bengo, por exemplo, não conseguirem efectuar chamadas, Gonçalo Faria disse que já estão fora de Luanda há algum tempo, havendo já os preparativos para o lançamento no sul (Benguela, Lobito e Lubango, mais tarde). "Temos algum trabalho que está a ser feito com o regulador e com os demais operadores, no sentido de organizar algumas frequências, para termos uma convivência técnica organizada", garantiu.

O administrador executivo da operadora adiantou que situações como a pandemia e a guerra impactaram na cadeia logística e de distribuição, lamentando o facto de sermos um país que infelizmente importa a maioria daquilo que necessita, e por isso, naturalmente, a companhia está dependente de parceiros no que toca a timings.

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Ylson Menezes

Repórter

Ylson Menezes é poeta. Amante de leitura e de escrita, é também aspirante a jornalista.

A Africell teve uma entrada brusca no mercado angolano, somando 15% dos utilizadores de telemóveis do mercado angolano, o que é equivalente a 2,9 milhões de clientes, número que não pára de crescer.

Os dados são do Instituto Nacional das Comunicações (INACOM), sobre o IIº trimestre deste ano, que colocam a operadora móvel atrás da Unitel, apesar de esta perder os 90% da quota do mercado, mas ainda à frente da Movicel, que está a perder fulgor, estando já sem a metade dos clientes desde 2019.

Em Setembro, Gonçalo Faria, administrador executivo da Africell, disse que até àquele mês a operadora tinha cinco milhões de clientes, isto sem aferir se estes clientes estavam a partilhar ou se tinham deixado de usar os chips Unitel e Movicel, tendo adiantado que a empresa considera que vai precisar de mais um tempo para saber qual é o comportamento do consumidor.

"Fomos capazes de provocar uma mudança no mercado, a operadora está a conquistar a sua quota do mercado", reconhece o gestor, citado pelo Expansão.

No entanto, o engenheiro de telecomunicações Eric Dário Martins considera ser ainda prematuro dizer-se que poderá acontecer um crescimento exponencial da operadora móvel no mercado, porque "novos players sempre captam atenção". Todavia, disse, o que vai determinar a integridade da operação e manutenção será a inovação das mesmas, porque "desde que a Africell entrou em cena, as operadoras têm baixado os preços dos seus serviços através de campanhas, algumas delas agressivas".

A título de exemplo, a Unitel lançou o "Bazza", um novo tarifário que oferece um cartão "SIM" gratuito, com saldo de 200 Kz, mais 1GB para navegar na net com validade por 30 dias, após activação do cartão. Já Movicel trouxe recentemente a campanha "Fezada", que, na compra de uma recarga física de 850kz, o cliente tem direito a 5GB de dados para usar durante 7 dias. Outra novidade dos planos da Movicel é a introdução do serviço "Vip Business" no plano Karga, que custa 15 mil Kz. Ao aderir a este pacote, o subscritor tem acesso grátis em alguns jornais e plataformas digitais.

Já a Africell tornou as suas acções de marketing "agressivas", ao decidir colocar agentes "ambulantes" a vender cartões "SIM" e adesão direta em várias ruas de Luanda, apesar de ter assegurado que chegaria a Benguela a partir de Junho, aquando do lançamento das operações, em Abril último.

Apesar de pessoas que compraram o chip da Africell que vivem na província do Bengo, por exemplo, não conseguirem efectuar chamadas, Gonçalo Faria disse que já estão fora de Luanda há algum tempo, havendo já os preparativos para o lançamento no sul (Benguela, Lobito e Lubango, mais tarde). "Temos algum trabalho que está a ser feito com o regulador e com os demais operadores, no sentido de organizar algumas frequências, para termos uma convivência técnica organizada", garantiu.

O administrador executivo da operadora adiantou que situações como a pandemia e a guerra impactaram na cadeia logística e de distribuição, lamentando o facto de sermos um país que infelizmente importa a maioria daquilo que necessita, e por isso, naturalmente, a companhia está dependente de parceiros no que toca a timings.

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